Cotas Raciais ou Racismo Declarado?
Cotas raciais no Brasil são parte de uma política imediatista para afagar os ânimos de uma “Esquerda Reacionária”. Não entendeu?
Cor/Raça (2007)
Branca 49,4%
Parda 42,3%
Preta 7,4%
Amarela 0,5%
Indígena 0,3%O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) classifica o povo brasileiro entre cinco grupos: branco, preto, pardo, amarelo e indígena, baseado na cor da pele ou raça. A última PNAD (Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios) encontrou o Brasil sendo composto por 93.096 milhões de brancos, 79.782 milhões de pardos, 12.908 milhões de pretos, 919 mil amarelos e 519 mil indígenas.
Fonte(s):
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brasil#Etnias
Vamos lá. Estes números demonstram que os brancos são maioria, e que a cor negra (Preta) corresponde apenas a 7,4% da população no Brasil. Mas será que as políticas públicas referente à educação precisam deste tipo de análise por raças e cor? Nós vamos nos rebaixar a esse medievalismo?
O Negro que merece as cotas é Preto ou Pardo? Ou os dois? A UNB já criou um julgamento especial de caráter secreto para julgar o mérito de cada pedido. Ao invés de remontar a árvore genealógica da família do candidato e buscar raízes que justifiquem a admissão do indivíduo com condições especiais (mais fáceis) do que os outros, não seria mais fácil fazer uma reforma na educação de base e promover as cotas por renda?
Claro que não. Isso leva tempo, mais tempo do que os que esperam há décadas dispõem. A maioria da população pobre ou que compõe as classes C / D e E deve pertencer à raça Parda ou Preta, mas isso não quer dizer que sejam 100% dos pobres no país. Dessa forma, um amarelo pobre ou um branco pobre, não conseguem esse acesso pela sua cor de pele. Isso soa um tanto quanto nazista para mim, só que ao invés dos brancos da raça pura, estamos colocando negros na faculdade em detrimento de outras raças em faixa de renda inferior que TAMBÉM não tiveram direito a educação privada ou de qualidade.
Veja só, ninguém nega o passado trágico do transporte e compra/venda de escravos, e muito menos nega o direito à educação. Mas a questão do procedimento hoje pode levar a um conflito social sério em uma década. Os alunos que tiveram “facilidades” para entrar na faculdade serão discriminados. Você vai desconfiar de qualquer médico não-branco imaginando que ele teve uma formação mais fraca pela cor, quando muitas vezes o rapaz foi o melhor de sua turma. Esse tipo de preconceito arrastará nossa sociedade para um buraco imenso de segregação.
Problemas:
- Não adianta 100% das crianças terem vagas na escola, se o ensino é uma porcaria.
- Não adianta o bolsa-família premiar pais que colocam os filhos na escola. Eles estudam e depois trabalham.
- O governo deveria ser punido por tentar ludibriar o povo desta forma tão grosseira, presenteando à alguns com a alegria eleitoreira e outros que perderam sua vaga no vestibular com nota maior do que aqueles, sendo presenteados com a tristeza da derrota injustificada.
Alguns vão dizer que eu só fico criticando sem argumentos, e que isso é fácil. Justa observação. Segue abaixo um texto bem escrito sobre o que ARISTÓTELES em 350AC escreveu sobre um governo justo:
Embora Aristóteles se decida pelo Regime Popular (que ele chama de “Regime Constitucional”), recrimina os democratas. Para estes, é melhor que o povo governe enquanto que, para Aristóteles, o povo governa melhor. Qual a diferença nestas duas posições? De acordo com os democratas, o povo deve governar porque ele é a maioria e não seria justo que alguns poucos comandassem. Já de acordo com a segunda posição, o que torna o governo legítimo não é o fato de ser exercido pela maioria como pensam os democratas e sim porque é exercido a favor de todos. Neste sentido, o povo governa melhor: ao permitir a manifestação da multiplicidade dos pontos de vista, da opinião de todos, o Regime Popular possibilita que as deliberações e os julgamentos sejam mais completos. Este é um governo justo. - RETIRADO DO BLOG DO ASTÉRIO
(http://asteriomoreira.blogspot.com/2009/05/aristoteles-o-que-e-um-governo-justo.html)
Ou seja, um governo a favor de todos, não favorece uma classe por ser mais colorida do que outra. Simples assim.
Soluções:
- Professores bem preparados, mas com o devido suporte e assistentes para auxiliar nas tarefas;
- Alunos só serão aprovados se merecerem. Fim da aprovação automática. Se vários forem reprovados, o Estado deve se preocupar em encontrar as deficiências de cada um e melhorá-los. Eu tenho certeza que eles não são burros, apenas precisam do devido encaminhamento, INDEPENDENTE DA COR. Problemas de negros são iguais a de brancos e amarelos, qualquer contra-argumentação à isso leva ao puro fascismo e destruição da sociedade;
- Caso o aluno não consiga entrar na faculdade pela falta de preparo da escola que cursou, o município deverá pagar um cursinho que o capacite.
- O estímulo à pesquisa deve ser fomentado ao extremo, com uma grande percentagem de investimento. Não importa se é de direita, esquerda, escola francesa ou de frankfurt, cada local tem problemas únicos que a pesquisa local demonstrará e solucionará.
- Redução nos impostos de livros, CD’s, peças culturais, cinemas, etc. Fundamental para educação.
O maior contra-argumento à esta solução é a falta de recursos. Bem, eu e você, leitor, pagamos imposto para danar, nosso couro é arrancado meses por ano de forma gratuita. Ao invés de encherem a cueca e ficarem doando panetones por aí, invistam no que é correto. Se tudo funcionar, eu aceito pagar mais em prol da sociedade, tenho certeza que todos pagariam de bom grado para ver seus filhos avançando e progredindo rumo ao pensamento embasado e qualificação.



Very interesting and amusing subject. I read with great pleasure.