LULA - Jesus Cristo do Brasil

Nada é melhor do que o tempo. Ele prova e ensina que estamos errados ou corretos por algum julgamento anterior. Lula foi eleito como um político ético, como a maior esperança que a massa brasileira já teve. Independente da ideologia e dos rumos tomados pelo seu governo, é o nosso político mais popular.
Mas o maior erro de algum pretenso estadista é tentar ludibriar o povo. O povo não é uma instituição, muito menos sábia, mas é um órgão vital para o Estado e seu andamento. Governos são temporários, o Estado não. “Lula, o Filho do Brasil” é um filme sofrível de promoção política. Nosso presidente é retratado como um garotinho pobre de familia miserável que sai de uma vida sofrida rumo à capital financeira do país. Isso não é novidade em nossa história e pode muito bem ser verdade.
O problema é que há a tentativa de criação de um mito. Os defeitos de qualquer ser humano, como Lula é e tem, foram estratégicamente “esquecidos” e suas qualidades (ele tem algumas) foram elevadas ao extremo. Vamos pensar um pouco, qual personagem histórico era desprovido de defeitos e trouxe ensinamentos por onde passou? Qual personagem tornou-se símbolo martirizado e sofreu por todos os humanos?
Lula representa um messias na idéia do filme. É um garoto pobre que triunfou pelas suas virtudes e bondades, e essa obra prima do cinema foi internacionalmente desmascarada. Publicações de renome como “the Economist” “The NY Times” dentre outras, perceberam esse viés no filme. Pipocaram diversas biografias diferentes do presidente Lula, todas mostravam um ser humano de defeitos que chegava à presidência da República. Inúmeros defeitos foram exaltados desde então, e parece que todo este movimento está surtindo efeito, já que o filme não estourou como grande sucesso de bilheteria (como se esperava).
A população em geral pode ser ignorante, pode ser maltratada e alienada por inúmeras razões e por inúmeros conglomerados de comunicação, mas subestimar sua razão é digna de fracasso. Um rapaz pobre que cresce, adquire sucesso, só possui virtudes e se mantém humilde apesar de todas as tentações, é um aspirante à Jesus Cristo. Com um cristo presunçoso destes eu prefiro ser ateu.
2010 é ano de eleição, o filme lançado meses antes da eleição é marketing estratégico, não inocência política. Se o filme fosse lançado após a morte de Lula, não haveria problema, Saudosismo é natural do ser humano. Mas tentar nos ridicularizar dessa forma é uma piada.
2010 – Ano do Ateu político!

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