Chávez no Mercosul?

Durante a próxima semana, as casas legislativas do Brasil irão analisar e, provavelmente aprovar, a entrada da Venezuela como membro do Mercosul.

Na verdade, através de um ato institucionalista por natureza, estamos provando que nas relações internacionais, tratados são papéis maleáveis à necessidade. Tanto é assim, que uma norma fundamental está sendo descumprida.

Uma das normas para admissão de novos membros, além da aprovação de todos os outros, é a de que o Estado candidato seja uma democracia em funcionamento, ou seja, que liberdades sejam respeitadas e de que seus governantes sejam instrumentos do Estado, e não sua personificação. É o que acontece na Venezuela?

Provavelmente não. E digo provavelmente pois não tenho informações confiáveis de lá (visto que a mídia de massas é dominada pelas propagandas chavistas). Alguém que nacionaliza o Hilton, não merece crédito para entrada em um bloco que se destina ao livre comércio. Se nada é livre dentro da Venezuela, imagine no que eles puderem influenciar para fora.

Qual a segurança de um empresário brasileiro para investir lá? Depois das ações patéticas de Evo Moralez e a fraca resposta brasileira, não vejo como arriscar tanto.

Chávez é amiguinho de Lula, mas até que ponto?

Gostemos ou não, o bispo-pai-de-muitos do Paraguai negociou bilateralmente suas demandas, mas de forma correta e sem ameaças, como deve ser. O Brasil cedeu pois entendeu que as demandas eram justas. Se vale a pena ou não, só o futuro dirá.

Voto de confiança em Chávez é uma piada, e devemos repudiar a presença deste aspirante a Stálin. Presença no Mercosul não integraria Chávez com os outros países, apenas integraria suas demandas absurdas e tumultuaria o bloco estável.

Enfim, a política no escuro e as negociações atrás do palco devem comandar a entrada desse pífio aspirante a personagem histório no Mercosul. Ruim para nós.

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