Os Movimentos do Irã

O que deseja o Irã?

Em várias atitudes classificadas como “provocativas” pela comunidade internacional, o Irã vem testando misseis de curto e médio alcance, em uma mensagem clara de que ele pode manipular artefatos e atacar a qualquer distância necessária. A questão não é mais SE o Irã terá a capacidade de utilizar a energia atômica para destruição em massa. É QUANDO.

O argumento institucionalista contra o Irã é baseado no fato deste ter assinado o TNP e se comprometido com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) sobre as vistorias de suas usinas. Ele claramente desrespeitou esses comprometimentos, baseando-se na idéia de que cada Estado é livre para fazer o que bem entender.

Essa guinada ao realismo traz dilemas de segurança e desconfiança, além de um equilíbrio baseado no medo. A cada novo movimento iraniano os israelenses protestam, ameaçam e fragilizam mais a situação. O regime dos Aiatolás não deixa por menos, e semanalmente afirma que qualquer ação israelense resultaria em uma guerra total. Isso ajuda a frear os ânimos, mas até quando?

É como uma pessoa caminhando sob um barranco, cedo ou tarde ela vai escorregar. O lado que escorregar primeiro será o estopim de um novo conflito desastroso para região. O armamento nuclear não será concentrado em uma grande bomba, mas fragmentado em pequenas ogivas de baixo poder de destruição. Israel e Irã possuem tecnologia nuclear (apesar de negarem) e criaram sim um equilíbrio do terror. Quem é o culpado?

Difícil de responder. O Ocidente tem uma grande parcela de culpa, mas Israelenses e iranianos também. Os primeiros sempre foram lacaios americanos e defenderam cegamente interesses de uma nação que não buscava a salvação, mas sim sangue. Os últimos não ficam muito atrás, e manipulam a religião para o conflito sempre que é interessante.

Mas análise boa é aquela que coloca uma hipótese de solução, ao invés de ficar apontando dedos para culpados. No caso, penso que a melhor estratégia seria trazer o Irã para o convívio na comunidade internacional, exigindo um comprometimento com as políticas e não com os valores ocidentais. Uma maior participação no auxílio a outros Estados e uma integração comercial seria a sinalização perfeita para desarmar o dilema de segurança a tempo de evitar mais um conflito infundado.

Quanto mais o Irã for pressionado e exigido sem contrapartida, mais fundamento e apoio haverá à realização de manobras que só quebram o tênue equilíbrio internacional. A tendência é de que mais usinas subterrâneas surjam e que a desconfiança só faça aumentar, até o ponto em que estabelecer o equilíbrio seja impossível. A única maneira de dissolver o quadro agora é apelar para interdependência, aumentando as redes econômicas e transações, atos que não provoquem um choque de valores fundamentais com o ocidente e que torne a retórica do caos um fator de prejuízo mútuo.

Porém, é preciso que o ocidente aprenda a criar uma barreira, de forma a permitir que cada Estado resolva seus assuntos internos conforme sua própria doutrina. Esse ato será fundamental para harmonização das relações inter-estatais, já que o fracasso das OIs é claro.

O que deseja o Irã? Atençao.

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One Response to “Os Movimentos do Irã”

  1. What benefit is there to toasting bread instead of just eating it untoasted? If there is no benefit, how much electric energy is wasted on toasting in the U.S. of A., do you think?

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