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	<title>O Legado / The Legacy</title>
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	<description>É um blog que trata política / economia / relações internacionais e humor de uma forma alternativa e acessível a todos. This is a blog that explain economy / politics and policy / foreign affairs and humor in a very easy way for everybody</description>
	<pubDate>Wed, 02 May 2012 20:10:16 +0000</pubDate>
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		<title>4G e Nosso Atraso Intelectual</title>
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		<pubDate>Wed, 02 May 2012 20:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[4g]]></category>

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		<category><![CDATA[licitação]]></category>

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		<description><![CDATA[O Brasil possui sim uma síndrome que o afasta do desenvolvimento. A PREGUIÇA.
As redes de transmissão 4G (tecnologia de internet móvel) serão implantadas no país. ótimo, diminuímos o gap tecnológico entre o primeiro mundo e o nosso? Não. Por que? Porque obrigamos os vencedores da licitação à utilizar tecnologia nacional em boa parte das instalações.
Tecnologia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Brasil possui sim uma síndrome que o afasta do desenvolvimento. A PREGUIÇA.</p>
<p style="text-align: justify;">As redes de transmissão 4G (tecnologia de internet móvel) serão implantadas no país. ótimo, diminuímos o gap tecnológico entre o primeiro mundo e o nosso? Não. Por que? Porque obrigamos os vencedores da licitação à utilizar tecnologia nacional em boa parte das instalações.</p>
<p style="text-align: justify;">Tecnologia nacional não significa algo ruim. Significa apenas algo obsoleto. Preferimos utilizar algo ultrapassado nacional à importar algo mais moderno, pois fere nosso ufanismo. Já diria o Itaú, #VamosJogarBola e tudo passa mesmo&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, a discussão é colocada de forma errada. Por que não investir em pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia melhor? Por que não agregar valor ao nosso produto e ai as empresas brasileiras participariam das licitações lá fora? Não seria melhor assim?</p>
<p style="text-align: justify;">A verdade é que colocamos uma peneira para tapar a entrada de sol. Melhor temer as importações do que desenvolver nossos produtos. Não argumentem a falta de recursos, completamos hoje (02/05/2012) R$ 400.000.000.000,00 em impostos recolhidos. Será que uma fatiazinha não poderia ser destinada ao desenvolvimento tecnológico?</p>
<p style="text-align: justify;">É essa mentalidade atrasada que nos coloca em posição de reféns. Somos reféns do nosso atraso, das nossas ambições atrasadas e de um ufanismo que deveria ter sido enterrado com a ditadura. Claro que os outros Estados vão protestar na OMC, eles não são contra o Brasil, mas precisam ser recompensados pelo valor de suas pesquisas e tecnologias. Eu prefiro ver o provedor 4G alemão ou americano do que um misto mal feito de peças brasileiras e chips alemães. O Brasil que concorra em um mercado aberto ou abstenha-se de participar.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos uma piada.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://g1.globo.com/economia/noticia/2012/05/edital-do-4g-vai-manter-exigencia-de-conteudo-nacional-diz-ministro.html" target="_blank">LINK COMPLETO</a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>02/05/2012 12h59 - Atualizado em 02/05/2012 13h47</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>Edital do 4G vai manter exigência de conteúdo nacional, diz ministro</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>EUA e União Europeia ameaçam questionar edital do leilão na OMC.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Paulo Bernardo diz que exigência não fere tratados internacionais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (2) que não vai haver alteração na exigência de conteúdo nacional - equipamentos e tecnologias produzidos e desenvolvidos localmente - prevista no edital de leilão das faixas de frequência para a telefonia móvel de quarta geração, a chamada 4G.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, Estados Unidos e União Europeia vão questionar essa exigência do edital na sexta-feira (4) na Organização Mundial do Comércio (OMC). Eles alegam que trata-se de uma barreira ilegal ao comércio no setor de telecomunicações.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>“Não mudaremos as exigências de conteúdo nacional porque não vemos nada que fira os tratados de comércio internacional e porque queremos desenvolver a indústria de equipamentos em nosso país”, disse Bernardo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A exigência é de 60% de conteúdo nacional mínimo, entre 2012 e 2014, válido para aquisição de bens, produtos, equipamentos, sistemas de telecomunicações e redes de dados, sendo 10% da tecnologia desenvolvida no país. A obrigação aumenta para 70% (20%) entre 2017 e 2022. O governo acredita que as medidas são necessárias para ajudar a incentivar a produção brasileira.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bernardo afirmou que o ministério recebeu correspondências da comissaria europeia e da embaixada dos EUA com questões a respeito do edital, que serão respondidas nos próximos dias. “Já estamos elaborando as respostas”, disse Bernardo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O edital do leilão da faixa de freqüência para o 4G – e também para a faixa que será usada na telefonia móvel rural – foi aprovado em abril pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O leilão está previsto para acontecer em 12 de junho e o preço mínimo de todos os lotes somados é de R$ 3,8 bilhões.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
<div style="text-align: justify;"></div>
</blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Deficiência Política do Brasil</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=899</link>
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		<pubDate>Fri, 09 Mar 2012 18:58:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Deficiência]]></category>

		<category><![CDATA[Democracia]]></category>

		<category><![CDATA[escravidão]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Toda democracia possui custos políticos necessários ao seu bom funcionamento. No entanto, há um momento em que tudo se estrangula.
O Brasil é um caso excepcionalmente fácil de demonstrar onde se encontra o gargalo.
1) Brasília - uma ilha da fantasia, concebida para isolar nossos políticos do povo que representam. Só serve para aumentar os custos de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Toda democracia possui custos políticos necessários ao seu bom funcionamento. No entanto, há um momento em que tudo se estrangula.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil é um caso excepcionalmente fácil de demonstrar onde se encontra o gargalo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>1) Brasília</strong> - uma ilha da fantasia, concebida para isolar nossos políticos do povo que representam. Só serve para aumentar os custos de viagens para que os nobres representantes visitem seus currais eleitorais semanalmente. De lá, ninguém pode ter contato com lugares a centenas, até milhares de quilômetros distante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>2) Democracia de Coalizão</strong> - Os pequenos partidos assumem um grande peso político quando se aliam ao governo. As coalizões demandam cada vez mais habilidade política, verba para aprovação de projetos, semanas de negociações sobre determinados assuntos, e tudo isso para a base aliada apenas. Não se trata do fim da discussão, mas situação deve dialogar sobre divergências com a oposição, e não consigo mesma. As coalizões beiram o absurdo, onde num mesmo palanque temos comunistas, socialistas, progressistas, fascistas, etc.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>3) Fim da Oposição </strong>- Essas coalizões diversas acabam por diluir todo e qualquer esforço de oposição no país, já que a enorme gama de ideologias (muitas vezes opostas) que compõem a base aliada do governo enfraquecem qualquer oposição que se estruture em uma base de projetos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>4) Deslocamento do Foco Governamental -</strong> É tanto tempo perdido para alinhar a própria coalizão, que muitos projetos de interesse da população acabam em segundo plano ou engavetados. Pontos de enorme polêmica deixam de ser discutidos para não &#8220;ferir a base&#8221;. Dinâmicas religiosas entram em confronto com os comunistas (por exemplo) e a bancada dos bispos não dialoga com a dos fascistas esquerdopatas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>5) Inchaço da Máquina Estatal - </strong>Com tantos aliados divergentes e tantos &#8220;padrinhos políticos&#8221;, há a clara necessidade de se contratar mais. Há também a necessidade de aumentar a arrecadação de impostos (o dobro da inflação atualmente) para custear essa brincadeira. Logo, gabinetes recebem mais verbas, projetos de aliados são aprovados, e o Brasil se encaminha para o atraso. Nossa distribuição de renda continua uma piada, nossos investimentos em educação também.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há retorno dos impostos e só há a mais pura incompetência na gestão. Gastamos bilhões em copa do mundo e esquecemos de alimentar as crianças. Circo sem pão.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a nossa forma de escravidão, a que impusemos à nós mesmos. Uma democracia de fachada, longe de ser republicana, que levanta os tentáculos do Leviatã contra nossas liberdades fundamentais a todo instante.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Diplomacia Brasileira em Rumo Correto - Irã</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=896</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 17:55:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[diplomacia]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[itamaraty]]></category>

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		<description><![CDATA[O governo iraniano promoveu duras críticas à postura de distanciamento adotada pelo Brasil com relação àquele país desde que Dilma assumiu o comando. O Itamaraty está subjugado pela presidência desde Lula, mas parou de atirar-se no buraco.
23/01/2012 - 06h00 (LINK)
Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta
SAMY ADGHIRNI // DE TEERÃ
Em entrevista [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O governo iraniano promoveu duras críticas à postura de distanciamento adotada pelo Brasil com relação àquele país desde que Dilma assumiu o comando. O Itamaraty está subjugado pela presidência desde Lula, mas parou de atirar-se no buraco.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>23/01/2012 - 06h00 (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1038048-ira-ataca-diplomacia-de-dilma-e-diz-que-lula-faz-falta.shtml" target="_blank">LINK</a>)<br />
<span style="text-decoration: underline;"><strong>Irã ataca diplomacia de Dilma e diz que Lula faz falta</strong></span><br />
SAMY ADGHIRNI // DE TEERÃ<br />
Em entrevista à Folha, o porta-voz pessoal do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, criticou duramente o comportamento do Brasil em relação a seu país. Ali Akbar Javanfekr atacou diretamente Dilma Rousseff.<br />
(…)<br />
&#8220;A presidente golpeou tudo o que [o ex-presidente] Lula havia feito. Destruiu anos de bom relacionamento&#8221;, afirmou ele.<br />
A irritação iraniana também se nota nas recentes barreiras contra exportadores de carne brasileira.<br />
A União Brasileira de Avicultura afirma que as vendas de frango para o Irã, em alta até outubro, passaram a ser vetadas sem justificativa.<br />
Já a multinacional brasileira JBS relata ter tido milhares de toneladas de carne bovina retidas por três semanas num porto iraniano.</em></p>
<p>Ao contrário dos 8 anos anteriores, onde estávamos mais perdidos do que cachorro em dia de mudança, apoiando ditaduras e massacres, hoje a postura é mais séria e fundamentada. O Irã critica a falta de amizade brasileira, aborta importações de carne, fecha fronteira para alguns produtos brasileiros, mas esquece-se de que é um fator de desestabilização enorme em sua região; esquece-se dos abusos que pratica contra seu próprio povo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após muito criticar Dilma, preciso reconhecer que a crítica do governo iraniano é o reconhecimento de uma guinada correta em nossa Política Externa, feita em grande parte pelas idéias da presidente.</p>
<p style="text-align: justify;">Espero que tenhamos um novo rumo a partir de agora.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Falácia do Salário Mínimo</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=893</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 18:39:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<category><![CDATA[Salário Mínimo]]></category>

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		<description><![CDATA[O nosso salário mínimo é realmente alarmante. Não é questão de qual partido manda, de qual política fiscal manda, mas é um FATO.
Abaixo uma reportagem que deveria abrir nossos olhos ao momento atual:
12/01/2012 - 17h51
Brasil tem segundo pior reajuste do salário mínimo da América Latina, diz OIT
São Paulo - Entre os países da América Latina, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O nosso salário mínimo é realmente alarmante. Não é questão de qual partido manda, de qual política fiscal manda, mas é um FATO.</p>
<p style="text-align: justify;">Abaixo uma reportagem que deveria abrir nossos olhos ao momento atual:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>12/01/2012 - 17h51<br />
Brasil tem segundo pior reajuste do salário mínimo da América Latina, diz OIT</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>São Paulo - Entre os países da América Latina, o Brasil ficou entre os que apresentaram o pior reajuste do salário mínimo em 2011, segundo revela relatório da OIT (Organização Internacional do Trabalho), divulgado nesta quinta-feira (12).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O aumento real do mínimo no Brasil ficou em 1,4%, bem abaixo da média geral dos países da América Latina, que foi de 7,1%.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No entanto, foi a Colômbia que registrou o reajuste mais baixo, de apenas 0,2%.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Por outro lado, a Argentina foi o país que apresentou maior reajuste, de 22,4%, e também foi o que exerceu mais impacto na média geral, que, sem ele, cairia para 2,9%. Em seguida, aparecem Honduras e Uruguai, onde o aumento do salário mínimo foi de 17% e 16,4% respectivamente.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Política de reajuste do salário mínimo<br />
Apesar do baixo reajuste do mínimo no Brasil, comparado aos demais países da América Latina, o relatório elogiou a política de reajuste do piso salarial adotada no governo Lula e ainda em vigor no governo atual da presidente Dilma Rousseff, que leva em consideração a variação da inflação e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), para repor o poder de compra dos brasileiros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O relatório mostra que, em sete anos do governo Lula (2003-2010), o salário mínimo cresceu, em média, 5,8% no ano, com a adoção desta política, atingindo um incremento real acumulado de quase 60%. No mesmo período, o PIB (produto interno bruto) aumentou 4% ao ano, em média, ao passo que o PIB per capita avançou a um ritmo menor, de 2,3%</em></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2012/01/12/brasil-esta-entre-os-paises-com-pior-reajuste-do-salario-minimo-da-america-latina.jhtm" target="_blank"><em>LINK</em></a></p>
<p style="text-align: justify;">Essa reportagem não indica que Argentina, Honduras e Uruguai estão melhor do que o Brasil, nem que a Colômbia seja o caos. Mas a preocupação sempre é o caso brasileiro, onde o salário mostra-se insuficiente para prover o sustento de uma família de 4 integrantes, com todas as variáveis que existem. Não adianta pagar o salário mínimo em São Paulo e imaginar que ele vá render como no interior de Minas Gerais. Se o custo de vida é relativo, como o ganho será igual?</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, temos uma carga de impostos sueca, custo de vida sueco, e retorno sudanês ou haitiano. Exigimos muita compreensão do povo com os escândalos e sempre dizemos que os governantes fazem o que podem, e que nem todos são ruins. Provem então.</p>
<p style="text-align: justify;">São Paulo está nas mãos do PSDB há muitos anos, houve melhorias em muitas áreas, mas deterioração em outras. O governo do PT no Brasil não progrediu muito também, surfou na bonança internacional o quanto pode. Ao invés de um aumento real e grande do salário mínimo, preferimos colocar em partes, em vários programas assistenciais, pois assim podemos falar &#8220;OLHA SÓ COMO TUDO MELHORA, COMO AJUDAMOS&#8221; quando no fundo é só hipocrisia política.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu não concordo em exigir que o Estado faça tudo por mim, mas se pago tanto para ele, qual o problema de exigir retorno? Ora, se eu não sustentasse uma máquina de vagabundos desse tamanho, teria mais dinheiro para investir em coisa melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas enquanto isso, vamos pensar que está tudo bem, que as enchentes são culpa de São Pedro que resolveu colocar mais água do que previsto para o mês, que é tudo culpa do destino, que as verbas não foram desviadas e que a ajuda humanitária chegou mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A Terceira Via no Irã x EUA</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Jan 2012 18:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[revoltas]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa questão do Irã x EUA é uma novela tanto quanto longa.
Havia até semana passada um enorme porta aviões americano (USS JOHN C. STENNIS) na região do Golfo Pérsico. Ele sozinho carrega aeronaves suficientes para cuasar enrome estrago em qualquer dos países da região. São no mínimo 90 aeronaves de asa fixa (aviões / helicópteros) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Essa questão do Irã x EUA é uma novela tanto quanto longa.</p>
<p style="text-align: justify;">Havia até semana passada um enorme porta aviões americano (USS JOHN C. STENNIS) na região do Golfo Pérsico. Ele sozinho carrega aeronaves suficientes para cuasar enrome estrago em qualquer dos países da região. São no mínimo 90 aeronaves de asa fixa (aviões / helicópteros) e muitas informações não divulgadas com certeza. A propulsão é nuclear e de enorme autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Este porta aviões deixou a região pelo estreito de Hormuz (ou Ormuz / Ormus). Uma clara mensagem de alerta aos iranianos que precisam considerar a iminente ameaça da Quinta Frota como algo sério. Pensando nisso, o Major General Ataollah Salehni, comandante em chefe das forças armadas iranianas disse:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>&#8220;We recommend to the American warship that passed through the Strait of Hormuz and went to Gulf of Oman not to return to the Persian Gulf,&#8221; said Maj. Gen. Ataollah Salehi, the commander in chief of the army, as reported by Iran&#8217;s official news agency, IRNA. &#8220;The Islamic Republic of Iran will not repeat its warning.&#8221; (fonte - NY Times - <a href="http://www.nytimes.com/2012/01/04/world/middleeast/jail-term-for-daughter-of-iranian-ex-president.html?smid=tw-nytimes&amp;seid=auto" target="_blank">LINK</a>).</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A mensagem em si é muito simples, algo como: <strong>- Qualquer nova gracinha será entendida como um desafio e será retaliado à altura.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">E a resposta dos americanos não poderia ter sido outra: <strong>- Já praticamos isso muito antes do seu regime existir.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">A spokesman for the Defense Department, Cmdr. Bill Speaks, declined to discuss future movements of the carrier, the John C. Stennis, but said that &#8220;the deployment of U.S. military assets in the Persian Gulf region will continue as it has for decades.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E no final das contas, os EUA querem mesmo um pretexto para demonstrar algum poderio de fogo. O fechamento do estreito de Hormuz seria a ocasião ideal para os Aiatolás testarem até onde o Ocidente iria e, ao mesmo tempo, perceber o quanto os EUA estão dispostos a entrar em um conflito novamente. Uma eventual invasão ao Irã significaria anos de conflitos novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">A terceira via que surge é que a oposição e as ações dentro do Irã estão ganhando força. Depois da fraudulenta reeleição de Ahmadinejad, o clima ficou tenso e exigiu muito trabalho da força pública para acalmar os ânimos (através de abusos e torturas). Com as quedas de regime no Oriente Médio, não deve demorar muito para a onda atingir a teocracia dos Aiatolás. Eis a oportunidade de uma transição mais controlada, mas que precisa aprender algumas lições:</p>
<p style="text-align: justify;">- Armar rebeldes como na Líbia só serve para acirrar disputas entre facções;<br />
- Deixar as coisas acontecerem, como no Egito, sem uma tutela, quando o Exército possui o poder, dá margem à problemas de disputas políticas intermináveis (já que o braço islâmico da Irmandade muçulmana por lá é forte);<br />
- Enviar observadores também não é suficiente (vide Síria);</p>
<p style="text-align: justify;">Criticar é fácil, mas qual o caminho correto? A construção de um Estado-Nacional através de treinamentos de POLÍCIA e não milícias ou exércitos, a ajuda em recursos realmente úteis como alimentos, a ajuda na reconstrução do que for destruído e a não quebra de identidade nacional por parte daqueles que ocupam a terra.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente haverá oportunidades de ações mais incisivas. Inflação e pobreza crescem no Irã, receita explosiva que a fé não consegue, geralmente, calar por muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Dilma x Khadafi</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 19:04:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Inutilidades]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[Gaddafi]]></category>

		<category><![CDATA[Khadafi]]></category>

		<category><![CDATA[líbia]]></category>

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		<description><![CDATA[A Dilma andando em suas férias na Bahia&#8230;.
Alguém mais acha ela parecida com o Khadafi?

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Dilma andando em suas férias na Bahia&#8230;.</p>
<p>Alguém mais acha ela parecida com o Khadafi?</p>
<p><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/dilma_bahia.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-887" title="dilma_bahia" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/dilma_bahia-300x225.jpg" alt="dilma_bahia" width="337" height="252" /></a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Irã e Hormuz</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=879</link>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 18:42:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Hormuz]]></category>

		<category><![CDATA[Irã]]></category>

		<category><![CDATA[Oriente Médio]]></category>

		<category><![CDATA[Ormuz]]></category>

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		<description><![CDATA[O Irã insiste em ameaçar fechar o estreito de Hormuz.
A importância de Hormuz é enorme, estima-se que 1/3 da produção de óleo passe por lá (15 milhões de barris por dia). Ou seja, caso algo aconteça ao estreito de Hormuz, invariavelmente os preços do petróleo aumentarão em ao menos 30% (uma perspectiva simplista). E isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Irã insiste em ameaçar fechar o estreito de Hormuz.</p>
<p style="text-align: justify;">A importância de Hormuz é enorme, estima-se que 1/3 da produção de óleo passe por lá (15 milhões de barris por dia). Ou seja, caso algo aconteça ao estreito de Hormuz, invariavelmente os preços do petróleo aumentarão em ao menos 30% (uma perspectiva simplista). E isso sem contar a disparada do estoque que China, Estados Unidos e grandes Europeus farão, já que o petróleo é essencial para subsitência de suas economias. Pela lei de oferta x demanda, aumentaria ainda mais.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p><div id="attachment_880" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/estreitohormuz.jpg"><img class="size-medium wp-image-880" title="estreitohormuz" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/estreitohormuz-300x240.jpg" alt="Hormuz" width="300" height="240" /></a><p class="wp-caption-text">Hormuz</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">Se o petróleo dobrar de valor ao menos, já teremos um caos.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, há um fator geopolítico interessante que muda um pouco a perspectiva sobre o Irã. O apelo dos Estados Unidos para que não haja um programa nuclear (no sentido de criar armamentos e escalar o belicismo) é muito conhecido. Ameaças de retaliação e embargos são feitas diariamente. No entanto, o que justificaria o Irã realmente desenvolver essas armas?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p><div id="attachment_883" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/mideastmap1.gif"><img class="size-medium wp-image-883" title="mideastmap1" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/01/mideastmap1-300x228.gif" alt="Oriente Médio" width="300" height="228" /></a><p class="wp-caption-text">Oriente Médio</p></div></p>
<p style="text-align: justify;">O Irã faz fronteira direta no Oriente Médio com o Afeganistão (um caos sunita com presença da OTAN), com o Paquistão (que mais de uma vez já disse ser aliado dos EUA e recebe muita ajuda financeira para o combate ao terrorismo), Iraque, um inimigo de outrora com Saddan no poder e que hoje abriga um governo provisório amigo dos EUA. Pertinho temos Arábia Saudita que em várias oportunidades hostilizou o regime de Teerã e Israel, inimigo número 1 dos Aiatolás (e vice-versa, já que não defendo os iranianos).</p>
<p style="text-align: justify;">Em um exercício teórico simples, sabendo que Paquistão e Israel possuem ogivas, como imaginar que o Irã não vá atrás também da sua? Paquistão testou a &#8220;bomba islâmica&#8221; sem conhecimento e aprovação de ninguém, para resolver um desequilíbrio no poder com a Índia. Esta última também realizou testes nucleares sem uma clara punição ou sequer embargos do Ocidente. A Turquia é membro da OTAN e, por enquanto, não demonstra nenhuma vontade de ajudar os Aiatolás. O Turcomenistão que faz fronteira oriental ao norte serviu de base para os Estados Unidos algumas vezes. O Barein é lar de uma frota inteira dos EUA e o Catar, lar de uma grande base.</p>
<p style="text-align: justify;">A atitude belicista vem de onde?</p>
<p style="text-align: justify;">Persas (iranianos), Otomanos (turcos) e Árabes não representam só etnias diferentes, mas também um longo histórico de lutas e conquistas que ora ou outra ajuda a tomar decisões. Cabe aos Estados Unidos e ao Ocidente negociar com postura pouco mais razoável a problemática envolvida. Um eventual ataque ao Irã pode significar uma retração de anos na economia mundial, milhares de mortes, e até envolvimento Russo, Chinês e de outros que não abrem mão da oferta abundante de petróleo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há dúvidas mais de que o Irã terá a bomba. Precisamos decidir se vamos tomar conhecimento por bem ou por mal deste fato. Precisamos decidir se é hora de tentar ao menos construir uma relação tratando o Irã como um Estado (independente de ser teocracia) ou se é o momento de impor regras e isolar ainda mais um local já hostil, dando margem à ditaduras cada vez mais ferozes e que demonizarão ainda mais o Ocidente. Terão o pretexto tão necessário para aumentar sua capacidade bélica e sua virulência, tornando um eventual conflito muito mais sangrento.Tivemos durante esta semana alguns testes de médio alcance que comprovam isso.</p>
<p style="text-align: justify;">A fonte de financiamento (petróleo) não vai secar tão cedo. Há muita demanda.</p>
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		<title>Defesa Nacional - HA HA HA</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=877</link>
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		<pubDate>Wed, 30 Nov 2011 11:46:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Defesa]]></category>

		<category><![CDATA[militar]]></category>

		<category><![CDATA[nacional]]></category>

		<category><![CDATA[sucateamento]]></category>

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		<description><![CDATA[O Estadão vazou um relatório que comprova o que todos sabiam. O Brasil é uma piada no setor de defesa.
Em nome de um suposto &#8220;trauma&#8221; da ditadura e um ainda &#8220;risco&#8221; de golpe, que só os mais maníacos enxergam, o país fica desprotegido e utilizando seus militares para pavimentar estradas federais, policiar uma parte ínfima [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Estadão vazou um relatório que comprova o que todos sabiam. O Brasil é uma piada no setor de defesa.</p>
<p>Em nome de um suposto &#8220;trauma&#8221; da ditadura e um ainda &#8220;risco&#8221; de golpe, que só os mais maníacos enxergam, o país fica desprotegido e utilizando seus militares para pavimentar estradas federais, policiar uma parte ínfima das fronteiras, todos os trabalhos menos a defesa nacional e seus interesses.</p>
<p>Quem tem medo de militar hoje em dia?<br />
Quem poderia ter medo de golpe?</p>
<p>Somente aqueles que desafiam a democracia real através de corrupção e ações tortas de governo. Vale tanto para PSDB quanto para PT. FHC ainda fez uma ação mais acertada, que foi colocar o Ministério da Defesa sob comando civil. Mas estagnou a integração entre militares e sociedade. O PT sempre demonizou esse relacionamento e simplesmente resolveu engavetar os projetos de defesa, afinal, militares são sempre um risco&#8230;</p>
<p>Vivemos um momento de projeção, onde os mais empolgados vêem o Brasil como alternativa positiva ao desenvolvimento e com um potencial invejável. No entanto, nossa vulnerabilidade é lamentável e pode colocar anos de progresso no chão em caso de algum problema. Não que eu deseje uma guerra, não que eu goste de conflitos, mas não podemos viver de ingenuidade e torcida para que nada aconteça. Não precisamos ser os EUA da defesa bélica, mas podemos sim melhorar e investir mais para qe tenhamos uma carta de disuasão na manga.</p>
<p>Para ler abaixo e refletir:</p>
<p>_________________</p>
<p><em><strong><br />
Relatório sigiloso da Defesa comprova sucateamento do setor militar no País<br />
</strong>22 de novembro de 2011 | 3h 06</p>
<p>TÂNIA MONTEIRO / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo - (<a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,relatorio-sigiloso-da-defesa-comprova-sucateamento-do-setor-militar-no-pais-,801389,0.htm?p=1" target="_blank">LINK PARA O SITE</a>)<br />
Documento sigiloso produzido pelos comandos militares sobre a situação da defesa nacional repassado ao Palácio do Planalto nos últimos dias mostra um sucateamento dos equipamentos das três Forças. Segundo os militares, os dados esvaziam as pretensões brasileiras de obter uma cadeira permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de inibir a participação do País em missões especiais da ONU.</p>
<p>De acordo com a planilha obtida pelo Estado, a Marinha, que em março mantinha em operação apenas dois de seus 23 jatos A-4, não tem hoje condições de fazer decolar um avião sequer do porta-aviões São Paulo.</p>
<p>Com boa parte do material nas mãos de mecânicos, a situação da Marinha se distancia do discurso oficial, cuja missão seria zelar pela área do pré-sal, apelidada de Amazônia Azul.</p>
<p>Segundo o balanço, que mostrou uma piora em relação ao último levantamento, realizado em março, a situação da flotilha também não é confortável. Apenas metade dos navios chamados de guerra está em operação. Das 100 embarcações, incluídas corvetas, fragatas e patrulhas, apenas 53 estão navegando. Dos cinco submarinos, apenas dois ainda operam. Das viaturas sobre lagartas (com esteiras), como as usadas pelos Fuzileiros Navais para subir os morros do Rio de Janeiro, apenas 28 das 74 estão em operação.</p>
<p>O Ministério da Defesa mantém os dados sob sigilo. A presidente Dilma Rousseff já foi informada das dificuldade que as Forças estão enfrentando e a expectativa, pelo menos da Aeronáutica, é de que a partir do ano que vem o governo retome as discussões em relação à compra dos novos 36 caças brasileiros já que os atuais deixam de voar em 2014.</p>
<p>Queixas. Já afinado com a caserna, o ministro da Defesa, Celso Amorim, que está há apenas três meses no cargo, queixou-se dos baixos investimentos do Brasil no setor e pediu apoio dos parlamentares para a modernização das Forças Armadas.</p>
<p>Segundo ele, proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB), o Brasil é um dos países que menos investem em defesa entre os integrantes dos Brics, grupo que integra Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.</p>
<p>O orçamento atual da defesa no País representa 1,39% do PIB, enquanto a Índia investe nesta área 2,8% de seu PIB, e a China, 2,2%.</p>
<p>Na Força Aérea Brasileira (FAB), a situação não é diferente. Dos 219 caças que a Força dispõe, há apenas 72 em operação, o que corresponde a 32%. Em março, eram 85 caças em funcionamento.</p>
<p>Dos 81 helicópteros que a Aeronáutica possui, apenas 22 estão voando, o que corresponde a 27% do total. Em março, eram 27 helicópteros em operação. No caso dos aviões de transporte de tropa, dos 174 que a FAB possui, 67 estão em operação, ou seja, 38%. Em março, 100 aviões deste tipo estavam voando. Aviões de instrução e treinamento caíram de 74 para 49 em funcionamento.</p>
<p>Reforço. Nos bastidores, os militares reclamam e pedem reforço orçamentário. Apontam que quase 90% dos aviões da FAB têm mais de 15 anos de uso, enquanto numa força operacional o recomendável é que, no máximo 50% das aeronaves podem ter mais do que 10 anos de uso. As nove baterias antiaéreas do País estão fora de uso.</p>
<p>O Exército também enfrenta problemas com seus helicópteros. Dos 78 que possui, exatamente a metade está parada. Em relação aos blindados, 40% deles estão parados.</p>
<p>A Força terrestre apresenta apenas um número grandioso: 5.318 viaturas sobre rodas. No entanto, essas são na maior parte carros oficiais para transporte de oficiais de alta patente, jipe e caminhões ultrapassados.</p>
<p>A situação é tão precária que todas as 23 aeronaves a jato da Marinha estão nas oficinas da Embraer. Mas só 12 sairão de lá para missões. As outras 11 serão &#8220;canibalizadas&#8221; para fornecer peças para aos &#8220;sobreviventes&#8221;.</p>
<p></em></p>
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		<title>O Bálsamo da Ignorância - Ideli Salvatti e Quadrilha do Governo</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=874</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=874#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 27 Sep 2011 13:27:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Dirceu]]></category>

		<category><![CDATA[Ideli Salvatti]]></category>

		<category><![CDATA[Imposto]]></category>

		<category><![CDATA[jucá]]></category>

		<category><![CDATA[PT]]></category>

		<category><![CDATA[Quadrilha]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

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		<description><![CDATA[Em complemento ao que disse sobre Dilma no post anterior, o financiamento da saúde no Brasil continua em debate. Abaixo alguns temas / entrevistas / opiniões que devem ser observadas com cuidado.
Ideli Salvatti, Ministra de Relações Institucionais, ou seja, represenante formal do governo e suas opiniões, deu entrevista ao Estado, que pode ser lida clicando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Em complemento ao que disse sobre Dilma no post anterior, o financiamento da saúde no Brasil continua em debate. Abaixo alguns temas / entrevistas / opiniões que devem ser observadas com cuidado.</p>
<p style="text-align: justify;">Ideli Salvatti, Ministra de Relações Institucionais, ou seja, represenante formal do governo e suas opiniões, deu entrevista ao Estado, que pode ser lida clicando no LINK 1 no final do post. Abaixo trechos em itálico, copiados na íntegra, e minhas opiniões.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>Nesta entrevista ao Estado, ao mencionar as &#8220;fontes&#8221; em debate para custear a saúde, Ideli não fez rodeios para definir do que se trata: &#8220;É um novo imposto&#8221;. Articuladora política do governo, a ministra garantiu, porém, que nada sairá neste ano porque decisões assim precisam ser &#8220;adequadas&#8221; à situação econômica. &#8220;Você não pode trabalhar desonerando de um lado e onerando de outro&#8221;, ponderou.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Absolutamente verdadeira a constatação, se eu considerar que estamos jogando Escravos de Jó. Lidando com fontes simples, como se o governo fosse financiar a saúde com laranjas. &#8220;ah mas só tenho um balde de laranjas para um exército de pessoas&#8221;. Aquele tipo de pensamento de gente pequena, com mente pequena e que pertence a um governo com pequena capacidade de ação e negociação. Felizmente, não é nosso caso no Brasil, país do futuro, brilhante desempenho econômico e social (tiramos tanta gente da pobreza para que morram de gripe suína, pois não terão atendimento em hospital).<strong><em><br />
</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>ESTADAO - Nova fonte é um novo imposto&#8230;<br />
IDELI - É um novo imposto, que poderá ser de uma forma ou de outra. A questão é que essa nova fonte tem de ser adequada à conjuntura econômica e só pode ser criada com uma discussão de caráter federativo e em consonância com o Congresso</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Mas a conjuntura econômica não é boa? A marolinha passou por aqui e não causou nenhum estrago. Nós não fomos na ONU, discursar na figura do Lula, e dizer que a crise foi criada pelos loiros de olhos azuis? que a Europa é responsável e que estamos intactos pois somos melhores? (um discurso aliás racista, mas não é o mérito aqui - LINK 5). Então por que a conjuntura não é favorável? Temos ai um problema sério de propaganda governamental x realidade cotidiana.</p>
<p style="text-align: justify;">- É, só pode ser criada com discussão de caráter federativo e em consonância com o Congresso porque é assim que funciona na democracia, percebo ali que Ideli possui uma mágoa de ter que recorrer ao mecanismo constitucional. Seria muito mais gostoso enfiar o imposto guela abaixo.<strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>ESTADAO - O valor que se pretende arrecadar são aqueles R$ 45 bilhões citados pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha?<br />
IDELI - São R$ 45 bilhões por ano para chegar ao mesmo gasto per capita do Chile, sendo que o Chile não garante os serviços públicos de saúde que garantimos.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Ou seja, queremos gastar como o Chile, mas continuar prestando um serviço fraco. Se o Chile não garante o tipo de saúde que garantimos (meu Deus deve ser um pandemônio por lá), porque nos baseamos nele? Por que não uma meta mais ambiciosa?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>ESTADAO - É só para o ano que vem mesmo?<br />
IDELI Sim. Este ano não sai, por causa da situação econômica.</em></strong></p>
<p style="text-align: justify;">- Situação econômica novamente&#8230;. Por que no ano que vem as coisas estariam melhores? A tendência é para baixo, mas ano que vem, independente da conjuntura econômica, teremos novo imposto.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis então que o paladino Zé Dirceu surge no cavalo branco para dar sua opinião a respeito. (LINK 4)</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Com a CPMF, a Receita (Receita Federal) passa a ter informações importantes sobre o contribuinte. É o maior instrumento de combate à sonegação&#8221; (&#8230;) &#8220;Não adianta mandar o governo gastar 10%, se não se der uma receita para o governo&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;">Então a CPMF ou um futuro imposto seria um instrumento de combate à sonegação. Maravilha, e porque os atuais não servem? Há um buraco negro que permite sonegadores? Ninguém fiscaliza? Meu amigo, é hediondo ter que ler uma coisa tão absurda assim. Estado que não tem controle é uma pinóia. Malha fina em qualquer otário que fique sonegando R$ 1.000,00, mas pegar milhares na cueca não costuma ter problema. Se o governo não consegue fiscalizar a sonegação, que crie uma ferramenta mais adequada do que onerar.</p>
<p style="text-align: justify;">Dirceu ainda constatou, naquela mesma reportagem do LINK 4, que temos um gasto hoje na saúde de <strong>R$ 71 milhões</strong>. Ok, mas quando penso que em dezembro de 2010 foi aprovado um mega aumento de salários para nossos amados congressistas e outros amados servidores que gerou um efeito cascata de<strong> R$ 1.8 bilhão</strong>, (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/poder/846161-camara-aprova-aumento-de-salario-do-executivo-e-legislativo-para-r-267-mil.shtml" target="_blank">LINK</a>), entendo que fica comprovado a teoria governamental de que receita nunca é problema quando temos cidadãos dispostos a serem estuprados.</p>
<p style="text-align: justify;">FOLHA DE SAO PAULO - 27/09/2011 - Versão Impressa<em><br />
&#8220;Em tese, todo mundo é favorável à destinação de mais recursos para a saúde pública. O problema central é discutir a viabilidade. A emenda em questão é inexequível. </em>- DO LÍDER DO GOVERNO NO SENADO, ROMERO JUCÁ (PMDB-RR)</p>
<p style="text-align: justify;">Jucá, eu sou favorável na prática, não em tese. Eu realmente quero ver recursos destinados à saúde. Se for inviável, pede demissão e só o recurso do seu mísero salário já ajudaria muito. Se quiser mandar a verba de gabinete e toda propina, seremos eternamente gratos.</p>
<p style="text-align: justify;">A piada é tão grande, que estamos falando de menos da metade do que será gasto para Copa do Mundo, evento que escoa recursos pelo ralo. Piada de país pequeno.</p>
<p style="text-align: justify;">FONTES:</p>
<p style="text-align: justify;">LINK 1  -  http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,ideli-salvatti-a-saude-vai-ter-um-novo-imposto,777451,0.htm<br />
LINK 2 -   http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,para-dilma-10-para-saude-e-inaceitavel,777892,0.htm<br />
LINK 3 -   http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=13318&amp;Itemid=2<br />
LINK 4 -   http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,dirceu-defende-retorno-da-cpmf-para-financiar-saude,776566,0.htm<br />
LINK 5 -   http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/culpa-loiros-olhos-azuis</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Dilma na Grécia? Emenda 29 - Saúde</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=866</link>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 19:00:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[Emenda 29]]></category>

		<category><![CDATA[Grego]]></category>

		<category><![CDATA[Impostos]]></category>

		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<category><![CDATA[Tróia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dona Dilma em mais uma brilhante intervenção, disse:
“Não quero que me dêem presentes de grego. Eu quero um presente para a saúde que é o seguinte: quero saber como é que todo o investimento necessário para garantir que nosso povo tenha saúde de qualidade vai sair”
Eu tenho a mais absoluta certeza que nossa presidenta carece [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dona Dilma em mais uma brilhante intervenção, disse:</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff00;"><strong>“Não quero que me dêem presentes de grego. Eu quero um presente para a saúde que é o seguinte: quero saber como é que todo o investimento necessário para garantir que nosso povo tenha saúde de qualidade vai sair”</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Eu tenho a mais absoluta certeza que nossa presidenta carece de um pouco mais de ânimo para pesquisar números. A emenda 29 é uma emenda constitucional que obrigará o governo a destinar um montante fixo de investimento em saúde no país, baseado em uma série de índices.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa fala de Dilma é lamentável. Logo ela que se elegeu como paladina de todas as soluções e o bálsamo que faltava aos brasileiros. Em maio de 2010, ela disse:</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff00;"><strong>“Eu assumo o compromisso de lutar pela Emenda Constitucional 29. Sobretudo considerando os princípios de universalização, eqüidade e melhoria da qualidade da saúde (…) Quando eu assumi o compromisso com a regulamentação da Emenda 29, o que tem por trás do meu compromisso é a certeza que nós entramos numa nova era de prosperidade; que esse país vai crescer, sim; vai arrecadar mais, que nós podemos, priorizando a saúde, ter recursos suficientes pra assegurar que haja saúde de melhor qualidade. A participação da União é fundamental”.</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Essa mania de falar em NÓS é algo que já me incomoda. Não sou hipócrita. Não sou como ela. Ela não fala em meu nome, ela se trata no Sírio - Libanês, se recupera de um câncer complicadíssimo, mas não propicia o mesmo ao povo do qual ela é responsável e mandatária. De onde tirar os recursos? Que tal observar nosso querido impostômetro? Na dúvida, visite www.impostometro.org.br e verá a diferença dos valores.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/impostometro.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-869" title="impostometro" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/impostometro-300x176.jpg" alt="impostometro" width="300" height="176" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Se a foto ficar muito pequena, clica nela que dá pra ver em tela cheia. Não fuja desta visão grotesca.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso tudo é o que o povo brasileiro pagou até 31/08/2011 em impostos. Será que não é possível pegar R$ 9.046.000.000,00 (nove bilhões e quarenta e seis milhões de reais), ou seja, menos de 1% do que está estampado em nossos focinhos ali em cima e adicionar ao investimento atual? Deve ajudar em alguma coisa&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Presente de grego é essa marra toda, hipocrisia barata que Dilma apresenta. Agora isso será uma nova desculpa para criação da <strong><span style="text-decoration: underline;">CPMF 2.0 turbo plus flex</span></strong>, que ano sim, ano não, ressuscita do além para nos assombrar. Essa discussão já reúne deputados e senadores em grandes debates. A derrubada da CPMF foi uma das maiores derrotas do hipócrita-master conhecido como Lula, e agora sua fantoche grega quer vingar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span style="text-decoration: underline;">Lula nos deu o presente de grego, chama-se Dilma, a Hipócrita. </span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">Dilma, desafio você a se tratar no SUS, com atendimento público, passando horas de dor e sofrimento até ser atendida, e muito mal atendida. Vai lá, e quero ver se esses recursos não surgem vai ser emenda 29, mais bônus em 10 emendas para melhorar a saúde. Mas é difícil sentir o problema real quando nos tratamos em hospitais de primeira categoria, junto aos 3% da população que podem fazer isso. Mais uns 40% que podem pagar planos de saúde miseráveis e se livrar do SUS. Mas existe ai uma demanda flagelada de milhões que precisam se submeter a humilhações diárias, meses por remédios de primeira necessidade, exames e tratamentos que só vão acontecer após a morte e a Sra. Presidenta reclama de ajudá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas parar de perseguir corruptos é de graça né? São lógicas como essa que vão desbancá-la de uma carreira e futuro melhores. O povo brasileiro não merece liderança tão medíocre. Hoje eu sei como Tróia se sentiu quando do cavalo surgiu sua ruína.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Capítulo Final na Líbia? Entendendo o Fim e o Recomeço.</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=864</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=864#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 16:55:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[capítulo final]]></category>

		<category><![CDATA[kadafi]]></category>

		<category><![CDATA[líbia]]></category>

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		<description><![CDATA[Os &#8220;analistas&#8221; dizem que a &#8220;revolução&#8221; na Líbia está quase completa, a ponto de terminar. Para eles, tudo termina com a morte ou deportação / julgamento de Kadafi. Para alguém mais sensato, nada terminará tão cedo.
Revolução?
Revolução é uma palavra que significa, na prática, mudança total do panorama das coisas. Simples assim. Ok, vamos então supor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Os &#8220;analistas&#8221; dizem que a &#8220;revolução&#8221; na Líbia está quase completa, a ponto de terminar. Para eles, tudo termina com a morte ou deportação / julgamento de Kadafi. Para alguém mais sensato, nada terminará tão cedo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Revolução?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Revolução é uma palavra que significa, na prática, mudança total do panorama das coisas. Simples assim. Ok, vamos então supor que os rebeldes tomem 100% da Líbia. Qual governo será legítimo? O dos atuais representantes ou daqueles que buscam o poder e que criarão novas dissidências?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Democracia?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Democracia é algo tão indefinido que faltam conceitos. Junto ao problema de governabilidade que se estabelecerá na Líbia, quem será legítimo? Se um conselho escolher os governantes e, não o povo, essa balela democrática que lemos por ai e ouvimos nos discursos da ONU já era. Aristocracia / Oligarquia não são formas democráticas de governo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deu no NY TIMES </strong>- <a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/08/25/rebeldes-usaram-aviao-que-cabe-na-mochila-durante-acao-na-libia-diz-nyt.jhtm" target="_blank">link</a></p>
<p style="text-align: justify;">Os rebeldes líbios utilizaram até equipamento de espionagem não tripulado, algo moderníssimo conhecido como &#8220;drone&#8221;. Ai eu tenho que ler depois que a OTAN não participou efetivamente dos ataques à Trípoli. Claro, algum rebelde pensou consigo mesmo numa ensolarada tarde de calma em Benghazi &#8216;Sabe o que seria uma boa idéia? Comprar drones de uma empresa canadende&#8230;&#8217; e como num passe de mágica, lá estão, fortes e atuantes robôs.</p>
<p style="text-align: justify;">Não me parece que treinamento e logística tenha sido um problema de fato aos rebeldes, já que os aviões da OTAN abriam caminho para infantaria desvairada. A França já tinha admitido o envio de armas aos rebeldes, e agora, o que falta admitir? Não sejamos hipócritas, agricultores, operários e etc não manipulam rifles dessa forma nem vencem guerras sozinhos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Crimes de Guerra -</strong> <a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/965631-corpos-sao-achados-na-libia-com-maos-atadas-e-sacos-na-cabeca.shtml" target="_blank">link</a></p>
<p style="text-align: justify;">E não é verdade que há crimes de guerra na Líbia? Nossa fiquei chocado&#8230;. Descobriram valas com vários corpos dentro. Não há discussão se pertencem à grupos rebeldes ou &#8216;kadafistas&#8217;, mas o fato é que isso é muito esperado por qualquer um que imagine o que é guerra civil.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">As execuções, conjugadas à intensificação dos combates de rua e a ataques ousados de franco-atiradores governistas, geram temores de escalada do conflito.</p>
<p>Há sinais de que os dois lados cometeram massacres, violando a Convenção de Genebra, que proíbe execuções de prisioneiros de guerra. Nos arredores de Bab al Azizia, complexo de prédios usado como sede do regime, foram encontrados corpos com mãos atadas, sacos plásticos na cabeça ou injeções de soro no braço.</p>
<p>Detalhes como lenço verde (cor do regime de Gaddafi) amarrado ao uniforme e a aparência de africanos subsaarianos, possivelmente mercenários de países vizinhos, sinalizam que as vítimas eram membros das forças leais ao ditador.</p>
<p>Num hospital de Trípoli também foram encontrados corpos com as mãos amarradas. Segundo a TV Al Jazeera, trata-se de prisioneiros políticos mortos pelo regime quando insurgentes chegaram a Trípoli, no domingo. (&#8230;)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Acho que ninguém espera que Kadafi abandone o poder de bom grado. Ele realmente vai implantar o terror e queimar tudo o que puder antes de cair.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Convenção de Genebra? </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Eu achei até bonitinho o jornalista dizer &#8220;violando a Convenção de Genebra&#8221;. Não é uma convenção que vai impedir a turba de fazer justiça com suas próprias mãos, nem fazer com que Kadafi pare seus ataques. No entanto, chamo novamente a atenção (como já fiz em textos anteriores) para o fato de a OTAN / Aliança Ocidental terem atacado e matado inúmeros civis inocentes que não desejavam a disputa ou não estavam envolvidos. Isso também é crime de guerra e não efeito colateral.</p>
<p style="text-align: justify;">A única missão da ONU e OTAN nesse lugar era proteger os civis, mas estão sim investindo pesado na queda de Kadafi. No início essas intenções eram disfarçadas, mas hoje são explícitas. Vejam;</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Aviões britânicos bombardearam durante a noite um bunker na cidade de Sirte, reduto do regime e cidade natal de Muammar Gaddafi, anunciou nesta sexta-feira o ministério da Defesa.</p>
<p>&#8220;À meia-noite, uma formação de Tornados GR4s, que partiu da base da RAF (Royal Air Force) de Marham, em Norfolk, leste da Inglaterra, disparou uma salva de mísseis guiados de precisão Storm Shadow contra um bunker de um grande quartel-general na cidade natal de Gaddafi, Sirte&#8221;, afirma um comunicado.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Também nesta sexta-feira, o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT, órgão político dos rebeldes líbios), Mustafa Abdul Jalil, disse que Gaddafi deve ser processado primeiro em seu país pelos crimes cometidos durante seus 42 anos de governo e que &#8220;só depois&#8221; poderá ser entregue ao Tribunal Penal Internacional (TPI) de Haia.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>Questionado sobre a possibilidade de o regime de Gaddafi possuir um arsenal químico, ele respondeu que, pelas informações das quais os rebeldes dispõem, as armas deste tipo que estavam em mãos de Gaddafi quando ele ainda fazia parte de seu governo não serviriam porque estariam obsoletas.</p>
<p>No entanto, Jalil admitiu que essas armas ainda não foram localizadas pelas forças insurgentes.</p>
<p>(<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/965615-avioes-britanicos-bombardeiam-bunker-na-cidade-natal-de-gaddafi.shtml">link</a>)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O líder do CNT já disse que não quer assumir cargos daqui para frente. Ou ele espera ser carregado nos braços do povo diretamente ao trono soberano ou simplesmente abre mão da responsabilidade de reconstruir um país.</p>
<p style="text-align: justify;">Outro problema direto é dos armamentos, a Líbia possuía bastante, era militarmente forte para os padrões árabes e africanos, mas todo o arsenal irá desaparecer. Kadafi chegou a fazer a busca pela tecnologia para bomba atômica, contida a tempo pelos americanos, especialmente no clima de ameaças pós 11/09. No entanto, armas nucleares não são a prioridade agora, químicas e biológicas poderiam produzir largo estrago, e de longuíssimo prazo. Tudo o que o povo não precisa agora. Kadafi vai usar até o último recurso à disposição para causar danos, quanto mais ireeparáveis, melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">Acuar um rato num canto é complicado. O Terror tomará conta da Líbia.</p>
<p style="text-align: justify;">EU NÃO GOSTO DE KADAFI, gosto de sua queda, mas tenho a impressão do caos também. Saddam Hussein mantinha o Iraque unido, hoje está um caos, será que a Líbia será igual?</p>
<p style="text-align: justify;">Serve para o Ocidente como um estudo de caso para Síria.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunidade internacional ajudou a construir a nova Líbia, agora vai precisar realizar manutenção e treinamento &#8216;político&#8217; aos rebeldes que acham que realmente a coisa termina quando Kadafi morrer. O pós revolução é o que pesará no futuro de um povo já tão sofrido. Lamentável. Só volto a falar de Líbia quando Kadafi cair, ou em último e triste caso, prevalecer.</p>
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		<title>Desestabilização de São Paulo - Quanto vale Uma Eleição?</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 13:08:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[corregedoria]]></category>

		<category><![CDATA[crime organizado]]></category>

		<category><![CDATA[Polícia]]></category>

		<category><![CDATA[PT]]></category>

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		<description><![CDATA[Reproduzirei abaixo uma denúncia muito séria. Mas antes, gostaria de saber quantas vidas, assaltos, estupros e abusos vale uma eleição. Não acho que todo policial é corrupto e por isso a Corregedoria é fundamental, mas justamente pela maioria boa de policiais que temos em São Paulo, não há o que temer na manutenção deste órgão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify; ">Reproduzirei abaixo uma denúncia muito séria. Mas antes, gostaria de saber quantas vidas, assaltos, estupros e abusos vale uma eleição. Não acho que todo policial é corrupto e por isso a Corregedoria é fundamental, mas justamente pela maioria boa de policiais que temos em São Paulo, não há o que temer na manutenção deste órgão fundamental para combater a minoria corrupta.</p>
<p style="text-align: justify; ">Ao final do texto, o nome dos nobres deputados que apoiam o crime organizado por tabela e que deveriam ser investigados de acordo.</p>
<p style="text-align: justify; ">Pensem nisso.</p>
<p style="text-align: justify; ">Texto abaixo retirado na íntegra e disponível neste <a title="Reinaldo Azevedo - PTB e PT aliança" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/atencao-ptb-e-pt-se-juntam-em-sao-paulo-contra-o-bom-funcionamento-da-policia-anote-os-nomes-dos-deputados-que-atentam-contra-a-sua-seguranca-coloque-os-na-rede-faca-barulho-eles-estao-contra-voc/" target="_blank">link</a>.</p>
<blockquote style="text-align: justify; ">
<p style="text-align: justify; ">
<div class="dataCategoria">
<p class="data">24/08/2011   às 5:53</p>
</div>
<h2><a rel="bookmark" href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/atencao-ptb-e-pt-se-juntam-em-sao-paulo-contra-o-bom-funcionamento-da-policia-anote-os-nomes-dos-deputados-que-atentam-contra-a-sua-seguranca-coloque-os-na-rede-faca-barulho-eles-estao-contra-voc/"><em><span style="font-family: mceinline;">ATENÇÃO! PTB E PT SE JUNTAM EM SÃO PAULO CONTRA O BOM FUNCIONAMENTO DA POLÍCÍA. ANOTE OS NOMES DOS DEPUTADOS QUE ATENTAM CONTRA A SUA SEGURANÇA! COLOQUE-OS NA REDE, FAÇA BARULHO! ELES ESTÃO CONTRA VOCÊ E SUA FAMÍLIA!</span></em></a></h2>
<div class="postConteudo">
<p>Caras e caros, abaixo, segue uma reportagem da VEJA Online. O assunto é sério. São Paulo tem hoje uma das polícias mais eficientes do Brasil. Se o índice de homicídios por 100 mil habitantes do Brasil fosse os mesmos do estado, mais de 30 mil vidas seriam poupadas todos os anos.<strong> MAS HÁ DEPUTADOS ESTADUAIS CONSPIRANDO CONTRA A EFICIÊNCIA E A DECÊNCIA</strong>. Leiam este texto da VEJA Online. Mobilizem-se, paulistas! Eles estão atentando contra a sua segurança e a de sua família. Estão conspirando contra o Bem!</p>
<p>*</p>
<p>O PTB, partido que há 17 anos integra a base governista em São Paulo, aliou-se à bancada do PT na Assembléia Legislativa para aplicar um golpe nos cidadãos honestos do estado. Os dois partidos tentam aprovar em plenário um projeto de lei para esvaziar os poderes da Corregedoria da Polícia Civil, órgão que, nos últimos dois anos, tornou-se a pedra angular da política de segurança pública. Por meio da Corregedoria, o governo tem afastado do serviço policiais corruptos, que haviam montado verdadeiras quadrilhas em setores sensíveis da polícia, como o Departamento de Narcóticos (Denarc). O petebista Campos Machado e o petista Edinho Silva lideram os esforços para tirar do gabinete do secretário de Segurança Pública o controle da Corregedoria.</p>
<p>O expurgo dos maus policiais só foi possível depois que o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, transferiu a Corregedoria para dentro de seu próprio gabinete. Antes, o órgão ficava subordinado ao Delegado Geral da Polícia, e poucas investigações iam para frente. Os policiais da Corregedoria temiam investigar seus pares e, principalmente, seus chefes - o que poderia lhes render retaliações. Depois que os trabalhos foram transferidos para o gabinete do secretário, a equipe da Corregedoria passou a atuar com maior independência. Levantamento do site de VEJA, feito com base em dados da Secretaria de Segurança Pública, mostra que o número de maus policiais civis demitidos aumentou 60% desde 2009. Em dois anos, 290 infratores foram expulsos da polícia paulista.</p>
<p>O trabalho de depuração da polícia, que vem funcionando bem, agora corre o risco de ser interrompido. Um projeto de decreto legislativo proposto pelo deputado Campos Machado, do PTB, quer retirar do secretário Ferreira Pinto o poder de proteger o trabalho da Corregedoria. A obtusa idéia é devolver o órgão para a estrutura hierárquica da Polícia Civil. O único efeito prático dessa mudança seria interromper as investigações em andamento e fazer a alegria dos policiais corruptos.</p>
<p>Sem argumentos, Campos Machado, autor do projeto de lei, e Edinho, líder da bancada do PT, recorrem à questão da legalidade. Dizem ser um desrespeito a mudança ter sido instituída por decreto, não por lei votada na Casa. E tentam fazer colar a tese de que a medida é inconstitucional. É o máximo que podem fazer, pois, do ponto de vista da segurança pública, não há o que justifique o retrocesso. Advogado por formação, Campos Machado é próximo de sindicatos de policiais, descontentes com o endurecimento das regras contra os que cometem erros.</p>
<p>A bancada do PT encampou a proposta para fragilizar o governo Alckmin. Surpreende que, além do PT, deputados da base aliada de Alckmin (do PMDB e do DEM) também tenham se alinhado com Campos Machado. Na noite de ontem, o projeto foi a plenário. Para aprovar a medida, seriam necessários 48 votos. Campos Machado conseguiu o apoio de 24 deputados. A sessão foi suspensa por falta de quórum. Com isso, a votação será retomada nesta quarta-feira, a partir das 16h30.</p>
<p>Se Campos Machado e os petistas tiverem êxito, só quem irá comemorar são os policiais corruptos de São Paulo. Confira abaixo o nome dos 24 deputados que votaram a favor do projeto de lei que enfraquece a segurança pública de São Paulo:</p>
<p><strong>PT<br />
</strong>Adriano Diogo<br />
Antonio Mentor<br />
Donisete Pereira Braga<br />
Edinho Silva<br />
Enio Tatto<br />
Geraldo Cruz<br />
João Antonio<br />
João Paulo Rillo<br />
Luiz Cláudio Marcolino<br />
Marco Aurélio de Souza<br />
Telma de Souza</p>
<p><strong>PTB<br />
</strong>Campos Machado<br />
Heroilma Soares Tavares<br />
Roque Barbiere</p>
<p><strong>DEM</strong><br />
Estevam Galvão de Oliveira<br />
Gil Arantes<br />
Milton Vieira</p>
<p><strong>PC do B<br />
</strong>Pedro Bigardi</p>
<p><strong>PDT<br />
</strong>Olímpio Gomes</p>
<p><strong>PMDB<br />
</strong>Baleia Rossi<br />
Itamar Borges<br />
Jooji Hato<br />
Jorge Caruso<br />
Vanessa Damo</div>
<p><em>Por Reinaldo Azevedo</em></p></blockquote>
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		<title>Escravização - Opressão Moral e do Crédito</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=858</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 18:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[escravo]]></category>

		<category><![CDATA[Escravos]]></category>

		<category><![CDATA[trabalho]]></category>

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		<description><![CDATA[Existem várias formas de escravização.
- A mais comum é a que torna um ser humano dependente de outro, em tudo. Ele come, bebe, dorme, trabalha de acordo com os mandos de seu &#8220;dono&#8221;. Não passa de uma mercadoria.
- Opressão: É a forma que molda as ações através do medo. É uma forma muito difícil de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existem várias formas de escravização.</p>
<p style="text-align: justify;">- A mais comum é a que torna um ser humano dependente de outro, em tudo. Ele come, bebe, dorme, trabalha de acordo com os mandos de seu &#8220;dono&#8221;. Não passa de uma mercadoria.</p>
<p style="text-align: justify;">- <strong>Opressão</strong>: É a forma que molda as ações através do medo. É uma forma muito difícil de se libertar, pois ela passa a sensação de liberdade em si. Podemos dividi-la em religiosa e cotidiana:</p>
<p style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Regligiosa</span> - Quando somos pecadores originais e já estamos condenados por isso, quando &#8220;tememos&#8221; a Deus, quando entramos em uma Igreja sombria e ouvimos palavras que não compreendemos, mas que nos  salvarão, quando visitamos qualquer templo religioso onde uma autoridade nos impõe algo e não autoriza nossa razão a agir e julgar, estamos sendo escravizados;</p>
<p style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Cotidiana</span> - Quando você assiste televisão, não possui muitas opções que não estejam desviando o foco da sua realidade para algo que você simplesmente não vive. As novelas são um caso a parte, são mundos que simplesmente não condizem com o real.</p>
<p style="text-align: justify;">Argumento 1) Mas a novela nunca disse que retrataria a realidade:<br />
Argumento 2) Eu já convivo com o mundo cão durante todo o dia, quero relaxar a mente;</p>
<p style="text-align: justify;">Para estes dois argumentos, eu digo que compreendo, mas desejo sinceramente que tenham consciência que embutidas nestas histórias estão incentivo ao consumo de coisas que você <strong>NÃO</strong> precisa, situações que dizem a todo momento que você deve fazer algo quando você <strong>NÃO</strong> precisa (2). O mundo cão também não é o mundo real, mas aquele mundo particular da mente de cada um deve ser alimentado com o que se encaixa melhor à sua realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Pode ter certeza que você pensa ser livre, mas não é. Somos monitorados, policiados, cobrados e multados. Quanto recebemos em troca? Nada. A corrupção se instala justamente num modelo democrático fraco como o brasileiro, pois aqui sim há liberdade e igualdade (hahahaha gostaria que me provassem isso). Mas quando compramos algo de que não precisamos e nos endividamos, alguém fica feliz, geralmente a instituição bancária que ganhará rios de juros em cima das suas costas.</p>
<p style="text-align: justify;">O consumo é válido e bom, desde que saudável. Como tudo na vida. Se você tem dinheiro para torrar e ganhou de forma honesta, merece comprar tudo o que quiser, e utilizar seus recursos como bem entender. Agora a dívida, o estímulo ao crédito como ocorre agora, é uma forma de escravizar a pessoa no consumo. Comprar um automóvel em 99 vezes no carnê representa uma oportunidade para alguns que não poderiam comprar um veículo em condições diferentes, mas também representa uma dívida de quase 8 anos e 3 meses. Quando quitada, o carro valerá MUITO POUCO, e em caso de precisar trocar o carro, uma nova dívida será criada.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso sem contar os inúmeros casos de roubo que as pessoas sofrem enquanto estão pagando seus carnês (e devido ao montante do endividamento não podem ter seguro). Ou então o crédito desenfreado nos cartões que cobram o maior juro real do mundo, ou o cheque especial do banco, tudo isso é abusivo e feito para que funcione como uma areia movediça. Quanto mais você demora ou faz força, mais afunda. E amontoam-se os empréstimos, até você se afogar em dívidas e pegar mais empréstimos, comprometendo toda sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Parece muito diferente do escravo que trabalhava para comer pois devia equipamentos e outras dívidas ao senhor que o adquiriu?</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, há a escravização moderna, a do crédito, que toma conta de todas as classes do Brasil. Tristeza pura.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Zara, Trabalho Escravo e Hipocrisia</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=852</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=852#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2011 14:52:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[administração]]></category>

		<category><![CDATA[custo]]></category>

		<category><![CDATA[moderno]]></category>

		<category><![CDATA[produção]]></category>

		<category><![CDATA[trabalho escravo]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu assisti ao excelente &#8220;A LIGA&#8221; na última terça-feira (16/8) e gostei muito da reportagem sobre os tipos de trabalho escravo que temos hoje em dia.
Acho que o conteúdo e mensagem são sim relevantes, mas também acho que não houve o devido entendimento da questão por parte dos meios de comunicação impressos. Diversos jornais / [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu assisti ao excelente &#8220;A LIGA&#8221; na última terça-feira (16/8) e gostei muito da reportagem sobre os tipos de trabalho escravo que temos hoje em dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que o conteúdo e mensagem são sim relevantes, mas também acho que não houve o devido entendimento da questão por parte dos meios de comunicação impressos. Diversos jornais / revistas / sites estão noticiando o foco na ZARA, quando o foco é a existência desta escravidão no século XXI. Zara e outras marcas gigantes utilizam sim fornecedores que praticam o trabalho escravo, e isso não é só no Brasil, pode ter certeza que um mínimo de critério acusaria a mesma prática em 70% dos fornecedores asiáticos / africanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Acontece que a hipocrisia administrativa prevalece. Ora, se um determinado Estado não julga que trabalhar 16 horas por dia a USD 1,00 configure escravidão,  então a auditoria com certeza não vai acusar. &#8220;mas esses grupos possuem valores ético-morais que doutrinam a escolha dos fornecedores&#8221;. Guardem essa hipocrisia para quem compra a ideia. Administradores em mesas se escondem da realidade ou simplesmente a ignoram, <strong>mas exigem sim o menor custo possível</strong>. O menor custo estará na produção mais barata, consequentemente, no local onde os encargos trabalhistas / mão de obra seja mais barata.</p>
<p style="text-align: justify;">O trabalho escravo é consequência direta não do capitalismo, mas da modalidade atual de competição desleal criado pela própria cadeia produção x impostos x governo. Seria idiotice minha ignorar o papel dos enormes impostos no custo final da produção, e como é mais fácil diminuir o custo do fornecedor do que o governo reduzir os impostos, é o caminho tomado. Se há enxugamento, dificilmente é no governo. E o setor privado que se vire.</p>
<p style="text-align: justify;">A coisa toda desemboca depois em outro &#8220;porém&#8221;. A empresa que trabalha legalizada e está sujeita ao governo e às garras de seus impostos, concorre com as desleais que se valem do contrabando e, logicamente, oferecem preços ainda menores por produtos iguais. Um absurdo do ponto de vista da concorrência que nada tem a ver com capitalismo, mas sim com devida vigilância de fronteiras / fiscalização.</p>
<p style="text-align: justify;">As indústrias que sobrevivem de forma legal hoje em dia são verdadeiros exemplos de heroísmo. Mas causam a bancarrota de pequenos comerciantes que não podem negociar lotes grandes / preços menores e também um oligopólio que acaba por ditar em cartel certos preços e produtos. Essa vantagem competitiva das grandes empresas é que justamente poderia financiar a produção em locais / leis adequados à dignidade do cidadão, mas ao invés disso, a vantagem competitiva torna-se lucro cego, ignorando a cadeia de produção.</p>
<p style="text-align: justify;">A pior coisa é quando a exigência de lucro ignora a realidade. A segunda pior coisa é quando o consumidor, amarrado por um salário miserável e comido por impostos, precisa buscar sempre o menor preço. São características de um livre mercado, mas que não funciona tão livre assim. Há governo, ilegais, pirataria, etc. e diante destes elementos desprezados em análises clássicas, cai a seguinte pergunta:</p>
<p style="text-align: justify;">- Por que somos coniventes?</p>
<p style="text-align: justify;">O Consumidor também desempenha papel fundamental, procurando saber a origem do produto que compra.</p>
<p style="text-align: justify;">Me dá nojo pensar que o carvão para meu churrasquinho pode estar vindo da exploração escrava. Me dá um misto de raiva e indignação quando vejo reportagens de senhores rurais dizendo que a serventia em troca de alimento e eterno endividamento faz parte da &#8220;cultura da região&#8221;. Cultura de algum lugar que eu desconheço então, pois todo ser humano que conheci até hoje só se submete a esta realidade quando não há opção para sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Não tenham dúvidas que a Zara vai trocar de fornecedor se este legalizado ficar caro. Não se enganem, o mercado pede e exige isso. O mercado, essa coisa sem identificação&#8230; simples assim.</p>
<p style="text-align: justify;">Culpar o capitalismo muitas vezes é livrar nossa consciência. Fico feliz que finalmente não tenha de ver apenas uma propaganda vazia falando de cds piratas, mas sim de uma grande marca de roupas, que paga R$ 7,00 e vende por R$ 150,00 com nota. Aliás, algo que me preocupa aqui, será que nenhuma autoridade de fiscalização entende que R$ 7,00 em uma peça de roupa é um preço baixo? Que as notas fiscais acusam lucro de 20 vezes o valor de compra? Que ou é subfaturamento de compra ou superfaturamento de venda e que, há algo de podre no reino Zara? E aqui, Zara pode ser substituído por qualquer outra marca gigante que conheçam.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não, é normal isso, normal porque somos pessoas acostumadas a pagar caro em tudo. Alimento, Educação, Saúde, não há nada com preço justo neste país. Quando há, desconfie, alguém passa fome, frio, sono e sede por isso. Não se enganem, também há um grande número de escravos infantis nessa história.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Para o artigo 149 do Código Penal brasileiro, o crime de escravidão é definido como &#8220;reduzir alguém a condição análoga à de escravo, quer submetendo-o a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, quer sujeitando-o a condições degradantes de trabalho, quer restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador ou preposto&#8221;. Já a Organização Internacional do Trabalho (OIT), tipifica a prática como &#8220;todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob ameaça de uma pena qualquer para o qual não se apresentou voluntariamente&#8221;. Ou seja, na escravidão moderna não há tráfico nem comercialização, como acontecia na época colonial, mas a privação da liberdade continua sendo a principal característica da prática</em>. (<a href="http://revistaescola.abril.com.br/politicas-publicas/legislacao/caracteriza-trabalho-escravo-hoje-469810.shtml" target="_blank">link</a>)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vivam com essas imagens:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/trabescrav2.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-854" title="trabescrav2" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/trabescrav2-300x221.jpg" alt="trabescrav2" width="300" height="221" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">- Típico trabalho em carvoaria</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/trabescrinf.jpg"><img class="alignnone size-medium wp-image-855" title="trabescrinf" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/trabescrinf-260x300.jpg" alt="trabescrinf" width="260" height="300" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">- Sem comentários&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Soluções Criativas contra o Extremismo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 14:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[As vezes são soluções simples e criativas que podem ajudar na luta contra o extremismo. Eu penso que o ser humano pode errar, mas uma vez dentro de um grupo extremo, como sair quando há arrependimento? Quantos jovens não se arrependem mas são levados pela turba extremista a cometer crimes?
10/08/2011 - 10h52
Camisetas com mensagem escondida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As vezes são soluções simples e criativas que podem ajudar na luta contra o extremismo. Eu penso que o ser humano pode errar, mas uma vez dentro de um grupo extremo, como sair quando há arrependimento? Quantos jovens não se arrependem mas são levados pela turba extremista a cometer crimes?</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>10/08/2011 - 10h52</p>
<p><strong>Camisetas com mensagem escondida enganam neonazistas alemães</strong></p>
<p>O público de um show nacionalista de direita na Alemanha foi surpreendido ao descobrir que as camisetas que eles receberam como lembrança do festival tinham uma mensagem secreta antiextrema direita que só aparecia depois de ser lavada.</p>
<p>O slogan das camisetas inicialmente aparecia como &#8220;rebeldes linha dura&#8221;, com uma caveira e bandeiras nacionalistas. Mas uma vez lavadas, as frases se transformavam em uma mensagem de um grupo oferecendo ajuda aos extremistas de direita que querem se distanciar do cenário neonazista.</p>
<p>&#8220;Se sua camiseta pode fazer, você também pode fazer &#8212; ajudaremos você a se afastar do extremismo de direita&#8221;, diz o slogan nas camisetas depois da primeira lavagem.</p>
<p>As camisetas foram entregues pelos organizadores a 250 pessoas no show Rock for Germany, em Gera, após serem entregues como doações anônimas. Ela foram fornecidas pelo Exit, grupo que ajuda as pessoas a se dissociarem de movimentos de extrema direita.</p>
<p>O organizador do festival, Gordon Richter, do partido de extrema direita NPD, disse que a pegadinha foi um desperdício de dinheiro.</p>
<p>&#8220;É meio patético que qualquer um gaste dinheiro para fazer algo assim&#8221;, disse Richter à Reuters. No entanto, ele disse que muitos que receberam as camisetas disfarçadas acharam a idéia criativa.</p>
<p>Bernd Wagner, fundador do Exit, disse que as camisetas tinham como objetivo alcançar o principal grupo alvo: extremistas de direita que estão considerando deixar o movimento.</p>
<p>&#8220;Queríamos conscientizar as pessoas sobre nosso programa, especialmente entre os jovens e os menos comprometidos&#8221;, disse Wagner.</p>
<p><a href="http://folha.com/no957356" target="_blank">Link</a></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A criatividade é sim digna de aplausos, além de preservar no anonimato aqueles que receberam a mensagem sozinhos. Tomara que mais organizações sigam esse exemplo.</p>
<p style="text-align: justify;">Única crítica: e se chove?</p>
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		<title>A Diferença entre Crítica e Condenação na Síria</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 14:41:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns inocentes realmente pensaram que Assad abdicaria do poder sem ao menos tentar destroçar sua oposição. Alguns pouco menos inocentes pensavam ser apenas questão de tempo. Mas quem tinha um pequeno conhecimento do panorama interno Sírio sabia que por lá não há primavera sem sangue, muito sangue mesmo. Chegamos a um ponto crucial onde a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Alguns inocentes realmente pensaram que Assad abdicaria do poder sem ao menos tentar destroçar sua oposição. Alguns pouco menos inocentes pensavam ser apenas questão de tempo. Mas quem tinha um pequeno conhecimento do panorama interno Sírio sabia que por lá não há primavera sem sangue, muito sangue mesmo. Chegamos a um ponto crucial onde a batalha deixa de existir como apenas um conflito a mais e se torna genocídio.</p>
<p style="text-align: justify;">ONU, Liga Árabe e até o CGC (Conselho de Cooperação do Golfo), demandaram o fim absoluto da repressão. Mas advertências vieram também de Turquia e Rússia, e olhem que para os russos acharem um exagero, a coisa desandou de vez. Podemos também analisar um padrão, que se extende a cada Estado e sua consciência sobre o ponto culminante. Entendo que aqueles que continuam a apoiar o massacre na Síria, são Estados que fariam igual ou pior durante o mesmo período de tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">São eles, Irã, Cuba e Venezuela e alguns menos relevantes.<br />
Outro fato que me surpreendeu foi a dura crítica feita pelo rei saudita Abdullah II, que chamou o embaixador sírio para consultas. Um ato simbólico de desaprovação. Me surpreendeu porque a Arábia Saudita é um reino de abusos e violações contra os direitos do povo há muitas décadas, cujo ocidente ainda mantém tolerância devido a cooperação cega da família real saudita com os EUA e Europa. Não deixa de ser mais um fantoche da hipocrisia ocidental, mas até para eles a violência chegou a seu limite.</p>
<p style="text-align: justify;">Há um caráter pouco explorado na mídia sobre isso. Quanto mais resistência a rebeldia na Líbia e na Síria demonstra, quanto mais tempo dura essa exposição negativa, maior quantidade de mártires é criado e maior a violência da turba enfurecida. Mais inspiração leva a outros movimentos. Os protestos destes governos signficia, até certo ponto, que denunciaram até onde iria sua intolerância, o que pode significar um sinal claro a quem quiser ver e agir sobre estes cálculos.</p>
<p style="text-align: justify;">Do meu lado, o que desaponta mais é ver a falta de ação mais dura por parte da diplomacia brasileira, que por diversas vezes abraça ditadores e esquece das responsabilidades que uma eventual cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU significa. Por que demoramos tanto para condenar o governo sírio? O Brasil não pode se dar ao luxo de apenas criticar, deve agir e combater essa catástrofe síria através dos fóruns legais e constituidos internacionalmente. Mas aparentemente temos sim um problema de credibilidade internacional cavada ao longo de quase uma década de diplomacia torta e sem diretriz.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, os problemas internos do Brasil continuam a lotar uma agenda presidencial que poderia estar voltada muito mais aos assuntos externos ou internos importantes, ao invés de conciliar disputas partidárias por cargos como se estivessem fazendo DNA no Ratinho, escândalo atrás de escândalo e denúncias contra o mais alto escalão do governo. Somos um Estado fraco, não muito distante do que a síria se tornou. Tomara que não paguemos o mesmo preço.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, aqueles que defendem a bandeira democrática de fato, não podem apenas criticar, devem condenar.</p>
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		<title>Importação de Etanol, a Que Ponto Chegamos&#8230;.</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jul 2011 13:23:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

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		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[É, meus amigos, quando as coisas não poderiam piorar, eis que pioram.
Já diria o poeta &#8220;MAS O QUE É ISSO, MEU FILHO?&#8221;. Eu sei que a notícia é antiga (está no final do post), mas só agora as razões verdadeiras começam a aparecer. O Brasil, maior propagandista e maior proponente à exportação do Etanol de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É, meus amigos, quando as coisas não poderiam piorar, eis que pioram.</p>
<p style="text-align: justify;">Já diria o poeta &#8220;MAS O QUE É ISSO, MEU FILHO?&#8221;. Eu sei que a notícia é antiga (está no final do post), mas só agora as razões verdadeiras começam a aparecer. O Brasil, maior propagandista e maior proponente à exportação do Etanol de cana, agora precisa importar. A importação em si não incomoda, o que incomoda é que ela acontece por simples falta de coordenação.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje há mistura de etanol na gasolina. Isso servia de estímulo para produção do etanol e para barateamento da gasolina. Se o governo me diz que somos auto-suficientes em petróleo e podemos congelar o preço da gasolina por isso, porque mantemos a mistura, que absorve grande parte do álcool que poderia estar nas bombas dos postos? A mistura era de 25% e dona Dilma estuada redução para 20%. Meus amigos <span style="text-decoration: underline;"><strong>20%</strong></span> É MUITA COISA. Um novo poeta diria, &#8220;IMAGINE GANHAR 20% DE AUMENTO&#8221;. Ai sim !</p>
<p style="text-align: justify;">Considerando que a Cana tem diversos fins, desde entreter e viciar grande parte da população (e ai menção honrosa ao nosso ex-presidente Lula), passando por tecidos, etanol, suco, alimento e açúcar, a produção seria insuficiente para absorver tanta demanda após o lançamento dos carros bicombustíveis. Daí o terceiro poeta dirá &#8220;MAS AGORA É FÁCIL FALAR, QUERIA VER PREVER ISSO ANTES DE ACONTECER&#8221; e eu digo que se é assim, porque pagamos ministro para minas e energia? Para que serve agências e controles estatais se não conseguem fazer conta de demanda x produção?</p>
<p style="text-align: justify;">A culpa é do setor privado? Não, eles vão onde está lucro, isso não é novidade. O empresário honesto brasileiro já precisa ser um milagreiro para sobreviver até o quinto ano de vida, quem dirá ainda ter que priorizar setores por caridade. O Brasil precisa seguir o resto do mundo e subsidiar com vontade, planejar melhor e partir para produção competitiva. Não demorará muito e vamos nos desindustrializar por completo. Como o país que promove o etanol precisa importar? Com o tamanho deste território e o desperdício das lavouras, seríamos um celeiro sim, mas daqueles dignos, que são capazes de sobreviver e vender bem.</p>
<p style="text-align: justify;">Estamos sempre atrás, demos risada da crise do etanol de milho americano (faltava <em>tortillas</em> aos mexicanos) e agora compramos deles. Olha a diferença da capacidade de adaptação&#8230; Lá quem banca é governo. Se aqui estamos de joelhos à estatização promovida pelo PT nos últimos anos, podemos cobrar isso de volta.</p>
<p style="text-align: justify;">Beira o absurdo. Petrobrás serve para que? Chega de prejudicar os motores com gasoálcool, queremos gasolina a preço justo porque hoje ela dá muito lucro. Queremos etanol barato pois desenvolvemos e com certeza, com planejamento, a produção funciona. É pedir demais? Um país que vai gastar <strong><span style="text-decoration: underline;"><em>R$ 64.000.000.000,00 (64 BILHÕES)</em></span></strong> na copa não pode fazer isso? HA, quero ver um novo poeta contrariar essa&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, já importamos arroz, alho, feijão preto, agora, viva o Etanol importado&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align: justify;">
<dl id="attachment_844" class="wp-caption aligncenter" style="width: 160px;">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/palhaco.jpg"><img class="size-thumbnail wp-image-844" title="palhaco" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/palhaco-150x150.jpg" alt="C L O W N " width="150" height="150" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">C L O W N </dd>
</dl>
</div>
<p style="text-align: justify;">Segue abaixo uma matéria para explicar tudo isso:</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em><strong><span style="text-decoration: underline;">Brasil importa etanol com diminuição da oferta<br />
</span></strong>16 de março de 2011</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>INAÊ RIVERAS - REUTERS<br />
O Brasil importou mais de 150 milhões de litros de etanol norte-americano este ano, enquanto produtores lutam para abastecer o mercado local durante a entressafra da cana, estimou o diretor de um grande grupo de etanol nesta quarta-feira.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O volume inclui diversos carregamentos que chegaram ao Nordeste do país, e uma carga de 40 milhões de litros que está chegando a Santos, principal porto de exportação de açúcar, situado na principal região produtora de cana do centro-sul.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O grupo Cosan comprou etanol que deve chegar ao porto de Santos em abril.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Negociações futuras, no entanto, vão depender da diferença entre os preços no Brasil e nos Estados Unidos. Após a recente queda nos preços do etanol norte-americano, a diferença agora é ampla o suficiente para tornar as importações mais plausíveis, disseram traders.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;O fechamento de novos acordos de importação não é tão simples porque se os preços (no Brasil) caírem no período entre a saída do navio dos Estados Unidos e a chegada ao Brasil, a diferença pode ficar mais curta&#8221;, disse o executivo que pediu para não ser identificado.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Leva mais de 30 dias para que o produto complete seu percurso até o Brasil.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A diferença atual entre os preços, no entanto, é bastante atrativa para os importadores. O álcool anidro norte-americano é negociado, atualmente, no porto de Santos, a cerca de 1.240 reais (745 dólares) por métro cúbico (mil litros), comparado com os 1.450 reais pagos pelo combustível brasileiro, de acordo com um grande grupo de trading de São Paulo.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Porém, com a expectativa de que diversas usinas comecem a moer a safra 2011/12 de cana nas próximas semanas, os preços devem começar a cair com a chegada dos combustíveis da próxima temporada ao mercado.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Uma diferença de especificação entre os dois produtos também torna a operação mais complexa. Uma vez que o combustível chega ao Brasil ele tem que ser reprocessado para atender às exigências locais.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O etanol hidratado, nos carros flex do Brasil, estava sendo vendido a 1.750 reais por metro cúbico na manhã desta quarta-feira, enquanto o anidro estava a 1.600 reais, de acordo com a corretora Mikz.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>SOB PRESSÃO</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O aumento nas importações vem em um momento em que o governo brasileiro, preocupado com a inflação, pressiona a indústria para começar a colher a cana antes do início oficial, em 1o de abril, visando reduzir os preços do etanol nas bombas.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Essas importações dos Estados Unidos, que começaram em 2010, são as primeiras desde 1994, segundo a consultoria Datagro.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>As importações de 150 milhões de litros representam cerca de 0,5 por cento da produço de etanol no Brasil da última temporada, de 27,2 bilhões de litros.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os atuais preços na porta da usina são os mais altos em cinco anos em termos nominais, devido ao aperto na oferta após a indústria ter priorizado a produção de açúcar durante a última temporada de moagem, aproveitando os preços da commodity, que registravam os maiores valores em 30 anos.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A safra passada, que foi menor que o esperado devido ao clima seco, e a forte demanda por combustível contribuíram para apertar as ofertas de etanol na entressafra.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Toda a gasolina vendida nos postos brasileiros levam uma mistura de 25 por cento de etanol anidro. O Brasil também produz e consome álcool hidratado para a frota de carros flex.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Apesar de um aumento de 25 por cento nos preços deste ano, parte dos consumidores continua utilizando o combustível ao invés de optar pela gasolina.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>No entanto, produtores dizem que a antecipação da temporada vai depender muito do clima, que tem sido bastante chuvoso nas principais áreas produtoras do centro-sul.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Nós podemos mostrar a situação da oferta às empresas, mas ultimamente elas são as únicas que decidem quando começa a moagem&#8221;, disse Antonio de Padua Rodrigues, diretor técnico da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>http://www.estadao.com.br/noticias/geral,brasil-importa-etanol-com-diminuicao-da-oferta,692870,0.htm</em></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>As Lições de Oslo</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=839</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=839#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 25 Jul 2011 13:44:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[direita]]></category>

		<category><![CDATA[Oslo]]></category>

		<category><![CDATA[terror]]></category>

		<category><![CDATA[xenofobia]]></category>

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		<description><![CDATA[O atirador de Oslo trouxe à tona algo que estava previsto nas teorias, mas que até agora não tinha provado-se prática. A atitude absolutamente homofóbica que tomaria conta dos Estados mais ricos da U.E. quando a imigração afetasse, ou ameaçasse o bem estar social.
A Noruega é um exemplo maior de que como viver com dignidade. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O atirador de Oslo trouxe à tona algo que estava previsto nas teorias, mas que até agora não tinha provado-se prática. A atitude absolutamente homofóbica que tomaria conta dos Estados mais ricos da U.E. quando a imigração afetasse, ou ameaçasse o bem estar social.</p>
<p style="text-align: justify;">A Noruega é um exemplo maior de que como viver com dignidade. É um Estado abastado onde sua população desfruta da paz e de uma vida sem dificuldades financeiras. Até então, um paraíso de paz (juntamente com os irmãos nórdicos). Mas observando os escritos do norueguês Anders Behring Breivik, observamos que ele não está sozinho em sua &#8220;causa&#8221; contra aqueles que adentram a Europa ocidental. Vou dar uma ênfase nos muçulmanos pois me parece bem contraditório que o terrorista tenha olhos azuis e seja loiro. Vamos lá:</p>
<p style="text-align: justify;">Lá pela página 661, temos a seguinte constatação:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>- Mass Muslim immigration will continue (or more precisely, the cultural Marxists/multiculturalists will continue to import voters).</p>
<p>- Muslim birth rates remain above 3 while non Muslim birth-rates remain below replacement rate.</p>
<p>- The Muslim “ghettofication” process in major cities continues (less than 50% of Muslims will be considered &#8220;successfully integrated” in the future.</p>
<p>- The majority of Muslims continue to abide by the ground rule of Sharia: a Muslim girl will never be allowed to marry a kuff?r. Most people today forget that this rule is the most important rule within Sharia and theoretically places 90% of all Muslims in the same category as Islamists.</p>
<p>- The factors above results in a scenario where the &#8220;Muslims/Multiculturalist alliance&#8221; remain in power (despite that more and more non-Muslims move right in the political landscape). They therefore set a stop to all democratic attempts or &#8220;solutions&#8221; which can stop or reverse the Islamisation of that specific Western European country. It basically cripples the democracies and uses the democratic mechanics against the non-Muslims).</p>
<p>- 2030 - Muslims reach critical mass (20%), which basically means that the MI6 or other European intelligence agencies will not be able to stop all attacks.</p>
<p>- 2070-2080 - the Muslim population becomes a majority - 50%+.</p></blockquote>
<div style="text-align: justify;">Para ele há uma corrente de fatores que levariam ao fim da União Européia Ocidental Católica. Seriam:</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Marxismo</span> - ideologia que levaria os &#8220;invasores&#8221; não-europeus a encontrar uma justificativa razoável para reivindicar um status político-social destinado apenas aos nacionais de um país (no caso os noruegueses);</div>
<div style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Importação de Votos</span> - destas populações muçulmanas que apoiariam reformas sociais. Na leitura de Anders, haveria uma série de incentivos à imigração para que partidos de &#8220;esquerda&#8221; se elegessem e se perpetuassem no poder. O custo? O bem-estar social;</div>
<div style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Desconstrução do Estado</span> -  Em breve, como exposto na citação acima, os muçulmanos teriam uma maioria prática para representar um eleitorado importante, que forçaria a mudanças de acordo com suas preferências (tendência que ele diz observar na Holanda e Suécia por ex, mas no caso holandês, muito mais grave); logo, se a Sharia fosse demandada, poderia ser aprovada;</div>
<div style="text-align: justify;">* <span style="text-decoration: underline;">Fim da U.E. e início da U.M.E - União Muçulmana Européia.</span></div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Os estudos de integração regional apontam, na teoria, há muito tempo, esse tipo de fenômeno extremista. A direita xenofóbica dos Estados com melhores índices sociais tenderia a repelir os imigrantes. Não é uma receita facilmente administrável, já que um aumento abrupto da população aumenta as chances de reduções nos benefícios sociais.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Talvez a diferença seja a de que todos os analistas esperavam discussões em parlamentos, formas mais &#8220;civilizadas&#8221; de resolução dos problemas para aqueles que clamam justamente a preservação de sua &#8220;civilização&#8221;. Este ataque, ao invés de gerar o efeito esperado por Anders (o de chamar a atenção, provocar o fechamento do Estado e uma conscientização do problema), vai gerar o efeito reverso, já que provou que não foi um árabe de turbante que detonou a bomba e puxou o gatilho que massacrou o sossego de uma sociedade acostumada a paz.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Eis que o estadão online neste (<a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110725/not_imp749370,0.php" target="_blank">link)</a> resume tudo:</div>
<blockquote>
<div style="text-align: justify;">
<div>Foi, enfim, um plantador de beterrabas norueguês, de extrema-direita, antimuçulmano e ultranacionalista, sem ligações com grupos terroristas, que matou 94 pessoas e se entregou calmamente à polícia. &#8220;Ele parecia impassível, bastante calmo, como se tivesse tido um dia normal&#8221;, disse uma testemunha. E acrescentou: &#8220;Acho que uma porção de gente está aliviada porque isso foi feito por um cara maluco, e não por um grupo terrorista, a Al-Qaeda ou coisa parecida&#8221;.</div>
<div></div>
<div>O primeiro-ministro Jens Stoltenberg felizmente teve uma reação mais realista, percebendo que o país não tem a temer apenas inimigos externos - os grupos terroristas islâmicos. <strong>&#8220;Nossa resposta (aos atentados)&#8221;, disse ele, &#8220;é mais democracia, mais abertura, mais humanidade, mas sem ingenuidade.&#8221;</strong></div>
<div></div>
<div>Mais direta que o primeiro-ministro foi uma mulher que viu a destruição no centro de Oslo. &#8220;Se um islâmico faz algo errado, você pensa, &#8220;Ah, esses muçulmanos&#8221;. Mas se um protestante branco faz algo errado, você pensa que ele é louco. Precisamos pensar seriamente sobre isso.&#8221;</div>
</div>
</blockquote>
<div style="text-align: justify;">O grifo é meu, e vale aqui ressaltar que o mais importante é que um país não se dobre a este tipo de manifestação. Com certeza o julgamento deste cidadão será exemplar. Eu não posso deixar de entender também que esse é o fruto colhido da participação norueguesa na guerra contra o terror, enviando soldados para os fronts e despertando este tipo de sentimento em uma fração minúscula da população, que nem de perto representa a maioria pacífica norueguesa.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Espero que isso remova os preconceitos. Nem todo terrorista usa turbante e nem todo Bon Jovi vai explodir prédios.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Royalties do Pré-Sal</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Jul 2011 19:04:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

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		<category><![CDATA[Petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Há uma discussão generalizada entre estados produtores, não-produtores e união no que diz respeito à fatia dos royalties que cada um teria o direito de receber.
Considero que a partir do momento em que vivemos numa Federação, o problema de um é problema de todos. Se é assim, as soluções também precisam partir desta premissa.
A solução:
- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há uma discussão generalizada entre estados produtores, não-produtores e união no que diz respeito à fatia dos royalties que cada um teria o direito de receber.</p>
<p style="text-align: justify;">Considero que a partir do momento em que vivemos numa Federação, o problema de um é problema de todos. Se é assim, as soluções também precisam partir desta premissa.</p>
<p style="text-align: justify;">A solução:</p>
<p style="text-align: justify;">- RJ / SP / ES são os maiores produtores. Eles possuem sim um custo desta produção, que deverá ser pago através dos royalties. Com a conta zerada, os royalties seriam repartidos em proporção aos estados.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estado com poucos habitantes receberia o proporcional. RJ / SP / MG que possuem uma média grande dos habitantes do país, receberiam mais em proporção.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, deveria haver uma cláusula de aplicação destes recursos, em investimentos diretos em infra-estrutura. Se cada estado apresentasse um plano de metas e recebesse uma porcentagem dos royalties para isso, o não cumprimento do plano acarretaria em cancelamento automático do benefício e re-distribuição entre os demais.</p>
<p style="text-align: justify;">Simples, prático, fácil e que obrigaria estes políticos gananciosos e vagabundos a trabalhar, já que muitas localidades dependem só dos royalties para sobreviver.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa solução é baseada na seguinte premissa:</p>
<p style="text-align: justify;">- Se explodissem o centro de São Paulo hoje, com certeza a participação de outros estados no socorro aos feridos / doentes seria bem vindo;</p>
<p style="text-align: justify;">- Desta forma, na alegria e na tristeza, somos uma federação. Riqueza do solo, é de solo brasileiro, do contrário, cada um com seus problemas e seríamos algo como uma confederação bem confusa.</p>
<p style="text-align: justify;">O lobby dos produtores é grande, mas um pouco de bom senso deveria ser capaz de corrigir isso. Idealismo? Total, mas se perdermos a pouca fé restante nos nossos &#8220;amáveis&#8221; representantes, que será do povo brasileiro? Não podemos comer petróleo, mas podemos usar o dinheiro para melhorar a vida de todos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Lições da DEMOcracia americana - Guantanamo era só brincadeira&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jul 2011 18:17:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[doutrina]]></category>

		<category><![CDATA[EUA]]></category>

		<category><![CDATA[Prisões]]></category>

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		<description><![CDATA[Publicado na Folha Online aqui:

12/07/2011 - 17h00
EUA mantêm prisão secreta da CIA na Somália
A CIA, agência de inteligência americana, está usando uma prisão secreta na Somália para combater extremistas islâmicos, afirmou nesta terça-feira a revista &#8220;The Nation&#8221;.
O relatório indica que a CIA tem &#8220;um complexo fortemente protegido&#8221; no litoral do oceano Índico, com mais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Publicado na Folha Online <a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/942504-eua-mantem-prisao-secreta-da-cia-na-somalia.shtml" target="_blank">aqui</a>:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>12/07/2011 - 17h00<br />
<strong>EUA mantêm prisão secreta da CIA na Somália</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A CIA, agência de inteligência americana, está usando uma prisão secreta na Somália para combater extremistas islâmicos, afirmou nesta terça-feira a revista &#8220;The Nation&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O relatório indica que a CIA tem &#8220;um complexo fortemente protegido&#8221; no litoral do oceano Índico, com mais de dez edifícios atrás de grandes muros de proteção.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>O local tem seu próprio aeroporto e é vigiado por soldados somalis, mas com efetivos americanos no controle do acesso, segundo a revista.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A &#8220;The Nation&#8221; assegura que o objetivo da mobilização é combater o grupo extremista somali Al Shabab, ligado à rede terrorista Al Qaeda e acusado de uma série de ataques contra os Estados Unidos. A reportagem acrescenta que a CIA &#8220;tenta criar uma força de ataque autônoma capaz de &#8216;combater&#8217; a Shabab&#8221;.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A matéria acrescenta que a CIA também utiliza prisões secretas nos sótãos da sede da Agência Nacional de Segurança da Somália (NSA), onde estão os presos suspeitos de serem membros ou de terem ligação com a Al Shabab.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>SALÁRIO EM DÓLAR</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A instalação seria oficialmente administrada pelos somalis, mas a inteligência americana seria a responsável por pagar o salário dos agentes e interrogar os detentos. Alguns dos prisioneiros teriam sido capturados nas ruas do Quênia e levados de avião para Mogadício, capital da Somália.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>A presença da CIA em Mogadício é parte dos esforços de contra-terrorismo de Washington na Somália, que inclui ataques das forças de Operações Especiais dos EUA, bombardeios aéreos e atividades de vigilância. Cerca de 30 agentes americanos estão baseados em Mogadício.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Segundo a &#8220;The Nation&#8221;, a CIA teria relutância em lidar diretamente com políticos somalis, considerados corruptos por autoridades americanas. Em vez disso, os EUA têm apostado em colocar agentes de inteligência somalis no seu quadro de pagamentos. Eles receberiam salário mensal de US$ 200, o dobro da renda per capita anual na Somália.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Realmente isso não é lá grande novidade. Afinal, são prerrogativas de decisões intergovernamentais e questões financeiras que realmente contam. Mas eu não tenho dúvida de que qualquer mercenário aceitaria USD 200,00 na Somlália para arrancar uns dedos ou dentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o fato preocupante em si é o aparelhamento da CIA, que cada vez tem mais poder decisório e age por sua própria doutrina bélica. A Somália é palco de ações americanas há muito tempo, mas a caçada direta a Al-Qaeda foi um catalisador importante para o aporte no orçamento de defesa dos EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a localização geográfica da Somália no Chifre da África é fundamental aos interesses americanos, especialmente relativos ao Irã. É um atalho para ações no Oriente Médio, especialmente no Iêmen, e também é um ponto de fixação de bases e regimentos a custos muito inferiores aos da Turquia e Japão. Chegar ao estreito de Ormuz é coisa rápida.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas quando há aquela incessante e insana pregação dos representantes americanos no que concerne a direitos humanos, liberdade, isonomia, soberania, processo decisório e etc, vale a pena lembrar que esse exército de &#8220;Capitães América&#8221; é o responsável pela tortura de centenas / milhares em porões iguaizinhos aos que eles condenam em outros Estados.</p>
<p style="text-align: justify;">Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço. Poucas coisas são mais democráticas&#8230;. e hipócritas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Khadafi Perto de Deixar o Poder?</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Jul 2011 12:47:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[França]]></category>

		<category><![CDATA[Khadafi]]></category>

		<category><![CDATA[OTAN]]></category>

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		<description><![CDATA[Manchete do G1 neste LINK - Khadafi está perto de deixar o poder na Líbia, diz o chanceler da França.
O envolvimento francês na questão da derrubada de Khadafi é, no mínimo, suspeito. Sarkozy foi o primeiro a idealizar a coalizão ocidental que culminaria numa operação da OTAN, a França admitiu ter enviado armas e equipamentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Manchete do G1 neste <a href="http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/07/kadhafi-esta-perto-de-deixar-o-poder-na-libia-diz-chanceler-da-franca.html" target="_blank">LINK</a> - Khadafi está perto de deixar o poder na Líbia, diz o chanceler da França.</p>
<p style="text-align: justify;">O envolvimento francês na questão da derrubada de Khadafi é, no mínimo, suspeito. Sarkozy foi o primeiro a idealizar a coalizão ocidental que culminaria numa operação da OTAN, a França admitiu ter enviado armas e equipamentos aos rebeldes, além de oficiais para treinamento, e agora já coloca um ponto final do regime de Khadafi. Com certeza também estão negociando com este último diretamente, contrariando as resoluções da ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">Realmente Khadafi só sai do poder morto ou em asilo, mas se não acharam um local para enterrar Bin Laden, qual seria o refúgio do ditador? Vai saber. De qualquer forma, a França contrariou todas as organizações e operações para intermediar a transição da forma que bem entendeu. Os russos estão contrariados e realmente preocupados com toda essa disposição francesa. Sarkozy conquistou a Carla Bruno com meia dúzia de cérebros (como ela mesmo disse), mas será que algum destes cérebros realmente entende o papel que a França está desempenhando?</p>
<p style="text-align: justify;">Os franceses não tem condição de assumir o posto de xerife euro-africano, há muitas décadas é uma nação decadente, com um custo previdenciário e sucessivos déficits nas contas públicas. Tentaram bombardear Khadafi em 3 oportunidades, mataram o filho dele, mas o ditador continua na ativa. Tudo isso respaldados por uma resolução da ONU que previa apenas a proteção dos civis que estavam sendo massacrados pelo governo líbio.</p>
<p style="text-align: justify;">Como &#8220;proteger civis&#8221; é uma coisa muito ampla, pode significar proteger uns e matar outros.</p>
<p style="text-align: justify;">Khadafi não está perto de deixar o poder, porque esta frase pressupõe a opção de tomar um ato. Ele provavelmente será morto ou exilado, de forma forçosa e, no final de tudo, não deixará saudades para ninguém. Mas o que preocupa é a ética ocidental sendo marginalizada pela França na frente de todos. Quando a Rússia precisa defender a ética na política internacional, algo está muito errado&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Nuncaantesnahistoriadestepais? ou Comosemprenahistóriadestepais!</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 12:23:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

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		<description><![CDATA[É impressionante. Fiquei tanto tempo sem escrever sobre nossa política pois estava aguardando resultados concretos. Claro que de concreto aqui só a barreira que separa nossos políticos e a realidade nacional.
Acho que nunca vi tanta corrupção e desmandos seguidos. Dilma está absolutamente perdida, mal assessorada, mal assombrada por poderes maiores do que os dela. Hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">É impressionante. Fiquei tanto tempo sem escrever sobre nossa política pois estava aguardando resultados concretos. Claro que de concreto aqui só a barreira que separa nossos políticos e a realidade nacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Acho que nunca vi tanta corrupção e desmandos seguidos. Dilma está absolutamente perdida, mal assessorada, mal assombrada por poderes maiores do que os dela. Hoje eu tenho plena convicção que daqui a 50 anos Sarney ainda será o Presidente do Senado (ele simplesmente não morre), tenho convicção também de que a situação é irreversível. Será que há 1 mísero ministério livre da corrupção? Não. Será que há um mísero nível de governo que não está perdido em desmandos e bagunça? Não.</p>
<p style="text-align: justify;">Em São Paulo o estádio do Corinthians é mais precioso do que o bem estar do povo. O desenvolvimento de toda Zona Leste da cidade foi condicionado ao estádio. Uma piada. Ou seja, sem jogo sem hospital. Qualquer imbecil sabe que é uma desculpa para corrupção e superfaturamento. Imagino que creches não resultem no mesmo lucro.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outras sedes as obras em aeroportos / transportes e outros itens de infra-estrutura só ficarão prontos alguns anos após o início do mundial / olimpíadas. O <span style="text-decoration: underline;">PAC2</span> significa &#8220;<strong>Projeto de Aceleração da Corrupção²</strong>&#8221; e o atraso nas obras é notório. O Ministro dos Transportes caiu, outros estão para rodar e o Ministério da Pesca adquiriu status de castigo (não se comportou bem? Te coloco no ministério da pesca para você aprender). O interessante é que a Casa Civil agora trabalha em silêncio, como um filhote de cachorro e um bebê, quando eles estão quietos, boa coisa não sai.</p>
<p style="text-align: justify;">Não há esperanças para nossa democracia. É uma bagunça anárquica. As instituições não tem moral e força para se colocarem perante interesses pessoais. O Supremo é conhecido internacionalmente, agora, como um punhado de abutres sem ética (Caso Battisti). Que Lula não era inteligente (mas era muito esperto) todos sabiam, mas que o judiciário participaria da brincadeira, poucos contavam.</p>
<p style="text-align: justify;">A já denunciada no post anterior, MP527, foi aprovada novamente na noite, bem naquela calada onde não há reação. Como bandidos que atacam suas vítimas usando a escuridão como escudo e tendo guarida perante a quadrilha. O governo vence, a oposição discute, mas quem se ferra mesmo é o povo e os pagadores de impostos.</p>
<p style="text-align: justify;">A cada 1R$ desviado ou superfaturado, quantas creches, hospitais e escolas não foram construídas? A cada obra emergencial aprovada sem licitação e na surdina, quantos morrem em filas do SUS? Mas nossos políticos não tem esse coeficiente emocional, não vivem uma realidade próxima a nossa.</p>
<p style="text-align: justify;">Já pressentindo uma nova crise, estamos montando enormes reservas de dólares e aumentando os juros, afinal, o importante é frear o consumo e controlar a inflação. Ah é? Para mim o importante é que o recolhimento recorde de impostos seja reinvestido em obras fundamentais e gere algum retorno ao povo, que simplesmente sofre um estupro mensal.</p>
<p style="text-align: justify;">Não precisamos de copa ou olimpíadas. Se vamos resgatar algo dos gregos antigos, que seja o bendito déspota esclarecido, ao invés desta corja de despreparados que só almejam o poder para prejudicar a vida dos honestos. Não posso generalizar? Que pena, é um risco que eu corro com muita satisfação. POLÍTICOS SÃO SIM TODOS UNS LADRÕES SAFADOS. Os honestos que provem que estou errado, mas estão fracassando muito até agora.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca antes na história deste país&#8230; que pena que não existem mais novidades agora. Devemos mudar para : COMO SEMPRE NA HISTÓRIA DESTE PAÍS.</p>
<p style="text-align: justify;">Acabei virando religiosos pela política. Se eu fosse ateu não iria me conformar em não existir inferno ou punição cármica a estes filhos da puta.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>NOVA Ditadura no Brasil - MP 527 - Mas por métodos VELHOS</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=825</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2011 16:51:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[527]]></category>

		<category><![CDATA[corrupção]]></category>

		<category><![CDATA[ditadura]]></category>

		<category><![CDATA[Medida Provisória]]></category>

		<category><![CDATA[MP 527]]></category>

		<category><![CDATA[Sigilo]]></category>

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		<description><![CDATA[A Medida Provisória 527 aprovada no cair da noite (como nas piores conspiações / golpes) é escandalosa. É  uma carta branca para o superfaturamento ou &#8220;redistribuição da riqueza nas mãos de poucos malditos&#8221;. Nossos políticos passaram dos limites aceitávels. A imprensa estava incomodando, todos noticiando que as verbas destinadas à Copa 2014 e Olimpíadas 2016 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Medida Provisória 527 aprovada no cair da noite (como nas piores conspiações / golpes) é escandalosa. É  uma carta branca para o superfaturamento ou &#8220;redistribuição da riqueza nas mãos de poucos malditos&#8221;. Nossos políticos passaram dos limites aceitávels. A imprensa estava incomodando, todos noticiando que as verbas destinadas à Copa 2014 e Olimpíadas 2016 são o dobro das previstas em projeto.</p>
<p style="text-align: justify;">
O que procuramos agora? &#8220;Sigilo&#8221;. Tomar atitudes na escuridão das catacumbas contáveis indecifráveis no futuro. Não saberemos nunca na realidade o quanto foi gasto por quem em qual obra. TUDO será superfaturado para enriquecimento ilícito. EU ACUSO, se quiser, me processem, mas em &#8220;segredo de justiça&#8221; por favor.</p>
<p style="text-align: justify;">
Já fomos humilhados pela imprensa internacional, especialmente em Londres (BBC), que publicou uma tese (que agora comprova-se real) de que as escolhas de Brasil, Rússia e Quatar foi uma projeção de poder da FIFA, já que poderia manipular a legislação e interesses nessas terras sem lei. O Brasil já abriu as pernas e nossos nobres Depurados Federais venderam a alma porcausa destas porcarias de jogos. Como sou de São Paulo, posso dizer que o Estado está vendido. Kassab já abriu mão da resistência em colocar verba pública no Itaquerão, mas Alckmin ainda tenta segurar a onda. Será inútil.</p>
<p style="text-align: justify;">
Nossos deputados, nobres e demoníacos dirigentes abriram as porteiras de uma ditadura constitucional, modelo dos mais perigosos. Tudo o que é favorável ao sigilo está sendo aplicado de forma descarada. Nós, otários, discutindo a abertura e revelação dos documentos da época da ditadura; e o governo e seus aliados pensando em tornar até o futuro sigiloso. Como somos inocentes, como cordeiros no abate. Segue abaixo os nobres representantes dessa masmorra que aprovaram a MP527. Não tenho dúvida que o senado passará. Afinal, temos uma equação bem simples:</p>
<p style="text-align: justify;">(GOVERNO + GOVERNO + GOVERNO) - oposição = DITADURA CONSTITUCIONAL</p>
<p style="text-align: justify;">Que saudades das cédulas, onde votavam no Mussum, Zacarias, Pelé e Garrincha. Hoje somos obrigados a escolher entre vagabundos, analfabetos, corruptos e malditos, além de alguns &#8220;representantes divinos&#8221; bem frequentadores do segundo subsolo (inferno). Dilminhaaaa, eu sei que você está envolvida&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam os nomes abaixo e, se votou neles, se arrependa pois cavou o próprio túmulo. VOCÊ PAGA A PORCARIA DA CONTA:</p>
<p style="text-align: justify;">DEM<br />
Fernando Torres BA<br />
Jairo Ataide MG<br />
Paulo Magalhães BA</p>
<p>PC do B<br />
Alice Portugal BA<br />
Assis Melo RS<br />
Chico Lopes CE<br />
Daniel Almeida BA<br />
Edson Pimenta BA<br />
Evandro Milhomen AP<br />
Jandira Feghali RJ<br />
Jô Moraes MG<br />
João Ananias CE<br />
Luciana Santos PE<br />
Osmar Júnior PI</p>
<p>PDT<br />
André Figueiredo CE<br />
Ângelo Agnolin TO<br />
Brizola Neto RJ<br />
Damião Feliciano PB<br />
Flávia Morais GO<br />
Giovani Cherini RS<br />
Giovanni Queiroz PA<br />
José Carlos Araújo BA<br />
Manato ES<br />
Marcelo Matos RJ<br />
Oziel Oliveira BA<br />
Paulo Pereira da Silva SP<br />
Salvador Zimbaldi SP<br />
Vieira da Cunha RS<br />
Zé Silva MG</p>
<p>PHS<br />
Felipe Bornier RJ<br />
José Humberto MG</p>
<p>PMDB<br />
Alberto Filho MA<br />
Alceu Moreira RS<br />
Almeida Lima SE<br />
Arthur Oliveira Maia BA<br />
Átila Lins AM<br />
Benjamin Maranhão PB<br />
Carlos Bezerra MT<br />
Celso Maldaner SC<br />
Danilo Forte CE<br />
Edinho Araújo SP<br />
Edson Ezequiel RJ<br />
Eduardo Cunha RJ<br />
Fabio Trad MS<br />
Fátima Pelaes AP<br />
Fernando Jordão RJ<br />
Flaviano Melo AC<br />
Francisco Escórcio MA<br />
Gabriel Chalita SP<br />
Gean Loureiro SC<br />
Geraldo Resende MS<br />
Íris de Araújo GO<br />
João Arruda PR<br />
João Magalhães MG<br />
Joaquim Beltrão AL<br />
José Priante PA<br />
Júnior Coimbra TO<br />
Leandro Vilela GO<br />
Leonardo Quintão MG<br />
Luciano Moreira MA<br />
Lucio Vieira Lima BA<br />
Manoel Junior PB<br />
Marçal Filho MS<br />
Marcelo Castro PI<br />
Marinha Raupp RO<br />
Marllos Sampaio PI<br />
Mauro Lopes MG<br />
Mendes Ribeiro Filho RS<br />
Moacir Micheletto PR<br />
Nelson Bornier RJ<br />
Newton Cardoso MG<br />
Nilda Gondim PB<br />
Osmar Serraglio PR<br />
Osmar Terra RS<br />
Paulo Piau MG<br />
Pedro Chaves GO<br />
Professor Setimo MA<br />
Raimundão CE<br />
Renan Filho AL<br />
Rogério Peninha Mendonça SC<br />
Ronaldo Benedet SC<br />
Saraiva Felipe MG<br />
Teresa Surita RR<br />
Valdir Colatto SC<br />
Washington Reis RJ<br />
Wladimir Costa PA</p>
<p>PMN<br />
Dr. Carlos Alberto RJ<br />
Fábio Faria RN<br />
Jaqueline Roriz DF</p>
<p>PP<br />
Afonso Hamm RS<br />
Carlos Souza AM<br />
Cida Borghetti PR<br />
Dilceu Sperafico PR<br />
Dimas Fabiano MG<br />
Iracema Portella PI<br />
Jair Bolsonaro RJ<br />
Lázaro Botelho TO<br />
Missionário José Olimpio SP<br />
Neri Geller MT<br />
Rebecca Garcia AM<br />
Renzo Braz MG<br />
Roberto Balestra GO<br />
Roberto Britto BA<br />
Roberto Dorner MT<br />
Roberto Teixeira PE<br />
Simão Sessim RJ<br />
Toninho Pinheiro MG<br />
Vilson Covatti RS<br />
Waldir Maranhão MA<br />
Zonta SC</p>
<p>PPS<br />
César Halum TO<br />
Geraldo Thadeu MG<br />
Moreira Mendes RO</p>
<p>PR<br />
Aracely de Paula MG<br />
Davi Alves Silva Júnior MA<br />
Dr. Paulo César RJ<br />
Francisco Floriano RJ<br />
Giacobo PR<br />
Giroto MS<br />
Henrique Oliveira AM<br />
Homero Pereira MT<br />
Izalci DF<br />
José Rocha BA<br />
Liliam Sá RJ<br />
Lúcio Vale PA<br />
Maurício Quintella Lessa AL<br />
Milton Monti SP<br />
Neilton Mulim RJ<br />
Ronaldo Fonseca DF<br />
Tiririca SP<br />
Vicente Arruda CE<br />
Wellington Fagundes MT<br />
Zoinho RJ</p>
<p>PRB<br />
Acelino Popó BA<br />
Antonio Bulhões SP<br />
Cleber Verde MA<br />
George Hilton MG<br />
Heleno Silva SE<br />
Jhonatan de Jesus RR<br />
Jorge Pinheiro GO<br />
Márcio Marinho BA<br />
Otoniel Lima SP<br />
Ricardo Quirino DF<br />
Vilalba PE<br />
Vitor Paulo RJ</p>
<p>PRP<br />
Jânio Natal BA</p>
<p>PSB<br />
Alexandre Roso RS<br />
Ariosto Holanda CE<br />
Domingos Neto CE<br />
Edson Silva CE<br />
Glauber Braga RJ<br />
Jefferson Campos SP<br />
Jonas Donizette SP<br />
José Stédile RS<br />
Keiko Ota SP<br />
Laurez Moreira TO<br />
Leopoldo Meyer PR<br />
Luiz Noé RS<br />
Luiza Erundina SP<br />
Mauro Nazif RO<br />
Pastor Eurico PE<br />
Ribamar Alves MA<br />
Romário RJ<br />
Valadares Filho SE</p>
<p>PSC<br />
Andre Moura SE<br />
Carlos Eduardo Cadoca PE<br />
Deley RJ<br />
Erivelton Santana BA<br />
Filipe Pereira RJ<br />
Lauriete ES<br />
Marcelo Aguiar SP<br />
Pastor Marco Feliciano SP<br />
Ratinho Junior PR<br />
Stefano Aguiar MG</p>
<p>PSDB<br />
Alberto Mourão SP<br />
Manoel Salviano CE</p>
<p>PT<br />
Alessandro Molon RJ<br />
Amauri Teixeira BA<br />
André Vargas PR<br />
Arlindo Chinaglia SP<br />
Artur Bruno CE<br />
Assis Carvalho PI<br />
Assis do Couto PR<br />
Benedita da Silva RJ<br />
Beto Faro PA<br />
Cândido Vaccarezza SP<br />
Carlinhos Almeida SP<br />
Carlos Zarattini SP<br />
Chico D`Angelo RJ<br />
Cláudio Puty PA<br />
Dalva Figueiredo AP<br />
Décio Lima SC<br />
Devanir Ribeiro SP<br />
Domingos Dutra MA<br />
Dr. Rosinha PR<br />
Eliane Rolim RJ<br />
Erika Kokay DF<br />
Fernando Marroni RS<br />
Francisco Praciano AM<br />
Gabriel Guimarães MG<br />
Gilmar Machado MG<br />
Janete Rocha Pietá SP<br />
Jesus Rodrigues PI<br />
Jilmar Tatto SP<br />
João Paulo Lima PE<br />
José Airton CE<br />
José De Filippi SP<br />
José Guimarães CE<br />
José Mentor SP<br />
Joseph Bandeira BA<br />
Josias Gomes BA<br />
Leonardo Monteiro MG<br />
Luci Choinacki SC<br />
Luiz Alberto BA<br />
Luiz Couto PB<br />
Márcio Macêdo SE<br />
Marcon RS<br />
Marina Santanna GO<br />
Miriquinho Batista PA<br />
Nazareno Fonteles PI<br />
Nelson Pellegrino BA<br />
Newton Lima SP<br />
Odair Cunha MG<br />
Padre João MG<br />
Padre Ton RO<br />
Pedro Eugênio PE<br />
Pedro Uczai SC<br />
Policarpo DF<br />
Reginaldo Lopes MG<br />
Ricardo Berzoini SP<br />
Ronaldo Zulke RS<br />
Rubens Otoni GO<br />
Rui Costa BA<br />
Ságuas Moraes MT<br />
Sérgio Barradas Carneiro BA<br />
Sibá Machado AC<br />
Taumaturgo Lima AC<br />
Valmir Assunção BA<br />
Vander Loubet MS<br />
Vicentinho SP<br />
Waldenor Pereira BA<br />
Weliton Prado MG<br />
Zé Geraldo PA<br />
Zeca Dirceu PR</p>
<p>PTB<br />
Alex Canziani PR<br />
Arnaldo Faria de Sá SP<br />
Celia Rocha AL<br />
Danrlei De Deus Hinterholz RS<br />
Eros Biondini MG<br />
José Augusto Maia PE<br />
José Chaves PE<br />
Josué Bengtson PA<br />
Jovair Arantes GO<br />
Nilton Capixaba RO<br />
Ronaldo Nogueira RS<br />
Sabino Castelo Branco AM<br />
Sérgio Moraes RS<br />
Silvio Costa PE</p>
<p>PTC<br />
Edivaldo Holanda Junior MA</p>
<p>PT do B<br />
Lourival Mendes MA</p>
<p>PV<br />
Alfredo Sirkis RJ<br />
Fábio Ramalho MG<br />
Guilherme Mussi SP<br />
Henrique Afonso AC<br />
Lindomar Garçon RO<br />
Paulo Wagner RN<br />
Penna SP<br />
Ricardo Izar SP<br />
Roberto de Lucena SP<br />
Roberto Santiago SP<br />
Rosane Ferreira PR<br />
Sarney Filho MA</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Dona Dilma e Sigilos - Administração Batman</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jun 2011 14:43:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[collor]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[Sarney]]></category>

		<category><![CDATA[Sigilo]]></category>

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		<description><![CDATA[Dilma, ou, a mascote de Lula, acaba de quebrar uma das maiores promessas de campanha. A liberação / publicação dos papéis de governos anteriores (especialmente os da ditadura).
Sarney e Collor não poderiam estar mais felizes. Ambos possuem participação direta naquele período e protagonizaram dois governos pós-militares. Devem possuir um passado abominável para temerem tanto.
A proteção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Dilma, ou, a mascote de Lula, acaba de quebrar uma das maiores promessas de campanha. A liberação / publicação dos papéis de governos anteriores (especialmente os da ditadura).</p>
<p style="text-align: justify;">Sarney e Collor não poderiam estar mais felizes. Ambos possuem participação direta naquele período e protagonizaram dois governos pós-militares. Devem possuir um passado abominável para temerem tanto.</p>
<p style="text-align: justify;">A proteção a este tipo de sigilo é algo que me incomoda muito. Incomoda pois é politicagem barata e de quinta categoria com o povo. Quer que esqueçamos o assunto? Assunto ressucitado pela campanha marqueteira e sem vergonha da mascote, que se promoveu com a bandeira da sua luta contra a ditadura (e eu não me importo se armada ou não, se foi criminosa ou não) para demonstrar seu amor à democracia e conquistar as massas, mas que colocou como braços direitos JOSÉ SARNEY e COLLOR, acho que não poderia existir um paradoxo maior do que esse.</p>
<p style="text-align: justify;">É como se Robin comandasse Gothan e chamasse Pinguim e Coringa para ser seus ajudantes. Alfred (Palocci) foi acusado de ganhar ilicitamente mais dinheiro do que Robin e pulo fora. O que Robin fez? Chamou a mulher-gato para assumir a Casa Civil. Mas e o Batman (Lula)? Está lá, sempre presente nas sombras aconselhando sua escudeira. Às vezes deixa de ser morcego, trabalhando nas sombras, para ser uma jamanta que voa até Brasília ajudar na solução de uma crise governamental, mesmo sem ser do governo, mostrando para Robin quem é que manda naquela caverna.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, mantendo o sigilo e agrupando inimigos dos ideais, Dilma prova sua incompetência na articulação política. Ser presidente com apoio do Batman não é difícil, o problema é dobrar a oposição quando ela se encontra dentro do governo. PMDB e PT possuem um limite claro na cooperação, e mesmo toda elasticidade e maleabilidade que caracterizam o PMDB não podem ajudar. Sarney é um absolutista, não larga o poder por nada, se não como presidente, como figura proeminente nas decisões e que causa influência nos mais altos níveis do governo atual.</p>
<p style="text-align: justify;">Imaginem só o que escondem Sarney e Collor. Imaginem o que os assombra tanto. Isso só aguça mais a curiosidade de pessoas como eu, que simplesmente não ligam. Não vai mudar a minha vida ler aqueles papéis, mas vai ajudar famílias a encontrar corpos e enterrar seus mortos tanto tempo depois, vai trazer algum conforto à outros saber o destino real de seus familiares. Vai ajudar a desmascarar figuras que conseguem dormir tranquilamente com um passado execrável de mortes e corrupções. Eu não vejo um mau lado nisso.</p>
<p style="text-align: justify;">Para mim o pior é ver Batman, Robin, Pinguim e Coringa juntos em coalizão, até o ponto em que não sabemos mais quem é bandido e quem é herói.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Fraude Intelectual na UNB Denunciada</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jun 2011 18:35:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Fraude]]></category>

		<category><![CDATA[reinaldo azevedo]]></category>

		<category><![CDATA[UNB]]></category>

		<category><![CDATA[Vestibular]]></category>

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		<description><![CDATA[Denúncia do blog do Reinaldo Azevedo.  Segue abaixo título literal e link.
14/06/2011 - às 6:15
FRAUDE INTELECTUAL - Instituto do governo federal usa texto meu em concurso, faz patrulha ideológica, induz candidatos ao erro e atribui a Camões o que ele nunca escreveu. Recorram, senhores candidatos; serei testemunha!
(LINK)

Eu não saberia fazer aquela análise gramatical, está além [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Denúncia do blog do Reinaldo Azevedo.  Segue abaixo título literal e link.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #ffff00;"><em><strong>14/06/2011 - às 6:15<br />
FRAUDE INTELECTUAL - Instituto do governo federal usa texto meu em concurso, faz patrulha ideológica, induz candidatos ao erro e atribui a Camões o que ele nunca escreveu. Recorram, senhores candidatos; serei testemunha!</strong></em></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em><strong>(<a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/fraude-intelectual-instituto-do-governo-federal-usa-texto-meu-em-concurso-faz-patrulha-ideologica-induz-candidatos-ao-erro-e-atribui-a-camoes-o-que-ele-nunca-escreveu-recorram-senhores-candidato/" target="_blank">LINK</a>)<br />
</strong></em></p>
<p style="text-align: justify;">Eu não saberia fazer aquela análise gramatical, está além da minha compreensão. Mas pelos esclarecimentos prestados pelo Reinaldo, vejo um desserviço enorme na educação do país. Interpretações erradas acontecem, mas induzir alguém a erro é de uma covardia espetacular, ainda mais em um dos mais respeitados vestibulares do país.</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Minha Casa, Minha Vida - Divagações</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Jun 2011 19:31:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[governamentais]]></category>

		<category><![CDATA[Minha casa]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha Casa , Minha Vida - Talvez o maior programa de governo no quesito habitacional de todos os tempos. O que eu acho excelente. Moradia é um direito e uma dignidade que o Estado deve aos seus cidadãos (não é o caso de concordar, isso está escrito na Constituição).
Muitos ainda colocam no mesmo saco &#8220;programas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Minha Casa , Minha Vida - Talvez o maior programa de governo no quesito habitacional de todos os tempos. O que eu acho excelente. Moradia é um direito e uma dignidade que o Estado deve aos seus cidadãos (não é o caso de concordar, isso está escrito na Constituição).</p>
<p style="text-align: justify;">Muitos ainda colocam no mesmo saco &#8220;programas sociais&#8221; e &#8220;assistencialismo&#8221;. O assistencialismo é sempre visto de forma perversa, pois prende o cidadão em uma condição &#8220;X&#8221; em que ele receba alguns benefícios em troca de não progredir. Concordo que é um cenário perverso. Mas e se a evolução do cenário X fosse para ele impossível? E se para transcender a outra classe lhe fosse exigido algo que ele não pode ter / dar ?</p>
<p style="text-align: justify;">Matéria do Estadão:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong><em>Para ter imóvel do Minha Casa, famílias deixam emprego e diminuem a renda</em></strong></p>
<p>Beneficiados do programa pedem demissão para rendimento não ultrapassar limite de R$ 1.395, valor fixado em 2009 e ainda não revisto<br />
10 de junho de 2011 | 0h 00</p>
<p>Julia Duailibi - O Estado de S.Paulo</p>
<p>Beneficiários do programa Minha Casa, Minha Vida pedem demissão do trabalho para se enquadrar no limite de renda para adquirir um imóvel financiado pela Caixa Econômica Federal. Famílias que receberam ontem as chaves de seus apartamentos, em Blumenau (SC), disseram ao Estado que largaram o emprego para ter renda familiar de até R$ 1.395, teto estipulado pelo governo para obter o financiamento.</p>
<p>A presidente Dilma Rousseff esteve ontem na cidade para entregar 580 unidades do Minha Casa, Minha Vida, das quais 220 foram destinadas a pessoas que perderam suas moradias em 2008, quando parte do Estado foi devastada por fortes chuvas.</p>
<p>&#8220;Eu tive que sair do meu serviço para ter acesso a isso. Na assinatura do contrato, tive que sair do emprego&#8221;, afirmou Maria Janete da Silva, de 52 anos, que trabalhava havia 14 anos na Souza Cruz e assinou contrato com a Caixa no mês passado. Instalada numa moradia provisória, ela recebeu ontem as chaves do apartamento de 41,36 m², durante a cerimônia que contou com a participação de Dilma.</p>
<p>Janete contou que ganhava cerca de R$ 700 por mês atuando no controle de qualidade da empresa. Somando esse valor ao salário do marido, auxiliar de caminhoneiro, a renda superava o teto da Caixa. Ela optou pelo desligamento do emprego, pouco antes de apresentar a documentação ao banco.</p>
<p>&#8220;Se tivesse a carteira de trabalho, não conseguiria. A Caixa é bastante rigorosa&#8221;, disse Janete, que vive com dois netos e o marido no prédio de uma faculdade desativada, alugado pela prefeitura para abrigar 41 famílias - 14 receberam um imóvel ontem.</p>
<p>Pedir as contas. &#8220;Minha irmã também teve dificuldade. Ou separa o marido da mulher ou tem que pedir as contas do emprego&#8221;, disse Eliete Terezinha da Silva, de 36 anos, que também vive na moradia provisória. Desempregada, ela não conseguiu se enquadrar nos critérios da Caixa porque já tinha obtido financiamento para compra de um imóvel anterior.</p>
<p>Eliete disse que perdeu a casa nas chuvas de 2008 e que não tem condições financeiras de comprar outra. &#8220;Minha filha começou a trabalhar e ganha R$ 700. Se a outra começar a trabalhar, já passa o valor.&#8221;</p>
<p>De acordo com a Prefeitura de Blumenau, cerca de 20% das 2.200 pessoas que se inscreveram no Minha Casa, Minha Vida não se enquadraram nos critérios por apresentarem renda acima do limite ou por já terem recebido financiamento anterior.</p>
<p>&#8220;O programa é muito bom, mas o teto congelado (em R$ 1.395) é um problema. Se o critério fosse três salários mínimos de hoje, teria uma inclusão maior na cidade. Deveria ficar nivelado ao salário mínimo&#8221;, afirmou o secretário de Assistência Social, Mario Hildebrandt.</p>
<p>Blumenau é quarta maior economia de Santa Catarina. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a renda per capita da cidade em 2008 foi de R$ 24.958 - a média nacional, em 2009, foi de R$ 19 mil.</p>
<p>Lançado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida atende principalmente famílias que ganham até três salários mínimos. Na época de formatação do programa, o mínimo estava em R$ 465 - hoje é de R$ 545. Os R$ 1.395, no entanto, não foram corrigidos.</p>
<p>De acordo com a Caixa, em 2010, o programa recebeu R$ 37,4 bilhões, atendendo 639.983 famílias. Dilma afirmou ontem que a segunda fase do Minha Casa, Minha Vida, que será lançado neste ano, tem como meta entregar 2 milhões de casas até 2014.</p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110610/not_imp730531,0.php">http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110610/not_imp730531,0.php</a></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">?Qual será o problema em si? Como é que eu vou culpar uma família que ao invés de R$ 2.000,00 por mês pagando R$ 500,00 de aluguel, abre mão de um emprego para se enquadrar na renda e receber o que lhe é de direito? Eu acho lamentável verificar ainda algumas opiniões na internet condenando essas pessoas com argumentos do tipo: &#8220;trabalhando se ganha dinheiro para não depender de ajuda&#8221;. Claro, mas na prática, não é assim que funciona. As pessoas não tem uma renda digna, elas sobrevivem. Qualquer ajuda é bem vinda.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo peca pela sua incapacidade em verificar a realidade das coisas. Não é possível fixar diferentes faixas em diferentes regiões? Em São Paulo, onde o ganho per capita é maior do que em Natal, qual é a vantagem em se manter o nível de renda exigido igual? Ai sim obriga as pessoas a se moverem no sentido de abandonar seus postos de trabalho para se enquadrar. Ou seja, há um movimento perverso crônico no Estado, onde a população tem que se adaptar às loucuras do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é classe social, não é a questão de emprego x trabalho, o ponto aqui é o desleixo do planejamento ministerial / presidencial no trato da realidade das coisas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil precisa se adaptar à Federação que prega ser.</p>
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		<title>Dilma e a Diplomacia de Cego em Tiroteio</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Jun 2011 18:34:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<category><![CDATA[direitos humanos]]></category>

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		<description><![CDATA[
O Brasil sempre foi reconhecido por sua diplomacia impecável e posições marcantes no cenário internacional. Mas ultimamente, Rio Branco se sacode em seu túmulo. Estamos há quase uma década sem diplomacia envolvente ou objetivos estruturados e condizentes com o posicionamento de nossos discurso no sistema internacional.
Lula nos presenteou com valores dúbios e políticas de boa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-family: Helvetica;"></p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil sempre foi reconhecido por sua diplomacia impecável e posições marcantes no cenário internacional. Mas ultimamente, Rio Branco se sacode em seu túmulo. Estamos há quase uma década sem diplomacia envolvente ou objetivos estruturados e condizentes com o posicionamento de nossos discurso no sistema internacional.</p>
<p style="text-align: justify;">Lula nos presenteou com valores dúbios e políticas de boa vizinhança absurdas. Apoiar o Irã é um direito, mas apoiar os abusos do Irã não é. Não podemos ficar utilizando o termo &#8220;soberania&#8221; para afrontar a justiça de outros Estados soberanos (vide Cesare Battisti), nem utilizar essa bendita palavra para justificar absurdos comportamentais como dona Dilma está apresentando. Nunca antes na história deste blog Dilma foi atacada com veemência, mas agora será diferente.</p>
<p style="text-align: justify;">Shirin Ebadi, renomada ativista dos direitos humanos no Irã, uma das poucas vozes que ousou se levantar contra o regime de abusos, estupros, apedrejamentos, dentre outras &#8220;benesses&#8221; do governo dos Aiatolás. Ela recebeu um Nobel da Paz (aparentemente muito mais merecido do que Obama). Quando Ebadi visita o Brasil, qual o maior pedido dela? Um<span style="text-decoration: underline;"> </span><strong>ENCONTRO</strong><span style="text-decoration: underline;"> </span>com Dilma. Não é um casamento, um acordo de paz entre Estados em guerra, uma demanda de enorme esforço. Um mísero café da manhã talvez fosse suficiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o Palácio do Planalto negou esse &#8220;privilégio&#8221;. Claro, de acordo com eles, Dilma só recebe chefes de Estado / governo. Que o digam os digníssimos representantes de seus países (onde governam):</p>
<p style="text-align: justify;">- Shakira<br />
- U2<br />
- Marta da Seleção de Futebol</p>
<p style="text-align: justify;">Eu imagino que o U2 tinha muito a acrescentar na agenda política de Dilma e nas relações entre PT e PMDB, e que Shakira domine um espetacular potencial de discursos na semântica política da negociação em seu país (onde exerce cargo importante no governo). Marta joga na Suécia, onde a rainha é brasileira, mas não é ela.</p>
<p style="text-align: justify;">Desde Lula estamos acompanhando o desmanche de nossa diplomacia, cada vez mais sendo conduzida por políticos amadores de bibliotecas perdidas no esquerdismo cego pela ideologia vencida (o muro de Berlim já caiu…) e pelos corruptos de uma corja que só influencia de forma negativa as tomadas de decisões neste país. Eu nunca senti tanta vergonha em 10 anos. Recebemos ditadores sangrentos, facínoras da pior classe, abraçamos bandidos, desrespeitamos a soberania do outro, reconhecemos eleições fraudulentas, invertemos valores a nosso bel prazer e ainda queremos um assento permanente no Conselho de Segurança. É uma brincadeira, não é possível.</p>
<p style="text-align: justify;">Ebadi não teve chance. Enviaram Marco Aurélio Garcia para conversar com ela, que prontamente rejeitou a reunião. Qual o peso de Garcia em uma negociação da ONU? Qual seu papel em um eventual acordo Brasil x Irã? Qual sua postura na negociação para melhoria no tratamento dos direitos humanos naquele país?</p>
<p style="text-align: justify;">Dilma, nunca será livre. Viverá sempre sobre a sombra de Lula e seu lulismo impertinente na esfera internacional. Uma mulher que sofreu tortura nas mãos de ditadores se curvando aos interesses dos mesmos. Engraçado (?!), eu já vi esse filme, quando um PT de esquerda virou um partido de centro-direita hipócrita no poder.</p>
<p style="text-align: justify;">O Itamaraty perdeu sua autoridade para diplomacia, hoje é tudo no gabinete presidencial. Autonomia traz responsabilidade.</p>
<p></span></p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Eleições no Peru - Ollanta Humala é Eleito - 06-06-2011</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=811</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 17:59:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Eleições]]></category>

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		<category><![CDATA[mineração]]></category>

		<category><![CDATA[Peru]]></category>

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		<description><![CDATA[Se confirmada a vitória da esquerda no Peru, representada por Ollanta Humala, o mundo pode ver essa mudança por dois focos bem distintos. 1) Humala representa uma miniatura de Chávez que vai nacionalizar a produção de commodities e insumos que hoje estão nas mãos de empresas internacionals, ou; 2) Humala pode equilibrar melhor os indicadores [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Se confirmada a vitória da esquerda no Peru, representada por Ollanta Humala, o mundo pode ver essa mudança por dois focos bem distintos. 1) Humala representa uma miniatura de Chávez que vai nacionalizar a produção de commodities e insumos que hoje estão nas mãos de empresas internacionals, ou; 2) Humala pode equilibrar melhor os indicadores peruanos para que sejam pouco mais consistentes com o real objetivo de um Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">
O Peru cresce a enormes taxas, seu PIB avança à taxas chinesas na última década, mas o fato é que a população desconhece o benefício prático deste crescimento. As taxas de pobreza não caíram aos níveis devidos, a infra-estrutura básica do país não melhorou como esperado, os investimentos diretos que melhorariam substancialmente o frágil sistema social peruano também não foi visto.<br />
Quando a bolsa de valores de Lima iniciou suas operações hoje, a queda já era de 8,71%. Um devastador medo tomou conta dos investidores, afinal, poderiam perder o que foi investido em anos de negociações, caso o governo simplesmente ignore os contratos e resolva nacionalizar tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">
Dentre os setores preferidos para nacionalização, no caso peruano, destaca-se a mineração. Menina dos olhos de todos os governos, classes, organizações, desde a época da colonização. A disputa pela preservação do setor relacionado à mineração já dominou governos ditatoriais, democráticos e levou a acaloradas discussões nas câmaras legislativas. Não é de se estranhar que as baixas principais ocorreram nas empresas destes setores: Austral (-18%), Atacocha (-16%) e Volcán (-15%).</p>
<p style="text-align: justify;">
O setor de mineração é o produtor de riquezas exportadoras, um dos principais responsáveis pelo crescimento e manutenção da balança de comércio favorável da última década. O setor privado teve uma participação enorme neste quadro, e teve liberdade para agir como quis. É a perturbação deste modelo econômico liberal que Humala representa, e pode com isso colocar uma década de crescimento a perder.<br />
Muitos estão comparando a eleição dele à de Lula. O candidato peruano chegou até a divulgar uma &#8220;Carta ao Povo Peruano&#8221; com o mesmo teor que Lula passou na &#8220;Carta ao Povo Brasileiro&#8221;, salientando que respeitará os investidores e contratos assumidos, a manutenção do mercado e tudo que o liberalismo defende. No caso brasileiro, isso foi verdade, e felizmente não rompemos com modelo atual em prol de um sonho de esquerda que não se concretiza sem muito sofrimento.</p>
<p style="text-align: justify;">
Humala no entanto não pertence à corrente moderada de Lula, e sim a um esquerdismo &#8220;clássico&#8221;, herdado de um romantismo morto de décadas atrás. Ele foi eleito justamente para que a mudança se concretize. Ele sempre proclamou em eleições anteriores (quando foi candidato) que alteraria a Constituição, que nacionalizaria empresas &#8220;estratégicas&#8221; para o &#8220;povo peruano&#8221; e, o principal, sempre considerou Hugo Chávez seu padrinho político. Estamos falando de 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">
Em 2011, com terço católico na mão, com uma ajudinha ultraconservadora de Juan Cipriani, Arcebispo de Lima, com um discurso moderado (se comparado a 2006) e um sorriso no rosto, conquistou os que sonham ainda com uma redistribuição de renda (fator fundamental no plano político peruano) mas não desejavam o caos.</p>
<p style="text-align: justify;">
O Peru é um caso clássico de país que cresce muito, mas não distribui os ganhos, pois estão congelados em poucas e privadas mãos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao citar Lula e tentar copiar seu exemplo, Humala esquece de um fato importante, Lula tinha um expressivo suporte popular que sustentou seu mandato durante diversas crises absurdas, coisa que ele não terá no Peru. Lula teve um pacto com o setor privado que o levou a negar tudo o que sempre defendeu e acreditou até hoje em prol de governabilidade e crescimento, em suma, traiu seus mais fanáticos seguidores da velha guarda, e por isso perdeu um sustentáculo importante na ideologia.</p>
<p style="text-align: justify;">
Será que Humala tem essa força? A apuração não terminou, mas me parece um resultado que mostra a divisão na sociedade peruana. No entanto, ele contou com a ajuda de importantes marqueteiros políticos que ajudaram na eleição de Lula (Luis Favre e Valdemir Garreta - ambos ligados ao PT). Aliança estratégica? Acho que não.</p>
<p style="text-align: justify;">O setor privado pode conviver com um governo de esquerda, desde que a moderação se mantenha e as liberdades sejam respeitadas. Mas um governo de esquerda também pode conviver com o setor privado, desde que este último abra mão de algumas prerrogativas importantes para que a redistribuição de renda aconteça.</p>
<p style="text-align: justify;">Se Humala conseguir distribuir renda, equilibrando seus interesses aos do setor privado, haverá a oportunidade de finalmente o Peru ascender como player regional importante, condição que muitas vezes lhe foi negada pelo esquecimento com que a soberba de Brasil, Argentina e Chile tratam seus vizinhos.  Quem sabe o Peru possua a virtude que falta a seus vizinhos&#8230;</p>
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		<title>Estupro como Arma de Guerra</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Jun 2011 17:18:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Há alguns dias foi noticiado que Kadafi ordenou estupros em massa na Líbia, especialmente nas cidades dominadas (e que outrora se rebelaram) e nas cidades que estão sendo tomadas ao longo do tempo. As notícias dão conta ainda de recompensas em dinheiro por quantidade de mulheres / crianças estupradas.

Na literatura internacional temos vários estudos sobre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há alguns dias foi noticiado que Kadafi ordenou estupros em massa na Líbia, especialmente nas cidades dominadas (e que outrora se rebelaram) e nas cidades que estão sendo tomadas ao longo do tempo. As notícias dão conta ainda de recompensas em dinheiro por quantidade de mulheres / crianças estupradas.</p>
<p style="text-align: justify;">
Na literatura internacional temos vários estudos sobre esta prática absurda e condenável sobre qualquer ponto de vista racional ou razoável. Mas não é uma novidade inventada por Kadafi. Soldados alemães nazistas, soviéticos estalinistas, americanos no Afeganistão e Iraque, americanos nas bases ocupadas (até hoje) no Japão - Okinawa, Israelenses na Palestina, Integrantes do Hamas em mulheres israelenses, são só alguns exemplos. O mais recente pré-Kadafi foi na Bósnia, onde generais sérios comandaram massacres e estupros em massa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas qual o real ponto em se fazer isso? O estupro é uma arma de guerra muito efetiva. Custo zero, traumas psicológicos que perduram gerações, uma efetividade absurda de rebeldes / inimigos que abandonam a causa devido aos problemas criados em suas próprias casas, extermínio de qualquer estima que havia entre as tropas (pois suas famílias estão despedaçadas) e há um agravante ainda maior quando trata-se de muçulmanos(as), que é a ruptura do laço de família por interpretações tortas do conceito de adultério.</p>
<p style="text-align: justify;">
Muitos rebeldes na Líbia estão se casando com vítimas de estupro para tentar esconder / apagar esta chaga, se não da própria mente de quem sofreu, do estigma social que seria criado caso viesse a público. Há tribunais no Paquistão que condenaram mulheres estupradas apenas por &#8220;permitirem o ato&#8221; ou pela repulsa que causam na sociedade. Ou seja, não basta a mulher / criança ser estuprada e ter seu psicológico despedaçado, ainda são condenadas!</p>
<p style="text-align: justify;">
Talvez o estupro seja sim a arma de guerra mais efetiva. Afinal, toda arma que produz um efeito em massa de terror e pânico influencia o resultado de uma guerra. Mas é tão covarde que gera relutância até nos piores líderes. Kadafi se superou desta vez, e tomara que seja punido de acordo. Talvez um tribunal penal internacional seja perda de tempo, sua efetividade é discutível e ele provavelmente seguirá o exemplo de Slobodan Milosevic e morrerá esperando. Seus assessores podem envenená-lo a vontade. O direito internacional também não prevê uma boa solução e eu não sou necessariamente favorável a um exílio luxuoso no Mediterrâneo como teve Baby Doc.</p>
<p style="text-align: justify;">
Tomara que os rebeldes prendam esse animal, com a mesma fúria que ele usou para ordenar a dissolução de suas famílias, e que na cadeia ele enfrente de cara limpa toda a desumanidade com que tratou seus prisioneiros nas últimas três décadas.</p>
<p style="text-align: justify;">
Tomara também que as forças internacionais não tenham a covardia que tiveram os EUA quando lidaram com o corpo de Bin Laden. Prendam Kadafi! Julguem Kadafi! Mostrem a ele que valores podem ser praticados de forma menos hipócrita, mas no caso ocidental, nunca livre dela.</p>
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		<title>ALERTA - FARC / VENEZUELA / EQUADOR E BRASIL !!!</title>
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		<pubDate>Thu, 12 May 2011 08:40:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O IISS - International Institute for Strategic Studies lançou em 10/maio o paper: The FARC Files: Venezuela, Ecuador and the Secret Archive of ?&#8217;Raúl Reyes&#8217; (link para um sumário), que vem comprovar o que já foi dito inúmeras vezes neste blog e que é um consenso entre especialistas, de que as FARC só sobrevivem ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O IISS - International Institute for Strategic Studies lançou em 10/maio o paper: <em>The FARC Files: Venezuela, Ecuador and the Secret Archive of ?&#8217;Raúl Reyes&#8217;</em> (<a href="http://www.iiss.org/publications/strategic-dossiers/the-farc-files-venezuela-ecuador-and-the-secret-archive-of-ral-reyes/" target="_blank">link para um sumário</a>), que vem comprovar o que já foi dito inúmeras vezes neste blog e que é um consenso entre especialistas, de que as FARC só sobrevivem ao governo colombiano por ajuda externa. Segue abaixo um post feito pelo Reinaldo Azevedo<a href="http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/farc-chavez-e-correa-juntos-ou-uma-penca-de-brasileiros-estava-nos-arquivos-de-narcoterrorista/" target="_blank"> aqui</a>, que serve como um alerta a todos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">11/05/2011 às 6:41<br />
<strong>Farc, Chávez e Correa juntos! Ou: Uma penca de brasileiros estava nos arquivos de narcoterrorista</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
O material divulgado pelo respeitadíssimo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês), da Inglaterra, não deixa a menor dúvida: Hugo Chávez, presidente da Venezuela, e Rafael Correa, presidente do Equador, mantiveram e mantêm relações umbilicais com os terroristas das Farc. Para os leitores deste blog, evidentemente, isso não é nenhuma novidade. O Beiçola de Caracas permitiu que os narcoterroristas operassem em território venezuelano e lhes prometeu US$ 300 milhões. Pediu ainda que os facínoras treinassem milícias paramilitares para defender o seu governo. Correa aceitou dinheiro dos bandoleiros para financiar a sua campanha presidencial, em 2006.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso tudo saiu depois de exaustivos estudos do material que estava nos laptops e nos disquetes de Raúl Reyes, o terrorista pançudo — lembram-se? — que havia montado uma base de operações no Equador, com o consentimento do “financiado” Correa. Ainda anteontem lembrei o caso: a Colômbia “invadiu” o território equatoriano, passou fogo nos facínoras e se apossou dos arquivos de Reyes. Submetido à perícia da Interpol, confirmou-se que eles não haviam sido manipulados.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso dá conta do pântano em que se meteu o governo Lula, que liderou na OEA os esforços para condenar a Colômbia. Marco Aurélio Top Top Garcia, o Rei do Tártaro, era o mais assanhado para punir o governo colombiano. Em  entrevista ao jornal francês Le Figaro, em março de 2008, disse que o governo brasileiro era neutro sobre o caráter terrorista das Farc e previu que a Colômbia ficaria isolada na América Latina. O Rei do Tártaro estava empenhado em punir as vítimas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil aparece no relatório como um dos países que acabaram enredados nas tramóias entre as Farc e Hugo Chávez. Enredados? Não! O governo Lula e os petistas foram membros ativos da lambança. Como esquecer o inesquecível Garcia, com seu chapéu Panamá, no meio da mata, indo “resgatar” reféns em operações patrocinadas por Hugo Chávez? Vale dizer: o canalha sustentava a bandidagem para posar de libertador de suas vítimas, tendo os brasileiros como coadjuvantes. Quando armas do Exército venezuelano foram encontradas com os narcoterroritas, o que o próprio Chávez admitiu, o megalonanico Celso Amorim afirmou que não havia provas.</p>
<p style="text-align: justify;">Fórum de São Paulo<br />
Tudo muito explicável no fim das contas. Chávez e Raúl Reyes, segundo depoimento do próprio ditador da Venezuela, cujo filme já publiquei aqui, viram-se pela primeira vez no Fórum de São Paulo, de que Lula e Fidel Castro são fundadores. As Farc eram companheiras dos petistas na entidade — oficialmente, estão fora, coisa em que ninguém acredita. O secretário-geral do Fórum, hoje, é o petista Valter Pomar, membro do diretório nacional do PT e ex-secretário de Relações Internacionais do partido.</p>
<p style="text-align: justify;">É o fórum que coordena a “esquerdização” da América Latina. Rafael Correa e Evo Morales foram eleitos com o apoio de Lula; o candidato do grupo no Peru, hoje, é Ollanta Humala. Seus “marqueteiros” são o próprio Pomar e, pasmem!, Luís Favre (ex-Marta Suplicy). A alternativa é Keiko Fujimori, e a melhor saída, o aeroporto… Essa gente é fiel. A posição inflexível do Brasil na defesa do golpista Manuel Zelaya, em Honduras, é parte de uma estratégia dos petistas para a América Latina. Há divergências com Chávez e coisa e tal? Muitas! No essencial, estão juntos.</p>
<p style="text-align: justify;">De volta ao material<br />
O material examinado pelo IISS é rico em referências também ao Brasil, não só à Venezuela e à Colômbia. No dia 31 de julho de 2008, a revista colombiana Cambio publicou uma reportagem em que afirmava que a presença das Farc no Brasil “chegou até as mais altas esferas” do governo brasileiro, ao PT, a líderes políticos e ao Poder Judiciário.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos e-mails de “Reyes” — cujo nome verdadeiro era Luis Edgar Devia — são mencionados “cinco ministros, um procurador-geral, um assessor especial da Presidência, um vice-ministro, cinco deputados, um vereador e um juiz superior” brasileiros. Algumas mensagens foram escritas durante o processo de paz da Colômbia, entre 1998 e 2002, “e envolvem um prestigioso juiz e um alto ex-oficial das Forças Armadas brasileiras”. A mesma reportagem diz que “a expansão das Farc na América Latina não incluiu apenas funcionários dos governos de Venezuela e Equador, mas também importantes dirigentes, políticos e altos membros do PT”.</p>
<p style="text-align: justify;">A “Cambio” cita o ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu; o ex-ministro de Ciência e Tecnologia Roberto Amaral; a então deputada distrital Erika Kokay (PT); o chefe de Gabinete da Presidência da República na gestão Lula, Gilberto Carvalho, hoje secretário-geral da Presidência; o então ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim; o Top Top Garcia;  o à época subsecretário de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, Perly Cipriano; Paulo Vannuchi, então ministro dos Direitos Humanos e hoje organizador do Instituto Lula, além do assessor presidencial  do governo Lula, Selvino Heck.</p>
<p style="text-align: justify;">A revista afirmou que teve acesso a 85 e-mails de “Reyes” entre fevereiro de 1999 e fevereiro de 2008 enviados e respondidos pelo líder máximo das Farc, “Manuel Marulanda”, ou “Tirofijo”, cujo nome verdadeiro era Pedro Antonio Marín. Ainda segundo a “Cambio”, há mensagens de “Reyes” para o chefe militar das Farc, “Mono Jojoy” (cujo nome verdadeiro é Jorge Briceño), para Francisco Antonio Cadena Collazos (conhecido como padre Olivério Medina e também “Cura Camilo”), que atua como delegado das Farc no Brasil, e de todos eles para dois homens identificados como “Hermes” e “José Luis”.</p>
<p style="text-align: justify;">“Cura Camilo”, preso em São Paulo em agosto de 2005, vivia no Brasil havia oito anos e foi beneficiado com uma proteção especial por ser casado com uma brasileira. Em 2006, o Comitê Nacional para Refugiados (Conare) concedeu a “Cura Camilo” o status de refugiado, decisão que pesou bastante para o Supremo Tribunal Federal (STF) negar seu pedido de extradição para a Colômbia. “Cura Camilo” foi “chefe de imprensa” da guerrilha colombiana no início dos frustrados diálogos de paz em San Vicente del Caguán. O LEITOR DEVE SE LEMBRAR QUE A ENTÃO MINISTRA DILMA ROUSSEFF TRANFERIU A MULHER DO TERRORISTA PARA O MINISTÉRIO DA PESCA, EM BRASÍLIA.</p>
<p style="text-align: justify;">O chamado “dossiê brasileiro” diz que estas mensagens “revelam a importância do Brasil na agenda externa das Farc (…) para dar suporte à estratégia continental da guerrilha”. As Farc, acrescenta a “Cambio”, aproveitaram a conjuntura criada pela chegada de Lula e do PT ao poder para alcançar “as mais altas esferas do governo”.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso aí, leitor! Ao longo dia, cumpre lembrar outras intimidades entre todos esses patriotas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por Reinaldo Azevedo</p>
</blockquote>
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		<title>Capitão América, Bin Laden e Valores</title>
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		<pubDate>Tue, 03 May 2011 05:37:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Obama anunciou em 01/05/2011 a morte de Osama Bin Laden.
Todo o discurso está disponível na íntegra, no texto anterior. Foi realmente uma data histórica para os Estados Unidos da América. Foi comemorado nas ruas e festejado por vários governos em todo o mundo. Muitos deles, sem ligação alguma com a guerra ao terror.
Mas o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Obama anunciou em 01/05/2011 a morte de Osama Bin Laden.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo o discurso está disponível na íntegra, no texto anterior. Foi realmente uma data histórica para os Estados Unidos da América. Foi comemorado nas ruas e festejado por vários governos em todo o mundo. Muitos deles, sem ligação alguma com a guerra ao terror.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o que me assombra de fato, é como o cinismo hipócrita domina as mentes e corações daqueles que fraquejam diante de desafios democráticos. Tal qual faria Capitão América, o exército americano destruiu o esconderijo e executou Bin Laden, justamente aquele que mais merecia um julgamento dentro dos Estados Unidos, utilizando métodos americanos que tanto brilham na opulência de sua democracia. Mas não, Capitão América recorreu aos métodos bárbaros. Nada diferente do que fazem na Al-Qaeda. Nada diferente de como fariam os iranianos. Nada diferente do que faria o Hamas ou o exército israelense.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, os Estados Unidos abriram mão de conduzir um processo de julgamento democrático, que provaria a culpa de Bin Laden perante o mundo e traria um senso de justiça capaz de atingir alguns radicais e demonstrar como funciona um sistema democrático. Seria uma demonstração absurda de superioridade e soft power. Mas não, combatemos o terror com terrorismo, e agora deu-se o início de uma guerra religiosa de fato.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“A causa da segurança de nosso país não está completa. Mas, esta noite, mais uma vez lembramos que os Estados Unidos podem fazer tudo a que se determinar fazer. Essa é a história de nossa história, seja a busca da prosperidade para nosso povo, ou a luta pela igualdade de todos os nossos cidadãos; nosso compromisso é lutar por nossos valores no exterior, e nossos sacrifícios é fazer do mundo um lugar mais seguro.</p>
</blockquote>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Deixem-nos lembrar de que podemos fazer essas coisas não apenas por riqueza e poder, mas por causa do que somos: uma nação, sob um Deus, com liberdade e justiça para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Este discurso poderia ser utilizado por Síria, Irã, Hezbollah, Hamas, qualquer um, é só retirar Deus, colocar Alá e alterar o nome do país.</p>
<p style="text-align: justify;">Obama, às vésperas de uma nova eleição, desvia a atenção dos americanos da crise econômica que assola o país, para um objetivo que perdura há quase 10 anos. Jogada de mestre.</p>
<p style="text-align: justify;">- Fato: Bin Laden poderia estar morto há muito mais tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">- Fato2: A arte da política consiste em saber o momento de jogar com as informações e ações conforme o momento. É como atirar, qualquer movimento errado transforma a caçada em tragédia, a presa escapa e seu momento de sucesso foi para o buraco.</p>
<p style="text-align: justify;">Obama demonstra um velho hábito dos americanos. Ignorar a democracia quando convém. Abster-se de aplicar medidas que comprovem sua superioridade moral em prol de aplicar uma lição nos outros. Afinal, eles são piores do que nós.</p>
<p style="text-align: justify;">O preço da morte de Bin Laden foi provar a fraqueza moral dos americanos. Um custo alto que se manifestará em alguns anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Haverá retaliação? Com certeza. E a retaliação da retaliação terá que vir com mais barbárie. A tão bendita civilização ocidental com seus valores e modos de agir sucumbiu ao terror.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">“Ao ter vencido os persas, o chefe militar espartano, Pausânias, recebe o seguinte conselho de um grego: no desfecho de uma batalha precedente, os persas haviam cortado a cabeça do rei de Esparta e a tinham enfiado em um poste; para se vingar, ele deveria praticar o mesmo gesto. Com veemência, Pausânias rejeita essa sugestão: ‘Tal ato convém melhor a bárbaros que a gregos; mas, até mesmo, entre os bárbaros, nós o reprovamos’(&#8230;) Na reunúncia a imitar seus inimigos, mostrando-lhes que ele pode vencê-los no terreno que é o deles – ou seja, o da violência – Pausânias abandona a relação de rivalidade e comporta-se como pessoa civilizada” (Tzvetan Todorov - O Medo dos Bárbaros [Para além do choque de civilizações] - Editora Vozes - 2010, página 28)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Onde estará o Pausânias dos Estados Unidos? Por que deixar-se levar desta forma pelo terror?</p>
<p style="text-align: justify;">Um jogador de basquete chamado Chris Douglas Roberts to Milwaukee Bucks teve a visão que faltou a muitos políticos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">O atleta comentou em seu Twitter a respeito das multidões que estavam na frente da Casa Branca, celebrando o assassinato.</p>
<p style="text-align: justify;">- Isto é uma celebração?. Seria isto o início de uma grande guerra religiosa? Espero que não, balanço a minha cabeça.</p>
<p style="text-align: justify;">Em seguida, sendo vítima de muitas críticas e atacado por muitos seguidores, o jogador desabafou.</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu sou o idiota? Você é cristão. Deus ficaria feliz com você comemorando a morte? Foram necessárias 919.967 mortes para matar este cara. Foram necessários dez anos e duas guerras para matar este cara. Nos custou aproximadamente US$ 1.188.263.000.000 [R$ 1,9 trilhões, aproximadamente] para matar este cara. Mas estamos vencendo (sarcasmo).</p>
<p style="text-align: justify;">(link: http://esportes.r7.com/esportes-olimpicos/noticias/jogador-da-nba-ataca-americanos-por-comemorarem-morte-de-bin-laden-20110502.html)</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">No final, Bin Laden, infelizmente venceu o já infeliz Capitão América.</p>
<div style="text-align: justify;"></div>
]]></content:encoded>
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		<title>Bin Laden Morre - Discurso de Obama</title>
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		<pubDate>Mon, 02 May 2011 19:18:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Segue abaixo o discurso de Obama, na íntegra, sobre a morte de Bin Laden
___________________________________________________________________________

&#8220;Boa noite. Esta noite, posso informar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da al-Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Segue abaixo o discurso de Obama, na íntegra, sobre a morte de Bin Laden</p>
<p style="text-align: justify;">___________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">&#8220;Boa noite. Esta noite, posso informar ao povo americano e ao mundo que os Estados Unidos conduziram uma operação que matou Osama bin Laden, o líder da al-Qaeda, e um terrorista que é responsável pelo assassinato de milhares de homens, mulheres e crianças inocentes.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Foi há quase 10 anos que um brilhante dia de setembro foi obscurecido pelo pior ataque contra o povo americano em nossa história. As imagens do 11/9 estão gravadas em nossa memória nacional&#8230; aviões sequestrados atravessando um céu nublado de setembro; as Torres Gêmeas desabando; a fumaça negra sobre o Pentágono; os destroços do voo 93 em Shanksville, Pennsylvania, onde as ações de cidadãos heroicos nos salvaram de mais dor e destruição.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;E mesmo assim sabemos que as piores imagens são aquelas que não são vistas pelo mundo. O lugar vazio na mesa de jantar. Crianças que foram forçadas a crescer sem sua mãe ou seu pai. Pais que nunca mais conheceram o sentimento do abraço de seus filhos. Cerca de 3 mil cidadãos tirados de nós, deixando um buraco em nossos corações.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Em 11 de setembro de 2001, em nosso luto, o povo americano se uniu. Oferecemos aos nossos vizinhos nossa mão, e oferecemos aos feridos o nosso sangue. Reafirmamos nossos laços e nosso amor enquanto comunidade e país. Naquele dia, não importava de onde viemos, para que Deus oremos, ou a que raça ou etnia pertençamos, estávamos unidos como uma família americana.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Estávamos também unidos em nossa determinação de proteger nossa nação e trazer as pessoas que cometeram esse terrível ataque ante a justiça. Rapidamente ficamos sabendo que os ataques do 11/9 foram realizados pela al-Qaeda - uma organização chefiada por Osama bin Laden, em guerra declarada contra os Estados Unidos e que estava comprometida em matar inocentes em nosso país e em todo o globo. E fomos levados a uma guerra contra a al-Qaeda para proteger nossos cidadãos, nossos amigos e nossos aliados.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Nos últimos 10 anos, graças ao trabalho incansável e heroico de nossos profissionais militares e contraterrorismo, conseguimos grandes avanços nesse esforço. Impedimos ataques terroristas e fortalecemos as defesas de nossa nação. No Afeganistão, removemos o governo talibã, que deu proteção e apoio a Bin Laden. E por todo o planeta, trabalhamos com nossos amigos e aliados para capturar e matar os terroristas da al-Qaeda, incluindo vários que fizeram parte do complô do 11/9.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Mesmo assim Osama bin Laden evitou a captura e escapou através da fronteira do Afeganistão com o Paquistão. Enquanto isso, a al-Qaeda continuava a operar ao longo dessa fronteira e através de seus associados através do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;E logo depois que assumi o governo, determinei a Leon Panetta, diretor da CIA, que a morte ou captura de Bin Laden seria a prioridade nossa guerra contra a al-Qaeda, enquanto prosseguíamos em nossos esforços no exterior para impedir, desmantelar e derrotar sua rede.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Então, em agosto passado, depois de anos de um trabalho minucioso de nossa comunidade de inteligência, fui informado de uma possível pista que levava a Bin Laden. E levou muitos meses para acabar com essa ameaça. Encontrei-me repetidamente com minha equipe de segurança nacional enquanto obtínhamos sobre a possibilidade de que havíamos localizado Bin Laden escondido num complexo no interior do Paquistão. E, finamente, na semana passada, determinei que tínhamos informações suficientes para agir, e autorizei uma operação para capturar Osama bin Laden e levá-lo ante a justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Hoje, sob minha direção, os Estados Unidos lançaram uma operação contra aquele complexo em Abbottabad, Paquistão. Uma equipe de americanos conduziu a operação com extraordinária coragem e capacidade. Nenhum americano ficou ferido. Eles tiveram o cuidado de evitar vítimas civis. Depois de um tiroteio, eles mataram Osama bin Laden e assumiram a custódia de seu corpo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Por quase duas décadas, Bin Laden foi o líder e o símbolo da al-Qaeda, e continuou a planejar ataques contra nosso país e nossos amigos e aliados. A morte de Bin Laden marcara o êxito mais significativo até o momento nos esforços de nosso país em derrotar a Al-Qaeda.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;E ainda sua morte não marca o fim de nosso esforço. Não há dúvidas de que a al-Qaeda continuará a tentar ataques contra nós. Devemos - e iremos - permanecer vigilantes em casa e no exterior.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Devemos também reafirmar que os Estados Unidos não estão - e nunca estarão - em guerra contra o Islã. Já esclarecemos, como o presidente Bush o fez logo depois do 11/9, que nossa guerra não é contra o Islã. Bin Laden não era um líder muçulmano; ele era um assassino em massa de muçulmanos. De fato, a al-Qaeda assassinou milhares de muçulmanos em vários países, incluindo o nosso. Por isso seu desaparecimento deve ser bem recebido por todos que acreditam na paz e na dignidade humanas.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Através dos anos, repetidamente deixei claro que adotaríamos uma ação no Paquistão se soubéssemos onde Bin Laden estava. Foi isso o que fizemos. Mas é importante notar que nossa cooperação contraterrorismo com o Paquistão nos ajudou a nos levar a Bin Laden e ao complexo onde ele se escondia. De fato, Bin Laden também declarou guerra contra o Paquistão e ordenou ataques contra o povo paquistanês.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Esta noite, liguei para o presidente Zardari, e minha equipe também falou com seus colegas paquistaneses. Eles concordaram que esse é um dia histórico para nossas nações. E agora é essencial que o Paquistão continue unido a nós na luta contra a al-Qaeda e seus associados.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O povo americano não escolheu essa luta. Ela chegou até nós e começou com o assassinato sem sentido de nossos cidadãos. Depois de quase 10 anos de serviço, luta e sacrifício, conhecemos bem os custos da guerra. Esses esforços pesam em mim toda vez que eu, enquanto comandante-em-chefe, tenho que assinar uma carta para uma família que perdeu um ente querido, ou olhar nos olhos de um militar que ficou gravemente ferido.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Os americanos compreendem os custos da guerra. Mas, como país, jamais toleraremos que nossa segurança seja ameaçada, nem ficaremos impassíveis quando nosso povo é assassinado. Seremos incansáveis na defesa de nossos cidadãos e nossos amigos e aliados. Seremos fieis aos valores que fizeram de nós o que somos. E, em noites como esta, podemos dizer às famílias que perderam seus entes queridos para o terror da al-Qaeda: a justiça foi feita.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Esta noite, agradecemos os incontáveis profissionais da inteligência e contraterrorismo que trabalharam incansavelmente para alcançar essa vitória. O povo americano não pode ver seu trabalho, nem conhece seus nomes. Mas esta noite, eles sentem a satisfação com seu trabalho e com o resultado de sua busca por justiça.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Agradecemos aos homens que se encarregaram dessa operação, porque eles exemplificam o profissionalismo, o patriotismo e a coragem sem paralelo dessas pessoas que servem a nosso país. E elas são parte de uma geração que suportou o maior peso disso desde aquele dia de setembro.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Finalmente, deixem-me dizer às famílias que perderam entes queridos em 11/9 de que nunca esqueceremos sua perda, nem fraquejaremos em nosso compromisso de fazer tudo que pudermos para prevenir outra ataque em nosso solo.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;E, esta noite, vamos nos lembrar da sensação de unidade que predominou em 11/9. Eu sei que isso, às vezes, desgasta Mas o êxito de hoje é um testamento da grandeza de nosso país e a determinação do povo americano.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;A causa da segurança de nosso país não está completa. Mas, esta noite, mais uma vez lembramos que os Estados Unidos podem fazer tudo a que se determinar fazer. Essa é a história de nossa história, seja a busca da prosperidade para nosso povo, ou a luta pela igualdade de todos os nossos cidadãos; nosso compromisso é lutar por nossos valores no exterior, e nossos sacrifícios é fazer do mundo um lugar mais seguro.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Deixem-nos lembrar de que podemos fazer essas coisas não apenas por riqueza e poder, mas por causa do que somos: uma nação, sob um Deus, com liberdade e justiça para todos.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Obrigado. Que Deus os abençoe. E que Deus abençoe os Estados Unidos da América&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">___________________________________________________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/05/o-pronunciamento-de-obama-sobre-a-morte-de-bin-laden.html" target="_blank">Link</a></p>
<div style="text-align: justify;">Como isso não é site de jornalismo, farei uma análise no próximo post.</div>
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		<title>Síria - Intervir Humanitariamente?</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Apr 2011 18:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Podemos estar novamente diante de um caso passível de intervenção &#8220;humanitária&#8221;. Até parece que o governo sírio resolveu aniquilar a população de uma hora para outra. Todos sabem que os abusos por lá não são novidade há quatro décadas. Mas aonde estava nossa indignação? Foram 40 anos para perceber que a Síria é isso aí? [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Podemos estar novamente diante de um caso passível de intervenção &#8220;humanitária&#8221;. Até parece que o governo sírio resolveu aniquilar a população de uma hora para outra. Todos sabem que os abusos por lá não são novidade há quatro décadas. Mas aonde estava nossa indignação? Foram 40 anos para perceber que a Síria é isso aí? A família Assad assassina e conspira não só nacionalmente como internacionalmente há muito tempo.</p>
<p style="text-align: justify;">É verdade que a Síria e Irã participam do financiamento de grupos terroristas? SIM. Todos sabem, mas porque tanto tempo para tomar uma atitude? Há pouco tempo houve uma reaproximação entre os sírios e os americanos, mas a diplomacia raramente consegue conter o impulso de um ditador se manter no poder. Hamas, Hezbollah, todos recebem armas / financiamento, mas algum deles está se movendo para manutenção de Assad?</p>
<p style="text-align: justify;">A Síria possui disputas em andamento com Israel e Líbano. Possui uma tradição bem grande de conspirações e atentados governamentais contra opositores. O que acendeu o pavio dos opositores? Será que é factível acreditar que uma &#8220;onda revolucionária&#8221; iniciada na Tunísia teria tanto alcance?</p>
<p style="text-align: justify;">Eu achava bobagem no início, mas já começo a me convencer de que interesses absurdos estão por trás destas atitudes. A facilidade com que o ocidente vêm lidando com os cenários pós-ditaduras no Oriente Médio e Magrebe está realmente tornando as coisas desconfortáveis. Parece que já há uma medida pronta para cada insurgência que se inicia.</p>
<p style="text-align: justify;">Percebendo que ONU / OTAN e Conselho de Segurança, por conseqüência, não conseguem mais dar conta do recado, China e Rússia se apressaram hoje em barrar qualquer medida prática (militar) a ser adotada na Síria. Sabem que serão cobradas pela sua importância e peso no sistema internacional e serão compelidas a enviar tropas / aparato em regiões de conflito. Sabem também que a coerência é importante em política, e já que o ocidente desistiu da sua (E a família real saudita está convidada para o casamento real britânico), Rússia e China não abrirão precedentes como este, já que precisam cuidar de seus próprios problemas internos.</p>
<p style="text-align: justify;">Para russos e chineses intervir na Síria seria intervir neles mesmos. Atacar o próprio povo é uma realidade naqueles dois Estados, mas isso nunca foi escondido de ninguém. Só não enxerga quem não quer. Por isso, é mais interessante fazer uma &#8220;intervenção humanitária&#8221;. Vamos proteger civis matando civis que se posicionam contra. Vamos construir acampamentos sem proteção e chamar a OTAN para bombardear posições inimigas.</p>
<p style="text-align: justify;">Um estranho xadrez fica desenhado agora. Enquanto a OTAN se expande, representando a ansiedade ocidental em abraçar mais membros, ela fica mais desorganizada. Ela ficará tão grande que perderá sua representatividade e comando. A Rússia é absolutamente contra este avanço, e a China segue os passos. Há então um novo bloco de interesses estratégicos que não se importa com os assuntos internos alheios, desde que não atrapalhem seus investimentos.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto os europeus batalham por ex-colônias, a China já desenvolveu várias com seus trabalhadores.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não desviemos o foco. A Síria é agora o real desafio para vermos até onde chega o poder ocidental de intervenção. O que acontecer lá, decide o dominó a seguir. Kadafi é difícil de cair, Assad também, mas talvez a Síria não tenha a mesma competência e sangue frio da Líbia para resistir. Mas há competência no ocidente para mais um conflito? Veremos Obama de calças curtas se explicando no Congresso?</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>ps: Estou colocando para download um <em>paper</em> interessante sobre esse financiamento do terrorismo.</strong> &#8211;&gt; <a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/artigo-periodico-iran-syria-and-political-violence.pdf">iran-syria-and-political-violence</a></p>
<p style="text-align: justify;">
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		<title>Todo Discurso é Válido na Líbia, Mas é Mais Fácil Matar Kadafi</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Apr 2011 19:11:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Foi noticiado em todo o mundo a condenações feitas pela ONU à utilização de bombas de fragmentação pela ditadura de Kadafi sobre seu povo. Acho que ninguém em sã consciência apoiaria tal medida.
No entanto, procurando entender a lógica deste conflito eu entendo que Kadafi esmagaria qualquer rebelião (como fazem os ditadores, absolutistas, seja lá como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Foi noticiado em todo o mundo a condenações feitas pela ONU à utilização de bombas de fragmentação pela ditadura de Kadafi sobre seu povo. Acho que ninguém em sã consciência apoiaria tal medida.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, procurando entender a lógica deste conflito eu entendo que Kadafi esmagaria qualquer rebelião (como fazem os ditadores, absolutistas, seja lá como queiram chamar), mas ao esmagar o grupo rebelde defendido pelo Ocidente, ele está abrindo fogo contra França, Inglaterra, Estados Unidos, Itália, etc. Justamente os que o acusaram de usar escudos humanos, fazem o mesmo, na guerra civil em que se meteram.</p>
<p style="text-align: justify;">Kadafi está em guerra contra a OTAN e o ocidente que ela representa. Os rebeldes são massa de manobra ao invés de um exército. Estão pagando o preço da irresponsabilidade ocidental.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Segundo o &#8220;Times&#8221; a revelação de que o regime usa este tipo de armamento dá mais ênfase à urgência manifestada nesta sexta-feira pela França e o Reino Unido, que pressionam a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) por mais ataques contra as forças de Gaddafi.</p>
<p>O jornal americano diz ainda que a gravidade da descoberta pode fazer os EUA repensarem sua decisão de se afastar das operações na Líbia e voltar a intensificar seus ataques.</p>
<p>(link - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/905166-onu-critica-uso-de-bombas-de-fragmentacao-por-regime-de-gaddafi.shtml)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Claro, tudo agora é motivo para aumentar a intensidade dos ataques. Na verdade o ocidente sofre uma crise de consciência enorme. Subestimou Kadafi, subestimou seu aparato militar e o próprio povo Líbio. Não aprenderam nada no Iraque e não aprendem nunca. O povo não pode ser usado de forma tão descarada por forças externas. Por que a OTAN não bombardeia logo o Kadafi? Com certeza sabem onde ele está, mas não querem ser assassinos.</p>
<p style="text-align: justify;">E a próxima benfeitoria será feita pela Itália</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Após a França e o Reino Unido anunciarem o envio de militares à Líbia para treinar os rebeldes, o governo italiano decidiu adotar medida semelhante e disse que colocará dez instrutores militares à disposição do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão dirigente da rebelião líbia.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa.</p>
<p>A decisão foi tomada após uma conversa telefônica entre o premiê italiano, Silvio Berlusconi, e seu colega britânico, David Cameron.</p>
<p>&#8220;Itália e Inglaterra têm consciência de que é preciso treinar os rebeldes, que são jovens com vontade de combater pela causa, mas sem capacidade de fazê-lo&#8221;, explicou La Russa.</p>
<p>&#8220;Vamos oferecer a eles nossos conhecimentos para que possam combater em um exército, que ao contrário do que fazem hoje é profissional&#8221;, acrescentou.</p>
<p>(link - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/905163-apos-paris-e-londres-roma-tambem-enviara-militares-a-libia.shtml)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vamos relevar o fato de a Itália não ter poderio bélico decente há décadas. Vamos também relevar o fato de Berlusconi e Kadafi serem almas gêmeas (ambos adoram orgias sexuais com menores, possuem grande participação em times italianos e grupos de comunicação). E temos uma coalizão de ocupação com as mais importantes forças da U.E.</p>
<p style="text-align: justify;">Palmas à Rússia e Alemanha que resistem bravamente ao impulso do colonialismo barato.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, disse que os bombardeios aéreos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) fazem com que os rebeldes se recusem a iniciar uma negociação com o regime de Gaddafi.</p>
<p>Ele criticou ainda as últimas medidas anunciadas pelas potências ocidentais, ao afirmar que a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou a zona de exclusão aérea sobre a Líbia e o uso de medidas para proteger os civis, &#8220;nunca incluiu ações para derrubar o regime&#8221;.</p>
<p>(link - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/905163-apos-paris-e-londres-roma-tambem-enviara-militares-a-libia.shtml)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Lavrov aliás parece ser o único que teve calma e leu a resolução da ONU. Sua interpretação é perfeita. E brotam as declarações do vice de Obama, Joe Biden, que traz um pouco mais de lucidez e bronca à discussão:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>Em declarações ao &#8220;Financial Times&#8221;, Biden disse que o problema não é a capacidade militar de outros países da Aliança mas sua vontade política.</p>
<p>&#8220;Se Deus todo-poderoso tirasse os EUA da Otan e os depositasse em Marte de modo que não pudéssemos participar (desta missão), seria estranho sugerir que a Otan e o resto do mundo não estão em condições de lidar com a Líbia&#8221;, disse o político democrata.</p>
<p>&#8220;A questão é onde pôr nossos recursos. Deveríamos empregá-los em saber tudo o que se pode saber sobre quem integra a oposição na Líbia ou dedicá-los a averiguar o máximo possível sobre o que acontece no Egito e sobre a Irmandade Muçulmana?&#8221;, disse Biden.</p>
<p>Segundo ele, a questão é se os EUA devem focar seus recursos em &#8220;Irã, Egito, Coreia do Norte, Afeganistão e Paquistão&#8221; ou prestar mais atenção à Líbia.</p>
<p>&#8220;Não podemos fazer tudo&#8221;, disse o vice-presidente americano, que acrescentou: &#8220;Está claro que a Otan tem capacidade suficiente para aplicar a resolução da ONU (sobre a Líbia), que exige oferecer algum tipo de proteção aos civis, estabelecer uma zona de exclusão aérea e prestar socorro humanitário&#8221;.</p>
<p>(link - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/905084-otan-pode-cumprir-missao-na-libia-sem-ajuda-dos-eua-diz-biden.shtml)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Falou bonito. Realmente os EUA não podem fazer tudo. O problema é que OTAN + U.E. também não. Passaram anos em utopia, gritando aos americanos sempre que algo os incomodava. Há um peso enorme na escolha das prioridades americanas, que é a exclusão do interesse dos outros.</p>
<p style="text-align: justify;">A realidade fica pouco mais tensa. Obama foi duramente questionado pelo legislativo americano, que não pega leve com o presidente só por ser de seu partido ou porque é carismático. Obama enfrentou sabatinas e teve que explicar suas posições ao vivo e sem a chance de errar. Mesmo assim, titubeou em momentos muito importantes. O que Biden trouxe ao público, é um pouco de estratégia aplicada à realidade. Os EUA não são a polícia do mundo nem podem ficar apagando incêndios. Ou entram e enforcam Kadafi ou não perdem tempo com todas as discussões que envolvem o multilateralismo e a ação.</p>
<p style="text-align: justify;">Os americanos pagaram e ainda pagam um alto preço político por ignorar os mecanismos da ONU na invasão do Iraque, e não desejam ampliar seu currículo de antipatias entre os árabes. Sabem que há uma configuração estranha se desenhando e precisam estudar o rascunho final. Há denúncias no Wikileaks sobre a CIA financiar a oposição Síria, o que não é nada novo se pensarmos os acontecimentos da última década, mas será que as coisas não fugiram ao controle?</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, a Europa possui laços no Magrebe. Precisa lidar com uma herança colonial construída à sangue. Precisa resolver o problema líbio rapidamente, se quiser escapar de ondas migratórias enormes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas como explicar aos rebeldes?  Como explicar que um plano oferecido por Kadafi, de que um cessar-fogo seria feito e eleições realizadas 6 meses depois, referendando a liderança do ditador, foi negado ? Se as eleições fossem fraudadas e se houvesse algo de sujo na história, os rebeldes pegariam em armas novamente. Mas a chance será dada? O ocidente discutirá um cessar fogo ou será que a cegueira só permitirá o fim das ações com mais rebeldes mortos e o corpo de Kadafi pendurado em um poste?</p>
<p style="text-align: justify;">OTAN, ONU, Ocidente. Todos ignoram os rebeldes. O foco é Kadafi e ele terá que morrer. Caso contrário, será uma vergonha tudo o que está acontecendo. É um problema de credibilidade e orgulho, não de capacidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para terminar, há sempre um questionamento sobre o porque de o direito internacional ser tão frágil.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>GENEBRA - A alta comissária da Organização das Nações Unidas (ONU) para os Direitos Humanos, Navi Pillay, advertiu nesta quarta-feira, 20, o presidente da Líbia, Muamar Kadafi, de que os ataques contra a população poderão ser considerados crimes de guerra.</p>
<p>(&#8230;)</p>
<p>&#8220;Pela lei internacional, o ataque deliberado a instalações médicas é um crime de guerra&#8221;, afirmou Navi em comunicado. Ela ainda lembrou que atacar deliberadamente civis ou não se prevenir para evitar esses ataques pode significar &#8220;violações sérias da lei de direitos humanos internacional ou da lei humanitária internacional&#8221;.</p>
<p>A funcionária da ONU disse que era inevitável que armas como as bombas de cacho, os múltiplos foguetes lançados e outras armas pesadas matem civis, se usadas em áreas urbanas. Ela notou que as ações das forças do governo serão investigadas pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).</p>
<p>(link - http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,ataque-de-kadafi-pode-ser-considerado-crime-de-guerra,708844,0.htm)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Posso estar sendo traído pela minha memória. Mas a coalizão de super-heróis da OTAN também acertou um hospital, com armamento aéreo e bem pesado. Quem será responsável? Podemos chamar algo de ‘efeito colateral’ ‘falha humana’ e simplesmente desistir de aplicar medidas legais porque estão lutando ao nosso lado?</p>
<p style="text-align: justify;">E desde quando a ONU versa sobre condições internas de Estados? É tudo o que China e Rússia precisavam para passar a criticar, bloquear e deslegitimar a ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">Claro que nenhum Estado-membro da OTAN será responsabilizado e julgado, afinal, montamos um arcabouço legal para os ‘selvagens’ do lado de lá. Nós sabemos como manipular a lei e torná-la nossa aliada. Acusamos, mas não aceitamos acusações. Julgamos, mas refutamos nosso julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;">É isso aí ocidente, estamos cada vez mais a caminho do buraco.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Intervenção na Líbia e a Queda das Máscaras</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=794</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 19:25:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[intervenção]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje foi publicado que a União Européia ofereceu, &#8220;gentilmente&#8221;, apoio logístico e militar à uma intervenção &#8220;humanitária&#8221; na Líbia.
Intervenção humanitária é um negócio sempre estranho. Será que era preciso mesmo? Se não houvessem bombardeado tantas posições de Kadafi haveria tantos civis em risco? Será que a coalizão protegeu os civis ou ajudou a quebrá-los ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Hoje foi publicado que a União Européia ofereceu, &#8220;gentilmente&#8221;, apoio logístico e militar à uma intervenção &#8220;humanitária&#8221; na Líbia.</p>
<p style="text-align: justify;">Intervenção humanitária é um negócio sempre estranho. Será que era preciso mesmo? Se não houvessem bombardeado tantas posições de Kadafi haveria tantos civis em risco? Será que a coalizão protegeu os civis ou ajudou a quebrá-los ainda mais sob pretexto de derrubar o ditador?</p>
<p style="text-align: justify;">Também a Grã-Bretanha hoje informou que irá enviar experientes soldados para ensinar os rebeldes, em treinamento e apoio tático. Claro, informou também que os soldados não irão combater&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo conversa mole para boi dormir. É a invasão terrestre que tem início, quebrando uma máscara e fabricando outra. Se pensassem com humanidade ao invés de intervir com humanidade, teríamos outro cenário.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre o Desarmamento - II</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=791</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=791#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Apr 2011 17:44:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Armas]]></category>

		<category><![CDATA[Desarmamento]]></category>

		<category><![CDATA[polícia Federal]]></category>

		<category><![CDATA[rearmamento]]></category>

		<category><![CDATA[Tráfego]]></category>

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		<description><![CDATA[Já cansei de dizer que proibir armas não resolve o problema da violência. Fato ? SIM.
Matéria da Folha de São Paulo de hoje (19/04/2011), disponível no LINK.

Cortes de gastos paralisam patrulhamento da PF nos rios
Economia de combustível prejudica atividades feitas por policiais em rotas de entrada de armas e drogas
GRACILIANO ROCHA DE PORTO ALEGRE
RODRIGO VARGAS ENVIADO ESPECIAL [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já cansei de dizer que proibir armas não resolve o problema da violência. Fato ? SIM.</p>
<p>Matéria da Folha de São Paulo de hoje (19/04/2011), disponível no <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/po1904201111.htm" target="_blank">LINK</a>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Cortes de gastos paralisam patrulhamento da PF nos rios</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Economia de combustível prejudica atividades feitas por policiais em rotas de entrada de armas e drogas</em></p>
<p style="text-align: justify;">GRACILIANO ROCHA DE PORTO ALEGRE</p>
<p style="text-align: justify;">RODRIGO VARGAS ENVIADO ESPECIAL A PONTA PORÃ (MS)</p>
<p style="text-align: justify;">Cortes de gastos estão paralisando os barcos da Polícia Federal responsáveis pelo patrulhamento dos rios que ficam em rotas de entrada de armas e drogas no país.</p>
<p style="text-align: justify;">A Folha revelou ontem que os cortes no Orçamento do governo têm afetado diversas ações nas fronteiras.</p>
<p style="text-align: justify;">Em Foz do Iguaçu (PR), na fronteira com Paraguai e Argentina, a Delegacia de Polícia Marítima está trabalhando com um regime de cotas de combustível que reduziu à metade, em relação ao fim de 2010, as operações de patrulhamento com 20 lanchas, segundo policiais ouvidos pela reportagem.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O rio Paraná e o lago de Itaipu são considerados zonas críticas. Como a ponte da Amizade tem uma vigilância ostensiva, criminosos cruzam o rio e o lago para escoar armas, drogas e cigarros.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">É comum a travessia ocorrer durante a madrugada em pequenas embarcações que atracam rapidamente na margem brasileira para deixar o carregamento ilegal.</p>
<p style="text-align: justify;">Um outro vazio de fiscalização está no rio Uruguai, que separa a Argentina do Rio Grande do Sul. A região é considerada pela PF um entreposto alternativo para drogas e armas ao mercado consumidor brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">Os cerca de 600 quilômetros de rio contam com a vigilância de apenas três embarcações -duas em Uruguaiana e uma em São Borja. Policiais das duas delegacias relataram à Folha que os cortes reduziram operações.</p>
<p style="text-align: justify;">O superintendente da PF no Rio Grande do Sul, Ildo Gasparetto, nega que o policiamento da fronteira seja insuficiente. Segundo ele, o trabalho de inteligência é constante e é responsável pelas apreensões feitas.</p>
<p style="text-align: justify;">PARCERIA</p>
<p style="text-align: justify;">Outra ação da PF na área de fronteira paraguaia está ameaçada. <strong>A corporação pode ter que suspender uma parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai para a eliminação de áreas de cultivo de maconha no país vizinho.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ponta Porã, cidade em Mato Grosso do Sul separada da paraguaia Pedro Juan Caballero por apenas uma avenida, lidera a apreensão de maconha no país.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Em Pedro Juan Caballero, é possível encontrar fornecedores de armas e até de explosivos plásticos, dizem os policiais. &#8220;É muito mais caro tentar apreender esses materiais quando já estão distribuídos nos grandes centros&#8221;, diz um dos agentes</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A direção da PF em Brasília disse que não iria se manifestar sobre cortes e problemas estruturais.</strong> O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, negou que o ajuste fiscal tenha &#8220;bloqueado&#8221; operações da polícia.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Câmara dos Deputados, os tucanos Duarte Nogueira (SP) e João Campos (GO) convidaram ontem o ministro a prestar esclarecimentos sobre os cortes.</p>
<p style="text-align: justify;">Colaborou KÁTIA BRASIL, de Manaus</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Trechos em negrito são meus.</p>
<p style="text-align: justify;">Então meus amigos, de que adianta proibir as armas e não fiscalizar as fronteiras? Se é de conhecimento da Polícia Federa que em Pedro Juan Caballero é possível encontrar estes fornecedores, por que não pegá-los? A quem interessa tudo isso? Ao cidadão honesto é que não é.</p>
<p style="text-align: justify;">A direção da PF em Brasília não se manifesta porque tem rabo preso na política. Sabe que ganhou muita importância e prestígio em setores importantes e agora fica de cabeça baixa em episódio vergonhoso como este.</p>
<p style="text-align: justify;">Sabemos até a localização dos problemas. Acho que o referendo sobre o desarmamento será justo quando somente for preciso se preocupar com as armas legais. As ilegais sempre vão existir e estão em todos os lugares, mas não é possível admitir que possuam tal abrangência na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">
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		</item>
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		<title>Sobre o Desarmamento - I</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Apr 2011 16:03:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[Desarmamento]]></category>

		<category><![CDATA[Luiz Flávio Borges D'Urso]]></category>

		<category><![CDATA[OAB-SP]]></category>

		<category><![CDATA[renan calheiros]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não possuo armas de fogo. Não tenho porte e nem tenho interesse.
Também fiquei chocado com a tragédia do Rio. Achei um absurdo, desumano, incompreensível e animalesco.
Mas não sou a favor do desarmamento. Vi na Folha de 16/04/2011 que não estou sozinho:


TENDÊNCIAS/DEBATES
O país deve promover um plebiscito sobre a proibição da venda de armas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Eu não possuo armas de fogo. Não tenho porte e nem tenho interesse.</p>
<p style="text-align: justify;">Também fiquei chocado com a tragédia do Rio. Achei um absurdo, desumano, incompreensível e animalesco.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não sou a favor do desarmamento. Vi na Folha de 16/04/2011 que não estou sozinho:</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O país deve promover um plebiscito sobre a proibição da venda de armas de fogo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>NÃO</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Consulta não será remédio para a violência</p>
<p style="text-align: justify;">LUIZ FLÁVIO BORGES D&#8217;URSO</p>
<p style="text-align: justify;">O massacre covarde de crianças indefesas dentro da escola pública Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, mereceu o repúdio de todos os brasileiros e abriu um importante debate sobre a necessidade de a sociedade buscar respostas que possam aplacar esta dor, motivada por uma brutalidade tão desmedida.</p>
<p style="text-align: justify;">O debate sobre o desarmamento é importante e a nova campanha para desarmar o povo brasileiro, proposta pelo ministro da Justiça, deve ter um impacto positivo na população, principalmente porque não se resume a uma edição episódica, mas ganhará caráter permanente, contando desde já com nosso apoio. Nesse esforço, talvez consigamos retirar de circulação milhares -talvez milhões- de armas de fogo que servem apenas para municiar os criminosos.</p>
<p style="text-align: justify;">De acordo com o que se apurou até o momento, uma das armas utilizadas pelo assassino das crianças no Rio de Janeiro estava entre as roubadas de civis, a demonstrar que o país ainda carece de medidas adicionais às previstas no Estatuto do Desarmamento para controlar de forma mais eficaz o registro e o porte de armas de fogo. Atualmente, o Brasil tem em circulação 16 milhões de armas, sendo que 14,5 milhões estão nas mãos de civis.</p>
<p style="text-align: justify;">Historicamente, a Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional de São Paulo sempre trabalhou pelo desarmamento da população, promovendo inúmeras campanhas nesse sentido, por acreditar na sua efetividade e na construção de futuro de paz para o povo brasileiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A primeira de uma série de campanhas ocorreu no ano de 1996, e buscava conscientizar e educar a população sobre os riscos de se possuir armas dentro de casa.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2005, o povo brasileiro foi ouvido sobre o comércio de armas de fogo por meio da maior consulta popular de sua história, da qual participaram quase 100 milhões de cidadãos, que majoritariamente decidiram pela manutenção da venda de armas de fogo. O resultado foi surpreendente, uma vez que as pesquisas de opinião davam ampla vitória à proibição do comércio de armas e munição.</p>
<p style="text-align: justify;">Agora, sob o impacto da brutalidade do massacre dos estudantes no Rio de Janeiro, propõe-se um novo plebiscito, formulando a mesma pergunta ao povo brasileiro em um espaço de tempo de apenas seis anos, o que não se justifica.</p>
<p style="text-align: justify;">Entendo, também, que uma nova consulta popular não será o remédio tão esperado para combater os males decorrentes da violência, que cresce, toma novas formas e, muitas vezes, nos deixa perplexos diante de um ato de barbárie que até então desconhecíamos, perpetrado pelo fácil acesso a uma arma de fogo, ceifando vidas inocentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, os recursos para uma nova consulta -a anterior custou R$ 250 milhões- poderiam ser aplicados em outras áreas mais prioritárias para o país, como a própria segurança pública, no setor de inteligência e de prevenção ao crime, para equipar melhor as polícias federal e estaduais e combater o ingresso de armas ilegais.</p>
<p style="text-align: justify;">Temos, sim, de encontrar respostas para o massacre das crianças no Rio de Janeiro, para a banalização da violência, para as mídias que nos colocam entre os países em que mais se morre por arma de fogo; mas isso terá de ser feito por políticas públicas voltadas à segurança pública e pelo envolvimento consciente da sociedade nesse ideal de desarmamento e pela paz.</p>
<p style="text-align: justify;">LUIZ FLÁVIO BORGES D&#8217;URSO, advogado criminalista, mestre e doutor em direito penal pela USP, professor honoris causa da FMU, é presidente da OAB-SP (seccional paulista do Ordem dos Advogados do Brasil).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Este texto está disponível na edição impressa do jornal ou no UOL / FOLHA para quem é assinante no <a title="Tendências / Debates - D'Urso" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1604201107.htm" target="_blank">LINK</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu já vi várias posições do D&#8217;Urso das quais discordei. Mas nessa, eu não poderia ter feito melhor. Eu só acrescentaria que:</p>
<p style="text-align: justify;">- Eu tenho a mais absoluta convicção de que a maioria dos crimes com arma de fogo acontece pelo elevadíssimo número de armas ilegais decorrentes do tráfego que temos no Brasil (Não é uma particularidade carioca);<br />
- A culpa NÃO é do povo. A violência, seja lá qual a causa escolhida, deve ser combatida e solucionada pelo governo e seu aparato policial.</p>
<p style="text-align: justify;">Nós temos uma mania imbecil de punir a população por algo que não fizeram. <strong><span style="text-decoration: underline;">NÃO É CULPA MINHA</span></strong> o massacre no Rio. Se Wellington não tivesse armas de fogo, ele o faria com facas, tesouras, pasta de dente, caneta, seja lá o que estivesse em sua mão. E vamos proibir materiais cortantes também? Todos seremos reduzidos à infância ? Facas de churrasco precisarão de atestado psiquiátrico?</p>
<p style="text-align: justify;">Tenham dó. Eu não aceito o gasto do referendo, não me conformo com a politicagem desenvolvida por aqueles que deveriam promover medidas práticas e abrangentes para coibir a ilegalidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Nunca antes na história deste país eu fui tão culpado por algo que não fiz.</p>
<p style="text-align: justify;">Na coluna seguinte, da mesma edição, a posição de Renan Calheiros:</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>TENDÊNCIAS/DEBATES</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O país deve promover um plebiscito sobre a proibição da venda de armas de fogo?</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>SIM</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Adeus às armas</p>
<p style="text-align: justify;">RENAN CALHEIROS</p>
<p style="text-align: justify;">O Brasil enfrenta o drama recorrente da insegurança pública. Nos últimos anos, assistimos a sequestros-relâmpago, chacinas, explosão de homicídios, extermínios, assassinato de inocentes, assaltos cinematográficos e outras barbáries.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos se lembram do ônibus 174, no Rio de Janeiro, e de seu trágico desfecho. Quem consegue se esquecer da jovem alagoana Eloá Pimentel, assassinada em São Paulo de maneira covarde pelo namorado? Quem pode apagar da memória o serial killer que invadiu o cinema no shopping Morumbi, matou quatro pessoas e feriu outras três?</p>
<p style="text-align: justify;">Casos que provocaram grande comoção e aos quais se soma, agora, a monstruosidade de um facínora em Realengo, no Rio.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma tragédia sem precedentes, causada por um psicopata que ceifou a vida de 12 crianças e arruinou muitas famílias. Nunca estaremos imunes às ações dos fanáticos e desequilibrados, mas temos todas as condições de dificultar o acesso deles aos meios que potencializam a tragédia. Por trás desses casos está um só problema: a banalização e o fácil acesso à arma de fogo no país.</p>
<p style="text-align: justify;">Propus no Congresso a proibição da venda de armas e munições.</p>
<p style="text-align: justify;">Evoluímos para um referendo que, por 64% a 36%, optou pela continuidade da venda de armas. Uma campanha marcada pela desinformação e por distorções, em que o direito à propriedade, à liberdade individual, foi confundido voluntariamente com o acesso às armas.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do referendo houve uma lamentável mudança de comportamento. O número de armas comercializadas dobrou, de perto de 65 mil para 120 mil unidades ao ano. A última radiografia feita pelo Ministério da Justiça registrou a existência de 16 milhões de armas, sendo que 87% delas estão nas mãos da sociedade. <strong>Metade das armas está na ilegalidade</strong>. <strong>[duvido, se estão na ilegalidade, qual a conta utilizada? Se podemos contar, podemos apreender. Deve ser MUITO mais]</strong></p>
<p style="text-align: justify;">As campanhas de devolução, indenizações e a própria fiscalização, infelizmente, se mostraram insuficientes. É preciso, portanto, propostas mais arrojadas, que tiveram êxito em países que adotaram leis de desarmamento. Por isso, o colégio de líderes do Senado aprovou a votação em urgência-urgentíssima de um plebiscito para autorizar o Congresso a proibir a venda de armas e munições no Brasil.</p>
<p style="text-align: justify;">Fui autor do primeiro referendo brasileiro e, consequentemente, respeito as consultas à sociedade, mas isso não as transforma em cláusulas pétreas, imutáveis e sagradas. A sociedade muda, e as leis, que sofrem a erosão do tempo, devem acompanhar as mudanças.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Proibir a venda de armas é combater o mal maior, mas é só o primeiro passo. Em seguida, é preciso enfrentar o problema da insegurança e mudar o modelo para combater a criminalidade ascendente.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não é possível mais acumular as reações indignadas a cada tragédia nacional. Precisamos de definições claras de competências e, principalmente, da indicação das fontes de financiamento da segurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Propus a criação de uma vinculação orçamentária, ainda que temporária, para a segurança pública. Dessa forma, perto de R$ 1 bilhão/ano seria investido em segurança. Os recursos viriam de 10% das receitas da União, 7% dos Estados e 5% dos municípios. Recursos para investimentos em inteligência, modernização dos equipamentos e treinamentos das polícias; tais recursos, claro, seriam impossíveis de serem contingenciados.</p>
<p style="text-align: justify;">As estatísticas são assustadoras.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos 20 anos, o número de assassinatos cresceu aterradores 273%. Não temos 11% da população mundial, mas respondemos por 11% dos crimes do planeta, segundo a ONU. Triste estatística, para não dizer vergonhosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dá mais para acumular a indignação, acomodar tanta dor. A falência desse modelo exige soluções que não podem ser adiadas.</p>
<p style="text-align: justify;">RENAN CALHEIROS é senador pelo PMDB-AL. Foi presidente do Senado, deputado federal pelo PMDB-AL (1983-91), líder do governo na Câmara (governo Collor) e ministro da Justiça (governo FHC).</p>
</blockquote>
<div>
<div style="text-align: justify;">É ai que eu digo que tapamos o bendito sol com a maldita peneira. Por que proibir a venda legal e depois combater a ilegalidade? Por que ganhar tempo em cima da inocência do cidadão honesto? Já que é uma democracia, eu acredito que alguns direitos não podem ser apagados.</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Consultar o povo não pode ser desculpa para adiar o combate ao crime. Gastem o dinheiro do referendo em um combate ao crime organizado, que financia campanhas, que paga interesses e lobistas, que participa ativamente de catástrofes maiores do que a de Realengo, corrupção e desvio de dinheiro. Aliás, o Sr. Calheiros não é uma figura reconhecidamente ilibada e transparente pelo que ouvimos dizer&#8230;</div>
<div style="text-align: justify;"></div>
<div style="text-align: justify;">Enfim, é outra tragédia se apossar dos sentimentos alheios em prol de interesses políticos duvidosos.</div>
</div>
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		<title>Reforma Política no Brasil - I</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Apr 2011 18:40:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Política Brasileira]]></category>

		<category><![CDATA[2011]]></category>

		<category><![CDATA[Brasil]]></category>

		<category><![CDATA[Dilma]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Reforma]]></category>

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		<description><![CDATA[A Reforma Política é um termo tampão para algo muito maior. Ela mudaria totalmente as noções atuais e eleições e representação. Não votaríamos mais diretamente para candidatos e sim para partidos (lista fechada) no caso dos representantes executivos, mandatos de 5 anos para presidente (sem direito a reeleição) e etc.
No entanto, há uma dinâmica na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A Reforma Política é um termo tampão para algo muito maior. Ela mudaria totalmente as noções atuais e eleições e representação. Não votaríamos mais diretamente para candidatos e sim para partidos (lista fechada) no caso dos representantes executivos, mandatos de 5 anos para presidente (sem direito a reeleição) e etc.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, há uma dinâmica na democracia que é a disputa. Cada ponto destes possui defensores e críticos, tornando o processo lento, arrastado, desgastante e capaz de trazer a incredulidade ao mais crédulo dos membros do governo.</p>
<p style="text-align: justify;">Financiamento público de campanha é uma piada. Já não basta o dinheiro público jogado pelo ralo em corrupção, reformas da copa do mundo, reformas olímpicas dentre outras preciosidades do circo (que pouco pão trazem)? Além do mais, financiamento de campanha, seja lá de onde venha, não condiz apenas com grupos de interesse. É tapar o sol com a peneira furada.</p>
<p style="text-align: justify;">- Ok, &#8220;democratizaria&#8221; campanhas ? Hoje democracia é uma palavra para qualquer fim, desde que se ajuste aos interesses corretos. O caramba. Quero ver quem vai interferir na doação ilegal de campanhas e nos caixas 2. Se são ilegais ou simplesmente não declarados, continuarão existir e permanecerão sendo doados por grupos de interesses / setores privados com interesses diversos;</p>
<p style="text-align: justify;">
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><em>Seria mais barato para o Estado o financiamento público do que o sistema atual. Hoje os financiadores são empreiteiras, bancos, prestadores de serviço, sendo que alguns guardam relação de interesse com o Estado – justificou o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE).</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Os senadores do PSDB na comissão, Aécio Neves (MG) e Aloysio Nunes Ferreira (SP), votaram contra, defendendo a manutenção do atual sistema, que é misto: prevê o financiamento privado das campanhas, com doações de empresas, e tem recursos orçamentários repassados aos fundos partidários.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>- Financiar candidaturas com dinheiro dos impostos? Sou contra. E mais: isso não acaba com financiamento ilegal, compra de lideranças, de votos, caixa dois, enriquecimento de políticos que fazem negócio com os mandatos – disse Aloysio. – Sou favorável ao sistema atual, mas com teto para doadores que se beneficiarem das doações.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(<a href="http://jogodopoder.wordpress.com/2011/04/06/comissao-do-senado-aprova-financiamento-publico-de-campanha-aecio-neves-vota-contra-e-defende-o-atual-sistema/" target="_blank">link</a>) para reportagem de onde retirei.</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">É verdade, como diz a Excelência sacrossanta Humberto Costa, esses financiadores, bancos, empreiteiras e etc, simplesmente deixarão de existir com a aprovação do financiamento público. Todos sabemos que eles vão simplesmente pensar: &#8220;Nossa , financiamento público, o que será de mim agora?&#8221; PELO AMOR DE DEUS. Se defendem a manutenção do sistema atual, são defensores da corrupção estagnada, se defendem a reforma do financiamento público, fecham os olhos à realidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu acho que devem servir ao setor privado. Acho que eu já sou estuprado demais pelo Estado para dirigir cotas de meus impostos e tributos à campanhas de salafrários que não apoio. Simples assim. O bem público deve ficar nas mãos de quem administra o bem público, não de quem &#8220;poderia chegar lá&#8221;, pois do contrário, eu deveria receber dinheiro público também pelas minhas pretensões, já que um dia poderei chegar lá também. Quem sabe o futuro&#8230; </strong></p>
<p style="text-align: justify;">E eu não apoio o capitalismo selvagem e o fim dos sindicatos, mas acredito que recebem dinheiro privado e, de muito infeliz procedência, todos aqueles comunas que expurgam seus demônios da época da Guerra Fria nas campanhas. Assim como todos aqueles nazistas, ruralistas, evangélicos, pode escolher sua bancada, é um beco sem saída. Até os do PSD do Kassab que se comportam como cachorros em dia de mudança (perdidos, sem diretriz e apoio qualquer a nada), cegos em tiroteio, pode escolher. PSD - Partido dos Sem Direção, uma boa sigla mesmo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os outros bispos da verdade, com Aécio Neves e os cardeais com Aloysio, não possuem simplesmente postura de oposição para questionar nada. Fazem um teatro fraco, que não visa opor de fato, visa apenas demonstrar uma posição. É como o cachorro que urina no tapete da sala, ele já fez, fará novamente e se repetir isso durante meses, quem sabe aquela região do tapete estraga&#8230; mas quando os donos quiserem, simplesmente vão restringir o acesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje temos a situação mais perigosa que uma democracia oferece. A PresidentA DilmA governa sem oposição, aprova o que quer com as maiorias nas duas casas legislativas, e governa como melhor lhe convém. Isso não é culpa do PT ou de seus aliados, é culpa da oposição polarizada em dois partidos enfraquecidos, DEM e PSDB que não conseguem o auto-respeito tão necessário à uma oposição digna. Kassab percebeu que não ganharia nada se fosse sincero com suas crenças, e simplesmente mudou de lado. O passo mais simples.</p>
<p style="text-align: justify;">De agora em diante, cada ponto da reforma será discutido e, no final, 85% de chance de ser rejeitado no referendo popular. Mudar para que? Tá tudo tão bonito no país do futuro&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">
]]></content:encoded>
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		<title>Costa do Marfim, ONU e França</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=777</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Apr 2011 15:43:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Costa do marfim]]></category>

		<category><![CDATA[França]]></category>

		<category><![CDATA[Sarkozy]]></category>

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		<description><![CDATA[Existe somente 1 conceito que une hipócritas, menos-hipócritas e não-hipócritas: a propaganda da Não-Intervenção e Autodeterminação dos Povos. Na prática, significa que nenhum Estado realizará intervenção em outro, já que os povos devem determinar seus próprios mandos e desmandos.
Até ai, excelente.
Mas houve uma época colonial que ainda causa certa comoção na França, como conseguimos observarem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existe somente 1 conceito que une hipócritas, menos-hipócritas e não-hipócritas: a propaganda da Não-Intervenção e Autodeterminação dos Povos. Na prática, significa que nenhum Estado realizará intervenção em outro, já que os povos devem determinar seus próprios mandos e desmandos.</p>
<p style="text-align: justify;">Até ai, excelente.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas houve uma época colonial que ainda causa certa comoção na França, como conseguimos observarem sua prontidão para intervir na Líbia e, agora, na Costa do Marfim, onde realmente foi potência colonial. E agora esta mesma Costa do Marfim está em um balaio de gato.</p>
<p style="text-align: justify;">É um dos países mais prósperos da África há algum tempo, e isso, como em todo lugar, provoca uma onda de imigrantes que buscam melhores condições de vida. De uma população absolutamente católica ou animista, passou a conviver um uma crescente porcentagem de muçulmanos vizinhos em busca de trabalho. Houve uma guerra civil entre Norte x Sul que durou dois anos (2002-2004) e provocou uma ocupação de boinas azuis da ONU, num efetivo de 10.000 soldados.</p>
<p style="text-align: justify;">Eis que surge Laurent Gbagbo, que governa a Costa do Marfim desde 2001. Ele resolveu, junto à demandas populares, conduzir eleições &#8220;livres&#8221; (e este &#8220;livres&#8221; é apenas uma nota para lembrar o leitor de que não há santo no poder e que eu não apóio o líder ou a intervenção). O resultado não poderia ser pior, vitória do oposicionista Alassane Ouattara por pequena margem.</p>
<p style="text-align: justify;">A comunidade internacional, animada com a virada política, tratou de reconhecer Ouattara sem demora. No entanto, após a solicitação de recontagem e uma nova avaliação de distritos, Gbagbo recuperou sua pequena maioria e manteve-se no assento presidencial. Mais um estopim de conflito.</p>
<p style="text-align: justify;">Tropas leais (guerrilhas na verdade) aos dois lados passaram a duelar por recantos daquele país até chegar à capital Abidjan. No entanto, os &#8220;rebeldes&#8221; da vez, aliados de Ouattara, receberam uma &#8220;mãozinha&#8221; com bombardeios preventivos da ONU (que abusou de seu mandato descaradamente) e das tropas francesas que inclusive ajudaram a bombardear as posições de Gbagbo.</p>
<p style="text-align: justify;">Os abusos precisam ser mencionados:</p>
<p style="text-align: justify;">- Não gosto de Gbagbo;</p>
<p style="text-align: justify;">- Não gosto da ONU extrapolando seus mandatos;</p>
<p style="text-align: justify;">- Não gosto da França agindo como se fosse mandatária da região;</p>
<p style="text-align: justify;">- Detestável que o judiciário de um Estado soberano seja absolutamente ignorado e que civis morram em intervenções externas, tornando todas as instituições marfinesas desprovidas de credibilidade de agora em diante;</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo isso causou um retrocesso de 10 anos em toda construção do Estado-Nação. De agora em diante, o novo governo assumirá posições com a França e a ONU, compromissos externos impostos para que possa governar em paz. Quer mais autodeterminação do que isso? É legal &#8220;autodeterminar&#8221; os outros?</p>
<p style="text-align: justify;">Novamente a boa e velha hipocrisia.</p>
<p style="text-align: justify;">Atenção à nova França de Sarkozy, que de tanta pressão interna que sofre e o caos nas contas que criou, acaba descontando nos outros e levando a atenção / tensão ao exterior. Acordem franceses, olhem para seus próprios problemas e verão que o custo x benefício de ser potência colonial não vale a pena em 2011.</p>
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		<title>Comentários Sobre a Entrevista de Rumsfeld</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 15:03:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<category><![CDATA[EUA]]></category>

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		<description><![CDATA[Alguns trechos mais relevantes serão comentados abaixo. Favor ler a entrevista dele ao DER SPIEGEL no post anterior.
Spiegel: O seu sucessor, o secretário de defesa Robert Gates, chegou a afirmar que a Líbia não é de vital interesse aos EUA. O senhor concordaria?
Rumsfeld: Não vou comentar a declaração dele. Mas quando olho para as questões [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Alguns trechos mais relevantes serão comentados abaixo. Favor ler a entrevista dele ao DER SPIEGEL no post anterior.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Spiegel: O seu sucessor, o secretário de defesa Robert Gates, chegou a afirmar que a Líbia não é de vital interesse aos EUA. O senhor concordaria?</em></p>
<p><em>Rumsfeld: Não vou comentar a declaração dele. Mas quando olho para as questões realmente importantes na região, vejo o Irã, onde há um forte desejo de uma sociedade mais livre e onde as pessoas são reprimidas por um pequeno grupo de aiatolás. Vejo a Síria, onde há um desejo similar das pessoas por liberdade. Esses dois países patrocinam a Hezbollah e outras organizações terroristas, estão prejudicando nossos esforços no Afeganistão e foram extremamente prejudiciais no Iraque. Depois, eu vejo também países grandes e importantes como o Egito e a Arábia Saudita, mas os EUA estão atualmente agindo na Líbia.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Ou seja, não é vital aos interesses dos EUA. Uma acusação contra OBAMA por este erro. Foi isso, em suma, que disse Rumsfeld. Quando ele cita Egito, é porque os EUA permitiram a derrubada de Mubarak sem oferecer apoio algum a um antigo aliado. Quando não se movem para proteger a Arábia Saudita (talvez seu mais importante aliado na região, junto com Israel), estão permitindo que a família real saudita aja por sua própria conveniência, seja enviando tropas ao Bahrein seja re-considerando suas prioridades / alianças.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Spiegel: A promessa de Obama de um engajamento militar norte-americano de curto prazo e sem tropas em terra é realista?</em></p>
<p><em>Rumsfeld: É difícil qualquer pessoa de fora do governo comentar sobre detalhes desse tipo. Há uma ação declarada e há uma ação secreta. Não temos conhecimento do que nós ou os países da coalizão podem estar fazendo nesse sentido. A imprensa sempre quer saber quantas pessoas morrerão ou quanto vai custar, mas as respostas a essas questões não são sabíveis.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Perfeito. Há uma ação secreta (ou várias), e é muito claro que é restrito e secreto. Que a CIA está em ação por lá, é fato, mas a profundidade destas ações ainda é discutível. O fato é que os rebeldes não tem condições de se organizarem como militares, e acabam sofrendo ataques da própria OTAN. Eis o motivo principal de se organizar aqueles rapazes, caso contrário, não é possível distinguir civis que apóiam Kadafi de civis rebeldes em blindados há centenas de metros de altura em caças super velozes. Simples assim, questão de física básica.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Spiegel: Contudo, é precisamente esse tipo de informação que o povo americano gostaria de ter. As pesquisas de opinião mostram que o apoio para a invasão na Líbia é baixo. Obama agora transferiu o comando para a Otan, mas será que a aliança é capaz de lidar com a situação?</em></p>
<p><em>Rumsfeld: O tempo vai dizer. Os Estados membros da Otan variam dramaticamente em capacidade e potencial.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Mais um ponto importante. Qual a participação (de fato - equipamentos) de Estônia, Lituânia e Islândia (para não citar outros) nestas operações da Líbia? Será que as responsabilidades compartilhadas são as mesmas? A Alemanha não vai participar da operação, por ex, pois sabe que uma bomba enviada via exército alemão repercute muito mais do que uma bomba portuguesa.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Spiegel: Ainda assim, os EUA agora fazem parte de uma ampla coalizão, uma clara diferença em relação à invasão no Iraque pela qual o senhor em parte também foi responsável.</em></p>
<p><em>Rumsfeld: Esse não é o caso. A realidade é que Obama tem 15 países na atual coalizão da Líbia. O presidente Bush reuniu quase 50 países na coalizão afegã, cerca de 40 países para a coalizão no Iraque, mais de 90 países na Iniciativa de Segurança em Proliferação e mais de 90 países na Guerra Global ao Terror, e ainda assim, como sua questão sugeriu, ele foi chamado de “unilateralista”.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Ai já foi uma sacanagem do Spiegel e também uma resposta sacana do Rumsfeld. Não é possível estabelecer parâmetro nenhum entre a coalizão que ataca a Líbia (que na verdade era França, EUA, Inglaterra) com a que tomou o Iraque. Perguntinha maliciosa para pegar Rumsfeld no contrapé. Mesmo a resposta que ele deu defendendo a administração anterior não tem cabimento, pois conclamar países a dizer se são a favor ou contra o terrorismo, não significa apoio militar. É a mesma coisa que um referendo: Você é a favor ou contra uma melhora no sistema educacional?</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Spiegel: O senhor nunca pareceu confiar na força militar europeia ou em sua política externa. Como secretário de defesa do governo Bush, o senhor chegou a chamar os aliados problemáticos como Alemanha e França de “Europa velha”.</em></p>
<p><em>Rumsfeld: Não me arrependo do comentário. Quando servi como embaixador dos EUA na Otan nos anos 70, o centro de gravidade da Europa era a França e a Alemanha. Havia 15 países na Otan, sendo que a França era apenas um membro parcial. Em 2003, na época em que fiz o comentário da “velha Europa”, o centro da gravidade na Otan e na Europa tinha mudado para o Leste. Com os países do antigo Pacto de Varsóvia entrando para a Otan, a aliança passou a ter uma mistura diferente hoje. Algumas pessoas não gostaram de meu comentário porque acharam que era uma forma pejorativa de ressaltar realidades demográficas. Elas acharam que eu estava apontando uma fraqueza da Europa –a população mais velha. A Europa avançou desde a Segunda Guerra.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- O comentário de Rumsfeld na época foi sim pejorativo. Mas foi correto. França e Alemanha fazem de tudo para não se envolver em questões militares. A França de Sarkozy agora começou a mudar sua postura e vê reais chances na África, onde foi potência colonial um dia. Mas não possui a mesma intimidade com o Oriente Médio, já que sua herança colonial por lá é menor. A Europa Velha já fez muita guerra e já abusou deste direito inúmeras vezes. França e Alemanha possuem também grandes índices de imigrantes vindos do Oriente Médio, o que significa o caos interno em caso de ataques.</p>
<p style="text-align: justify;">Além do mais, há décadas que a Europa não produz exércitos / capacidades de qualidade para engajamento. A excessão é Inglaterra.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>Rumsfeld: A história vai fazer esse julgamento. É difícil precificar certas coisas. Qual é o valor de ter impedido que armas nucleares chegassem às mãos de um ditador como Saddam Hussein –ou de Gaddafi, que foi convencido a desistir de seu programa nuclear há poucos anos porque ele não queria terminar como Saddam? Qual é o valor de ter milhões de pessoas no Iraque sem um regime repressor? Qual é o valor de impedir que o regime iraquiano fique atirando contra aviões dos EUA e do Reino Unido quase diariamente? Qual é o valor de os iraquianos terem imprensa livre? Qual é o valor do ministro de relações exteriores do Iraque ir para Paris, pedir o fim do regime de Gaddafi e citar o Iraque como modelo, como exemplo que de fato um sistema político mais livre pode existir naquela parte do mundo? Se há pessoas querendo voltar aos tempos de Saddam Hussein, eu não estou entre elas.</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">- Nesta resposta de Rumsfeld, é complicado entender se ele está certo ou errado, politicamente falando. Fato é que Saddam morreu, mas chamar o Iraque de exemplo é a mais pura hipocrisia que eu não via há algum tempo. Sistema político livre e imprensa livre são coisas discutidas inclusive no Brasil, onde temos uma  espécie de democracia mais consolidada (mesmo que questionemos sua eficiência / qualidade), quem dirá no Iraque onde o povo mal possui infra-estrutura? Rumsfeld pegou pesado com a realidade e esqueceu-se de fatores fundamentais. Merecia julgamento no TPI por essa brincadeira de mau gosto. Mas o fato é que Kadafi amarelou mesmo e desistiu de suas ambições pela ameaça de ser atacado na Guerra ao Terror. Isso é FATO.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas outro FATO é que não adiantou muito. Hoje ainda é capaz de sair fortalecido de uma guerra que apenas mudou de nome.</p>
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		<title>Entrevista de Rumsfeld ao DER SPIEGEL</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=771</link>
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		<pubDate>Fri, 08 Apr 2011 14:34:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[Peguei a tradução abaixo no UOL, publicado em 05/abril no (LINK).


DER SPIEGEL
Em entrevista, ex-secretário de Defesa dos EUA revela &#8220;arrependimentos&#8221;
David Hume Kennerly, Marc Hujer e Gregor Peter Schmitz
Em entrevista ao “Spiegel”, o ex-secretário de defesa dos EUA Donald Rumsfeld, 78, discute os objetivos pouco claros da ação militar internacional na Líbia, os crimes “terrivelmente nocivos” [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Peguei a tradução abaixo no UOL, publicado em 05/abril no (<a href="http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2011/04/05/em-entrevista-ex-secretario-de-defesa-dos-eua-revela-arrependimentos.jhtm" target="_blank">LINK</a>).</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>DER SPIEGEL</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><span>Em entrevista, ex-secretário de Defesa dos EUA revela &#8220;arrependimentos&#8221;</span></strong></p>
<p style="text-align: justify;">David Hume Kennerly, Marc Hujer e Gregor Peter Schmitz</p>
<p style="text-align: justify;">Em entrevista ao “Spiegel”, o ex-secretário de defesa dos EUA Donald Rumsfeld, 78, discute os objetivos pouco claros da ação militar internacional na Líbia, os crimes “terrivelmente nocivos” cometidos pela “equipe de extermínio” do exército norte-americano no Afeganistão, comparações inevitáveis com Abu Ghraib e os erros que ele cometeu no governo Bush.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Senhor secretário, o senhor é famoso por sua longa lista de “regras de Rumsfeld” –pequenas pérolas de sabedoria que o senhor acumulou em décadas no governo. O senhor teria uma regra para invasões no exterior?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: De fato, sim. Quando você começa uma invasão, uma regra é “a missão deve determinar a coalizão, não vice-versa”. Você não deve primeiro reunir uma coalizão com muitas opiniões divergentes e depois tentar determinar a missão. Isso leva à falta de clareza quanto à missão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Seria este o caso da atual invasão da Otan na Líbia?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Acho que se pode dizer que sim. Os EUA não articularam, até onde eu saiba, uma missão clara. Começamos reunindo uma coalizão, e depois a coalizão criou a missão. Os membros da coalizão citam questões humanitárias, mas enquanto houver ambiguidade quanto à permanência de Gaddafi, mais pessoas ainda serão mortas. Então, de um ponto de vista puramente humanitário, essa ambiguidade é nociva –e pode de fato ser letal. Se você faz parte do governo, do exército ou do corpo diplomático de Gaddafi, você quer saber o que vai acontecer, caso queira passar a apoiar os rebeldes. Enquanto não estiver claro que nossa intenção é a remoção de Gaddafi do poder, as pessoas vão se segurar. Quanto mais se seguram, maior a probabilidade que mais pessoas morram.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: O seu sucessor, o secretário de defesa Robert Gates, chegou a afirmar que a Líbia não é de vital interesse aos EUA. O senhor concordaria?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não vou comentar a declaração dele. Mas quando olho para as questões realmente importantes na região, vejo o Irã, onde há um forte desejo de uma sociedade mais livre e onde as pessoas são reprimidas por um pequeno grupo de aiatolás. Vejo a Síria, onde há um desejo similar das pessoas por liberdade. Esses dois países patrocinam a Hezbollah e outras organizações terroristas, estão prejudicando nossos esforços no Afeganistão e foram extremamente prejudiciais no Iraque. Depois, eu vejo também países grandes e importantes como o Egito e a Arábia Saudita, mas os EUA estão atualmente agindo na Líbia.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: A promessa de Obama de um engajamento militar norte-americano de curto prazo e sem tropas em terra é realista?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: É difícil qualquer pessoa de fora do governo comentar sobre detalhes desse tipo. Há uma ação declarada e há uma ação secreta. Não temos conhecimento do que nós ou os países da coalizão podem estar fazendo nesse sentido. A imprensa sempre quer saber quantas pessoas morrerão ou quanto vai custar, mas as respostas a essas questões não são sabíveis.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Contudo, é precisamente esse tipo de informação que o povo americano gostaria de ter. As pesquisas de opinião mostram que o apoio para a invasão na Líbia é baixo. Obama agora transferiu o comando para a Otan, mas será que a aliança é capaz de lidar com a situação?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: O tempo vai dizer. Os Estados membros da Otan variam dramaticamente em capacidade e potencial.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Ainda assim, os EUA agora fazem parte de uma ampla coalizão, uma clara diferença em relação à invasão no Iraque pela qual o senhor em parte também foi responsável.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Esse não é o caso. A realidade é que Obama tem 15 países na atual coalizão da Líbia. O presidente Bush reuniu quase 50 países na coalizão afegã, cerca de 40 países para a coalizão no Iraque, mais de 90 países na Iniciativa de Segurança em Proliferação e mais de 90 países na Guerra Global ao Terror, e ainda assim, como sua questão sugeriu, ele foi chamado de “unilateralista”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: O senhor nunca pareceu confiar na força militar europeia ou em sua política externa. Como secretário de defesa do governo Bush, o senhor chegou a chamar os aliados problemáticos como Alemanha e França de “Europa velha”.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não me arrependo do comentário. Quando servi como embaixador dos EUA na Otan nos anos 70, o centro de gravidade da Europa era a França e a Alemanha. Havia 15 países na Otan, sendo que a França era apenas um membro parcial. Em 2003, na época em que fiz o comentário da “velha Europa”, o centro da gravidade na Otan e na Europa tinha mudado para o Leste. Com os países do antigo Pacto de Varsóvia entrando para a Otan, a aliança passou a ter uma mistura diferente hoje. Algumas pessoas não gostaram de meu comentário porque acharam que era uma forma pejorativa de ressaltar realidades demográficas. Elas acharam que eu estava apontando uma fraqueza da Europa –a população mais velha. A Europa avançou desde a Segunda Guerra.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Mas o senhor certamente não imaginava ver uma política externa comum europeia? Por exemplo, no caso da Líbia, a Alemanha se absteve no conselho de Segurança da ONU, enquanto outras nações como França e Reino Unido tomaram a liderança na invasão.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Ai, meu Deus. Vou deixar o futuro da Europa para os europeus.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: O senhor ficou surpreso quando a Alemanha não entrou na coalizão líbia?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Por que o senhor não se surpreende mais com a Alemanha?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Aos 78 anos de idade, não me surpreendo muito mais. A Alemanha tomou posições divergentes antes, assim como a França, a Inglaterra e os EUA.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Após a abstenção alemã na ONU, o ministro de relações exteriores, Guido Westerwelle, comentou que a Alemanha nem sempre tem que tomar o lado de seus aliados tradicionais. Berlim pode procurar novos parceiros em todo o mundo. Será o final do Westbindung (termo referindo-se à política externa alemã de alinhamento profundo com a Europa Ocidental e o mundo Ocidental), que foi a base da política externa alemã desde a Segunda Guerra Mundial?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não li as notícias dessa forma. Ouvi e pensei, “bem, isso não é novo”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Isso parece excepcionalmente elegante. Durante seu discurso ao povo americano sobre a Líbia no final de março, Obama apontou para a guerra no Iraque. Ele disse que a mudança de regime levou oito anos, custou milhares de vidas americanas e iraquianas assim como quase um trilhão de dólares, e que isso é algo que os EUA não podem repetir. Olhando para trás, a invasão iraquiana foi cara demais?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: A história vai fazer esse julgamento. É difícil precificar certas coisas. Qual é o valor de ter impedido que armas nucleares chegassem às mãos de um ditador como Saddam Hussein –ou de Gaddafi, que foi convencido a desistir de seu programa nuclear há poucos anos porque ele não queria terminar como Saddam? Qual é o valor de ter milhões de pessoas no Iraque sem um regime repressor? Qual é o valor de impedir que o regime iraquiano fique atirando contra aviões dos EUA e do Reino Unido quase diariamente? Qual é o valor de os iraquianos terem imprensa livre? Qual é o valor do ministro de relações exteriores do Iraque ir para Paris, pedir o fim do regime de Gaddafi e citar o Iraque como modelo, como exemplo que de fato um sistema político mais livre pode existir naquela parte do mundo? Se há pessoas querendo voltar aos tempos de Saddam Hussein, eu não estou entre elas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">“É um sério erro sair por aí desacreditando Karzai”</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Depois da invasão o senhor criou a chamada “parada de horrores” –uma lista com os piores cenários possíveis, de coisas que poderiam dar errado. Quanto daquilo de fato aconteceu?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Ah, não muito, mas parte. Eu quis pensar o máximo de coisas que poderiam dar errado, caso tomássemos uma ação militar no Iraque, então fiz uma lista. Eu disse que aquelas coisas poderiam dar errado, eram pontos nos quais a inteligência poderia ser pouco precisa ou onde Saddam Hussein poderia fazer algo que não se esperava. Não antecipávamos, por exemplo, que ele fosse liberar 100.000 prisioneiros ou que os baathistas começariam uma insurgência com os jihadistas. A inteligência não previu uma insurgência no Iraque. Então, você pode planejar ao máximo, mas não pode planejar tudo. Você tem um plano, mas ele muda ao primeiro contato com o inimigo.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: De qualquer forma, a guerra no Iraque foi uma distração da primeira frente da guerra ao terror –a batalha no Afeganistão.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Isso não é verdade. O fato é que fomos ao Afeganistão com a Aliança do Norte e expulsamos a Al Qaeda e o Taleban. O povo afegão redigiu uma constituição. Eles elegeram Hamid Karzai. O nível de violência em 2003 e 2004 estava caindo. Nos anos de batalha mais dura no Iraque, de 2003 a 2004, o Taleban tinha praticamente desistido de lutar. Mas no final de 2005 e início de 2006, eles se reagruparam, ficaram sérios, tentaram voltar, e foi aí que voltamos a trabalhar na questão.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Hamid Karzai, que foi transplantado de volta ao Afeganistão pelo governo Bush, ainda está no cargo. Muitos consideram seu governo corrupto como um dos maiores obstáculos para o progresso no Afeganistão.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não tenho indicações de que Karzai é pessoalmente corrupto. Há corrupção em quase todos os governos do mundo. Até mesmo congressistas norte-americanos são presos por isso. É um erro sério as autoridades do atual governo saírem por aí desacreditando Karzai.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Pode ser, mas o Afghan Kabul Bank basicamente serviu como caixa automática para a elite do Afeganistão. Documentos obtidos pelo WikiLeaks mostram que o vice-presidente afegão, Ahmed Zia Massoud, viajou para Dubai com R$ 52 milhões (em torno de R$ 100 milhões).</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Ainda assim, minha atitude é que você deveria tentar estimular alguém como Karzai. Nós vimos autoridades do governo Obama tentarem enfraquecê-lo publicamente. Se você olhar para a guerra do Vietnã, o governo Kennedy fez isso com o presidente Ngo Dinh Diem, que acabou sendo morto. Ele foi substituído por outro que ninguém achou melhor. Veja o Paquistão, muitos concentraram suas críticas ao general Pervez Musharraf. Ele ia trabalhar de uniforme militar, e os EUA disseram: “Minha nossa, não é assim que fazemos. Não deveríamos trabalhar com este uniforme”. Ele foi derrubado. E quem está lá agora? Não diria que o governo do Paquistão está melhor hoje do que sob Musharraf.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: O “Der Spiegel” publicou fotografias de uma “equipe de extermínio” do exército norte americano no Afeganistão. Os soldados americanos parecem ter matado civis afegãos sem qualquer motivo. As fotos o fazem lembrar do abuso de prisioneiros cometido pelos soldados norte-americanos na prisão de Abu Ghraib, no Iraque?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não, não há comparação. Ninguém foi morto em Abu Ghraib.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Uma pessoa foi morta durante um interrogatório.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Este evento recente é de outra ordem. Em Abu Ghraib, meia dúzia de pessoas estavam envolvidas em um comportamento repugnante e revoltante, irresponsável. Elas foram processadas e punidas. O evento foi terrivelmente danoso para os militares norte-americanos e bastante vantajoso para nossos inimigos. O que é notável neste novo caso é que as pessoas foram mortas. Essas pessoas no Afeganistão não estavam sob custódia, então é uma situação totalmente diferente. Abu Ghraib foi danoso para os EUA. O que houve agora é terrivelmente danoso para os EUA. Prejudica os EUA militarmente e é uma coisa horrível.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Relativamente, a revolta pública desta vez foi menor do que em Abu Ghraib.</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Há um governo diferente, e a mídia não está insistindo na questão. Se o assunto não for reforçado publicamente, se não for muito visível, as pessoas não têm por que se revoltar. Elas só gritam quando veem algo diante delas diariamente na mídia, na televisão, no rádio e no jornal.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: O senhor quer dizer que o governo provavelmente será menos criticado? Hillary Clinton e Barack Obama, então senadores dos EUA, criticaram Abu Ghraib abertamente, mas agora pouco se ouve sobre o caso da “equipe de extermínio”. Será um padrão duplo?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Sem dúvida o grupo de partidários no Senado americano na época exagerou enormemente Abu Ghraib. Este não é o caso hoje com a “equipe de extermínio”.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Por que os seus amigos do Partido Republicano não fazem mais críticas abertas?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Por mim, não acho que isso sirva ao nosso país. Achei enormemente danoso quando os senadores fizeram isso na época e acho que seria danoso para nosso país agora. Não faço coisas que considero prejudiciais ao país ou às forças armadas.</p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Quando o senhor discute seu histórico político, parece não ter dúvidas. Será esta outra regra Rumsfeld? Nunca demonstrar arrependimento?</p>
<p style="text-align: justify;">Rumsfeld: Não existe ninguém com algum bom senso (em posições altas no governo) que não se arrependa de algo. Eu demorei quatro anos para escrever um livro de 800 páginas sobre meu trabalho e descrevo muitos arrependimentos. Incluí 3.500 memorandos em meu site, www.rumsfeld.com. Ofereci minha renúncia duas vezes diante dos terríveis casos de abuso em Abu Ghraib. E você me pergunta se tenho arrependimentos? Claro que sim.</p>
<p style="text-align: justify;">Spiegel: Senhor secretário, agradecemos pela entrevista.</p>
<p style="text-align: justify;">Tradução: Deborah Weinberg</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Vou comentar a entrevista em outro post.</p>
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		<title>Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM)</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=767</link>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 15:26:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[O Magrebe é uma região africana que abrange, Marrocos, Sahara Ocidental, Argélia, Tunísia, Mauritânia e a Líbia

Lembra quando o Kadafi dizia que a Al Qaeda estava por trás das insurreições? Pode ser verdade&#8230; afinal, em mais de uma oportunidade os líderes deste grupo (AQIM - sigla em inglês) apoiaram publicamente os rebeldes. Mas apoiar os rebeldes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O Magrebe é uma região africana que abrange, Marrocos, Sahara Ocidental, Argélia, Tunísia, Mauritânia e a Líbia</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/magreb.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-768" title="magreb" src="http://luismaluf.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/04/magreb-300x196.png" alt="magreb" width="300" height="196" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Lembra quando o Kadafi dizia que a Al Qaeda estava por trás das insurreições? Pode ser verdade&#8230; afinal, em mais de uma oportunidade os líderes deste grupo (AQIM - sigla em inglês) apoiaram publicamente os rebeldes. Mas apoiar os rebeldes não significa que apoiem o governo pós-Kadafi.</p>
<p style="text-align: justify;">Importante dizer que o interesse fundamental é que haja um plano configurado nesta ordem:</p>
<p style="text-align: justify;">1) Kadafi cai;<br />
2) Rebeldes instauram um governo tribal de coalizão mista;<br />
3) Como a coalizão do ocidente (França, EUA, Inglaterra) não investirá no<em> &#8216;nationstate building&#8217;</em> por lá, a tendência é que as disputas por grupos divergentes minem o governo provisório líbio logo no início (com uma série de contra-revoluções);<br />
4) Tornando a Líbia um santuário precioso e rico em termos energéticos e territoriais;</p>
<p style="text-align: justify;">É quase que um santo-graal para um grupo do porte da Al Quaeda do Magreb.</p>
<p style="text-align: justify;">Como resultado, a Al Qaeda não deseja os holofotes do governo constituído, quer apenas (?!) espaço, armas e dinheiro. Tudo o que precisam para consolidar seu poder como o maior grupo e &#8216;mais-bem-equipado-exército-de-país-nenhum&#8217; da região. Faz pressão sobre governos e ameaça regimes.</p>
<p style="text-align: justify;">Kadafi é um animal, mas trazia uma estabilidade baseada na coerção, algo que dificilmente será igualado. Serviu bem aos interesses do Ocidente durante quatro décadas, até que o impulso colonialista francês decidiu que era hora de parar. Bombardear o próprio povo é surreal, mas não é uma particularidade de Kadafi na região.</p>
<p style="text-align: justify;">O maior fato de todos é que o barco tem agora um furo enorme:</p>
<p style="text-align: justify;">- Armar os rebeldes significa armar a Al Qaeda (quem diria);<br />
- A chance de um novo &#8220;taleban&#8221; surgir na Líbia ficou enorme;<br />
- Se não vão armar os rebeldes, terão que bombardear os civis via OTAN e enterrar a resolução da ONU de uma vez por todas;<br />
- Se não forem pagar esse preço, Kadafi conseguirá uma saída &#8216;honrada&#8217; do poder, onde não sofrerá retaliação alguma no exílio (vide Baby Doc -<a href="http://luismaluf.com.br/blog/?p=702" target="_blank"> link</a>) e será tratado com honrarias de Chefe de Estado; Seus filhos manterão a herança da família em algum país livre - especialmente Inglaterra - onde poderão freqüentar os melhores centros de estudo e tudo o que o primeiro mundo oferece de melhor.<br />
- Enquanto isso, após o ocidente ser moralmente humilhado, rebeldes manterão confrontos com aqueles que pertenciam à tribo de Kadafi e que buscarão manutenção do <em>status quo</em> anterior, e é ai que a porca torce o rabo.</p>
<p style="text-align: justify;">Nesse último cenário, a Al Qaeda decidirá quem sairá vencedor.</p>
<p style="text-align: justify;">Em uma última análise, graças aos EUA, a Al Qaeda passou a agir onde antes nem cogitava (Kadafi era conhecido por punir qualquer oposição de forma exemplar). Os líderes do grupo agradecem hoje, a Alá, Obama, Sarkozy e Cameron.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para saber mais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>BOL/FOLHA.com - Rede Al Qaeda aproveita conflito na Líbia para adquirir armas - </strong></p>
<p>(http://noticias.bol.uol.com.br/internacional/2011/04/04/rede-al-qaeda-aproveita-conflito-na-libia-para-adquirir-armas.jhtm)</p>
<p><strong>PANAPRESS - Presidente tchadiano acusa Al Qaeda de recuperar mísseis na Líbia - </strong></p>
<p>(http://www.panapress.com/Presidente-tchadiano-acusa-Al-Qaeda-de-recuperar-misseis-na-Libia&#8211;3-765877-47-lang4-index.html )</p>
<p><strong>TERRA - Al-Qaeda do Magreb apoia manifestantes na Líbia - </strong></p>
<p>(http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4960182-EI17594,00-AlQaeda+do+Magreb+apoia+manifestantes+na+Libia.html)</p>
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		<title>O Caos Ocidental na Líbia e a Inversão de Valores</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=765</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2011 17:54:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>

		<category><![CDATA[França]]></category>

		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>

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		<category><![CDATA[líbia]]></category>

		<category><![CDATA[Ocidente]]></category>

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		<description><![CDATA[E agora?!!?
____________________________________
30/03/2011
FOLHA ONLINE - Forças de Gaddafi retomam porto petroleiro de Brega (link)
FOLHA ONLINE - EUA enviaram agentes à Líbia, diz agência; coalizão ataca Trípoli (link)
31/03/2011
PORTAL R7 - Gaddafi ficará na Líbia &#8220;até o fim&#8221;, diz porta-voz (link)
UOL NOTICIAS - Reino Unido aponta cerca de mil mortos na Líbia; ataque da coalizão matou 40, diz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">E agora?!!?</p>
<p style="text-align: justify;">____________________________________</p>
<p style="text-align: justify;"><strong><em>30/03/2011</em></strong></p>
<p><em>FOLHA ONLINE - Forças de Gaddafi retomam porto petroleiro de Brega (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/895972-forcas-de-gaddafi-retomam-porto-petroleiro-de-brega.shtml" target="_blank">link</a>)</em></p>
<p><em>FOLHA ONLINE - EUA enviaram agentes à Líbia, diz agência; coalizão ataca Trípoli (<a href="http://www1.folha.uol.com.br/mundo/896300-eua-enviaram-agentes-a-libia-diz-agencia-coalizao-ataca-tripoli.shtml" target="_blank">link</a>)</em></p>
<p><strong><em>31/03/2011</em></strong></p>
<p><em>PORTAL R7 - Gaddafi ficará na Líbia &#8220;até o fim&#8221;, diz porta-voz (<a href="http://noticias.r7.com/internacional/noticias/gaddafi-ficara-na-libia-ate-o-fim-diz-porta-voz-20110331.html" target="_blank">link</a>)</em></p>
<p><em>UOL NOTICIAS - Reino Unido aponta cerca de mil mortos na Líbia; ataque da coalizão matou 40, diz bispo católico (<a href="http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/internacional/2011/03/31/reino-unido-aponta-cerca-de-mil-mortos-na-libia-ataque-da-coalizao-matou-40-diz-bispo-catolico.jhtm" target="_blank">link</a>)</em></p>
<p><em>G1 - EUA querem que outros países treinem rebeldes da Líbia, diz Gates (<a href="http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/03/eua-querem-que-outros-paises-treinem-rebeldes-da-libia-diz-gates.html" target="_blank">link</a>)</em></p>
<p style="text-align: justify;">____________________________________</p>
<p style="text-align: justify;">A situação é catastrófica.</p>
<p style="text-align: justify;">1) Faltou um Garrincha entre os rebeldes, alguém simples e com consciência razoável para imaginar que não é um filme onde inexperientes soldados fazem frente à máquinas de guerra genocidas;</p>
<p style="text-align: justify;">2) Faltou planejamento ao ocidente que fez papel de genocida ao se igualar a kadafi e bombardear tantos civis quanto possível. Afinal, proteger rebeldes matando civis e fazendo extinção / massacres em massa <strong>&#8220;bombardeios humanitários&#8221;</strong> é piada de muito, mas muito mau gosto.</p>
<p style="text-align: justify;">3) Armar os rebeldes ou entrar de vez na guerra? Eis a questão.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tudo foge ao controle, eis que percebemos a inversão dos valores. Para promotores da civilização e democracia, estamos um tanto sujos de sangue, não?</p>
<p style="text-align: justify;">Quando os EUA resolvem enviar agentes da CIA na Líbia, fica muito, mas MUITO claro, que algo deu errado. É o primeiro passo para que os rebeldes recebam armas ocidentais. Estabelece-se comando, desenvolve-se doutrina, ensinam técnicas básicas de combate, das quais meros amadores revoltosos não dispõem, monta-se regimentos e é então inaugurado um EXÉRCITO novo.</p>
<p style="text-align: justify;">Na reportagem do G1, com link no início do texto, há um trecho do depoimento de Robert Gates ao Congresso:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><em>&#8220;Penso que a oposição (líbia) precisa, antes de mais nada, de treinamento, comando e organização&#8221;, declarou Gates, antes de afirmar que até agora os rebeldes foram obrigados a improvisar.</em></p>
<p><em>&#8220;Muitos países estão em condições de dar esta assistência&#8221;, afirmou Gates, durante uma audiência no Congresso.</em></p>
<p><em>&#8220;Não é uma capacidade que só os Estados Unidos possuem e, na minha opinião, outros deveriam ser responsáveis por isto&#8221;, afirmou.</em></p>
<p><em>Com o fortalecimento das forças leais a Muamar Kadhafi frente aos rebeldes esta semana, surgiu a dúvida sobre entregar armas aos rebeldes ou não. Estados Unidos, Inglaterra e França afirmaram que consideravam esta possibilidade.</em></p>
<p><em>As forças especiais americanas - ou de outro país - estão em condições de fornecer treinamento militar aos rebeldes, mas Gates reafirmou que não serão enviadas tropas americanas à Líbia.</em></p>
<p><em>Agentes da CIA, que já estão no país segundo a imprensa americana, também podem dar este tipo de assistência</em>.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, se os rebeldes foram obrigados a improvisar até agora, a ordem correta das coisas é que os rebeldes fossem armados / treinados antes da ação militar ocidental ser iniciada. Ou, se fosse impossível, enviar agentes treinados. Mas qual a diferença de agentes treinados e mercenários? Nenhuma, só o lado que defendem. Ou seja, por instantes, o Ocidente será igual a Kadafi, para vencer Kadafi.</p>
<p style="text-align: justify;">Um erro que os EUA já cansaram de cometer, especialmente no Afeganistão, onde armaram os rebeldes para lutar contra a URSS na invasão (década de 1980). Rebeldes que depois criaram o Taleban e&#8230; Tan tan tan tannnnnn &#8230; já sabemos do resto.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas eu penso um pouco no futuro. Armar os rebeldes e combatê-los no futuro, significa ocupar a Líbia de vez (como acontece no Afeganistão). Afeganistão = ponto impotantíssimo para entrada na Ásia e estrategicamente posicionado nas fronteiras certas. Líbia = Excelente localização no norte africano com saídas para o mediterrâneo e base petrolífera invejável e pouco explorada.</p>
<p style="text-align: justify;">Digo mais, quem imagina que os Estados Unidos pensa a curto prazo, esquecem que a posição hegemônica militar foi cavada com décadas de investimentos / ações. Claro que a idéia é passar o comando p/ OTAN e não se preocupar mais com a imagem direta do país em si, mas quem comanda a OTAN? Os Generais são americanos&#8230; Um <strong>soft hard power</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas isso é uma hipótese dentre várias. A mais provável é que o mundo se esqueça da Líbia logo, assim que Kadafi cair (se cair). De um jeito ou de outro, o Ocidente falhou feio na promoção de seus ideais e se comportou como uma criança mimada que agora precisa ter o brinquedo. Mas Kadafi não vai vender tão barato. Vai custar caro e sangue será a mercadoria mais trocada na Líbia pelos próximos meses.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo por falta do garrincha&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo por falta de obedecer o direito internacional&#8230;.</p>
<p style="text-align: justify;">tudo por ter ganância e orgulho, tentando promover interesses utilizando civis como escudos.</p>
<p style="text-align: justify;">Não, não estou falando do Kadafi, estou falando de França, Inglaterra, Estados Unidos. Detonando civis de forma tão brutal quanto o ditador megalomaníaco.</p>
<p style="text-align: justify;">As trapalhadas do Obamaníaco serão comentadas em outro post.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>WE SO NEED  A FREAKING CHANGE !!!!</strong></p>
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		<title>Garrincha e os Rebeldes Líbios</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Mar 2011 14:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

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		<description><![CDATA[O que falta entre os rebeldes na Líbia e a coalizão ocidental? Um Garrincha. Vejam a história abaixo:

Conta a lenda que na Copa de 1958, durante a preleção antes do jogo contra a antiga União Soviética, o técnico brasileiro Vicente Feola reuniu os jogadores e combinou a estratégia da partida. Segundo Nelson Correa, foi algo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O que falta entre os rebeldes na Líbia e a coalizão ocidental? Um Garrincha. Vejam a história abaixo:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><em>Conta a lenda que na Copa de 1958, durante a preleção antes do jogo contra a antiga União Soviética, o técnico brasileiro Vicente Feola reuniu os jogadores e combinou a estratégia da partida. Segundo Nelson Correa, foi algo assim:</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;No meio de campo – dizia Feola – Nilson Santos, Zito e Didi trocariam passes curtos para atrair a atenção dos russos… Vavá puxaria a marcação da defesa deles caindo para o lado esquerdo do campo… Depois da troca de passes no meio do campo, repentinamente a bola seria lançada por Nilton Santos nas costas do marcador de Garrincha. Garrincha venceria facilmente seu marcador na corrida e com a bola dominada iria até à área do adversário, sempre pela direita, e ao chegar à linha de fundo cruzaria a bola na direção da marca de pênalti; Mazzola viria de frente em grande velocidade já sabendo onde a bola seria lançada… e faria o gol! Garrincha com a camisa jogada no ombro, ouvia sem muito interesse a preleção, entre divertido e distraído, e em sua natural simplicidade perguntou ao técnico: “Tá legal, ‘seu’ Feola!… <span style="text-decoration: underline;">Mas o senhor já combinou tudo isso com os russos</span>?”.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(retirado deste <a href="http://www.teoriadosjogos.net/teoriadosjogos/list-trechos.asp?id=77" target="_blank">link</a>)</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O ocidente derrubou Kadafi há muito tempo, os rebeldes receberam a ajuda logística e bélica necessária. Mas mesmo assim continuam a recuar e perder certos postos.</p>
<p style="text-align: justify;">A Rússia continua, cada vez mais revoltada em suas denúncias de violações da resolução na ONU. É verdade. Os Russos tem toda razão, a ação na Líbia é só uma desculpa para derrubar Kadafi e proteger civis rebeldes, mas não civis que lutem por Kadafi. Só espero que os russos tenham toda essa humanidade ao lidar com a questão da Chechênia e outros separatistas&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, não há guerra sem humilhação / usurpação / traição / hipocrisia. Todas tem e todas terão. O que mais intriga é porque tanta atenção é dada a Líbia enquanto outros Estados são ignorados (e matam seu próprio povo do mesmo jeito ou pior?).</p>
<p style="text-align: justify;">Não precisamos de um ocidente justiceiro que passe por cima de normas internacionais e resoluções para provar seus valores, pois é aí que os valores vão embora e este se torna muito pior do que o algoz. Kadafi foi o que de pior poderia estar no poder, e ainda está, não se esqueçam, mas quando o ocidente emprega armas, mata o povo alheio, prega democracia e impõe algo (imposição com democracia não forma uma boa mistura), começamos a ter muitas dúvidas sobre quem tem razão.</p>
<p style="text-align: justify;">A torcida pende para o mais fraco, Kadafi aglomera a população em prol de combater um inimigo comum e mortal que arruina o país e sua infra-estrutura. Máquina de propaganda para isso ele tem. E no final temos um inimigo mal (com L mesmo) contra um outro inimigo, só que mau, que simplesmente provou aos radicais que pode ser tão radical quanto eles.</p>
<p style="text-align: justify;">Faltou um Garrincha para avisar que precisavam combinar com Kadafi primeiro&#8230;</p>
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		<title>Democracia!! HAHAHA - Líbia</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=761</link>
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		<pubDate>Fri, 25 Mar 2011 16:19:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

		<category><![CDATA[Democracia]]></category>

		<category><![CDATA[líbia]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas pessoas que se auto-denominam &#8220;analistas&#8221; mantém uma enxurrada de bobagens e justificativas torpes para a intervenção absurda na Líbia.
Uma coisa é concordar ou não com a intervenção, e não é esse o mérito da discussão, mas sim COMO fazer isso respeitando minimamente qualquer direito humano que possa restar em uma guerra. Quando a França atrasa a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas que se auto-denominam &#8220;analistas&#8221; mantém uma enxurrada de bobagens e justificativas torpes para a intervenção absurda na Líbia.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma coisa é concordar ou não com a intervenção, e não é esse o mérito da discussão, mas sim COMO fazer isso respeitando minimamente qualquer direito humano que possa restar em uma guerra. Quando a França atrasa a definição da coalizão por querer implantar um pós-neo-colonialismo absurdo, ela não deixa de desrespeitar o que foi acordado.</p>
<p style="text-align: justify;">A Tuquia foi a que mais ofereceu resistência dentro da OTAN para receber este &#8216;elefante branco&#8217;, que como toda intervenção, deveria durar dias, agora via durar semanas, e em pouco tempo estaremos em meses (quiçá anos). E em que me fundamento para dizer isso?</p>
<p style="text-align: justify;">Democracia é uma palavra que representa algo ainda indefinido. Milhares de obras tentam definir democracia e não conseguem. É algo precisos e ao mesmo tempo indefinido, da qual todos gostamos e apreciamos, mas não entendemos ainda que sua essência não permite imposições. Não se leva democracia como um saco de arroz para qualquer lugar, muito menos implanta-se num Estado como se fosse uma legislação qualquer.</p>
<p style="text-align: justify;">Perceber as ações rebeldes como tentativas democráticas é algo absurdo. A Líbia possui suas próprias dinâmicas internas e tribos que não resolveram seus próprios problemas, quanto mais brincarem de paz e amor ao estilo John Lennon e Yoko Ono, algo inimaginável.</p>
<p style="text-align: justify;">Se democracia tiver religião, pode ser democracia? Se sim, é um preceito perigoso. Se não, várias democracias na prática então são &#8217;sujas&#8217;. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Por isso, não insisto mais no assunto. Se democracia é qualquer coisa, o Livro Verde do Kadafi nos ensinaria muito sobre ela. Mas como qualquer teórico, escrever confortavelmente acomodado sobre o que seria o melhor dos mundos, é um exercício intelectual bonito, mas o que vale mesmo é a bendita prática, que interfere na vida das pessoas e altera de modo irresistível as relações na sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi decretado um governo provisório na Líbia, e este já sofrerá em breve uma contra-revolução, já que é &#8220;muito liberal&#8221; se comparado à algumas elites muçulmanas radicais que almejam o poder.  Ou seja, nunca estará bom, e a Líbia nunca mais terá uma unidade fundada na razão ou nas leis, apenas no sangue. Ao invés de Kadafi, algum outro assumirá e terá que unificar o país pelo sangue. Foi assim em várias terras onde tribos reinavam, só para citar: China por ex. quanto sangue para unidade nacional&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">A partir do momento em que o ocidente e sua coalizão justiceira atacam Kadafi e suas tropas e armam os rebeldes, estão unilateralmente apoiando o caos. Quando as brigas tribais e religiosas começarem, entre correntes moderadas e radicais, o que faremos? Invadiremos a Líbia e criaremos um Estado-Nação básico e feito à força como na África negra? Teremos a coragem suficiente de pagar o preço em sangue pela bendita mudança? Implantaremos uma &#8216;democracia&#8217; bem DEMO de araque e demagoga como a do Iraque ? Ou então um líder bem legítimo e &#8220;pouco corrupto&#8221; como Karzai no Afeganistão?</p>
<p style="text-align: justify;">Enfim, o Ocidente se meteu nessa porque quis. Não adianta transferir a responsabilidade pela ação na Líbia para Otan e desviar os holofotes iniciais. O buraco é muito mais fundo e os impactos durarão décadas. Esse é o peso de intervir em conflitos internos.</p>
<p style="text-align: justify;">Intervir é bom ou ruim? Depende dos interesses, não das teorias. Depende de quais hipocrisias defenderemos e de quais demagogias promoveremos. Péssimo com Kadafi, Ruim sem ele, Pior com outro? Quem diria&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">Só uma pergunta: <strong>E A DEMOCRACIA NO EGITO? COMO ESTÁ INDO?</strong></p>
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		<title>Raí e a Humildade Contra o Jogo Político</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=759</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=759#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 23 Mar 2011 19:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Chechênia]]></category>

		<category><![CDATA[Política]]></category>

		<category><![CDATA[Raí]]></category>

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		<description><![CDATA[O relato abaixo é a íntegra de post do ex-jogador e craque Raí. Errar é humano, mas contextualizar o erro e entender a dimensão política que uma celebridade (ou um time delas) pode assumir, é extremamente benéfico. Parabéns.
Uma explicação do que foi o jogo &#8220;Seleção de 94 x Mistureba Política da Chechênia&#8221; (link)
O link para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O relato abaixo é a íntegra de post do ex-jogador e craque Raí. Errar é humano, mas contextualizar o erro e entender a dimensão política que uma celebridade (ou um time delas) pode assumir, é extremamente benéfico. Parabéns.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma explicação do que foi o jogo &#8220;Seleção de 94 x Mistureba Política da Chechênia&#8221; (<a href="http://esporte.uol.com.br/ultimas-noticias/afp/2011/03/08/astros-brasileiros-de-1994-e-2002-vencem-selecao-chechena-por-6-4.jhtm" target="_blank">link</a>)</p>
<p style="text-align: justify;">O <a href="http://www.rai10.com.br/?p=3499" target="_blank">link</a> para o site oficial do Raí (de onde foi retirado o texto abaixo).</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>CHECHÊNIA, O DIA EM QUE ME TRAI<br />
23.03.2011</p>
<p>Quando o descuido e a ingenuidade podem se transformar em um ato inconsequente</p>
<p>Por Raí Souza Vieira de Oliveira</p>
<p>Há pouco mais de um mês, recebi um convite de agentes intermediários para participar de um jogo na Rússia, país sede da Copa de 2018. O evento marcaria a inauguração de um estádio e jogaríamos contra a equipe local, que tem Gullit, ex-jogador holandês, como treinador.</p>
<p>No meio da minha correria, e com meu sócio (que é responsável por conduzir estas negociações) em férias, aceitei a proposta, se tudo estivesse confirmado e pagamento realizado 10 dias antes da viagem. Confesso que a falta de informação e cuidados, confirmam minha imprudência nesta operação.</p>
<p>Meu ingênuo raciocínio foi o seguinte: já estaria na Europa, onde participei do Global Sports Forum em Barcelona. Então, daria um pulo na Rússia, faria um joguinho, encontraria antigos amigos e ainda ganharia uma graninha.</p>
<p>Sinceramente, minha decisão não foi motivada pelo ganho financeiro. O que recebi não muda em nada a minha situação econômica. É o equivalente a pouco mais do que cobro para ministrar uma palestra de 2 horas na cidade de São Paulo. É também menos do que doo, com certa frequência, para projetos orientados pelo respeito aos direitos humanos.</p>
<p>Alguns dias antes da viagem, ainda na correria, recebi a notícia da mudança do jogo da Rússia para Chechênia, o que me causou estranheza. Sabia de uma terrível guerra entre separatistas chechenos e as forças armadas russas. Mas, segundo informações, a situação já estava menos violenta há algum tempo.</p>
<p>Tentei me informar um pouco mais sobre o presidente daquela república. Talvez não tenha buscado com a profundidade que deveria. Porém, optei por ir e honrar o compromisso assumido.</p>
<p>O que aconteceu, no entanto, foi que fiz parte de umas das coisas que mais condeno na vida e com a qual mais tenho cuidado: participei de um evento escancaradamente político, populista, em um contexto desconhecido, sem saber as possíveis consequências e intenções.</p>
<p>Tenho certeza, e os movimentos atuais no mundo árabe mostram, que hoje um jogo de futebol com alguns ídolos não mudará convicções ideológicas, mas, o resultado dessa escolha está em mim. Me senti mal por ter sido inconsequente, e não criterioso como sempre costumo ser. Quando percebi o tamanho do risco, após o jogo, minha vontade foi de esconder-me de tudo e todos, inclusive de mim mesmo.</p>
<p>Até então, do encontro no aeroporto até a chegada em Grozny, capital da Chechênia, tudo era uma grande alegria, pois o time de amigos estava novamente reunido. De imediato, vieram lembranças de tudo que passamos para chegar às grandes vitórias.</p>
<p>Mas o fato é que em Grozny o clima era militar: fotos gigantes dos homens que estão no poder, pouquíssima gente na rua. Algo muito estranho pra mim. Só depois, fiquei sabendo pela intérprete russa que 98% da cidade havia sido destruída durante a guerra. Imaginem as lembranças daquelas batalhas ainda vivas por ali. Ouvi também que algumas ONGs, acusam o governo de violação dos direitos humanos. Pelo que vi por lá, não me surpreenderia. Mas é muito difícil avaliar em um lugar tão traumatizado e ainda em extremo estado de alerta.</p>
<p>Chegamos em Grozny já no começo da tarde. Comemos e fomos ao teatro, em um dos prédios reconstruídos, para uma apresentação de danças típicas e música, também com uma atração internacional. Fomos recebidos de forma muito gentil por todos. Foi o único momento que me aproximei da população, que parecia bem. O público era, na maioria, formado por mulheres, em comemoração ao dia internacional da mulher, 8 de março. Muitas com seus celulares filmando tudo. Posso dizer que foi um momento agradável, pude sentir, mesmo que pouco, o lado humano daquela cidade que tenta se reconstruir.</p>
<p>Ficamos em um hotel com condições razoáveis, praticamente dentro do estádio do time da casa (que conta com vários jogadores brasileiros). No estádio, lotação máxima, com cerca de 15 mil pessoas, que cantavam o tempo todo.</p>
<p>Poucas horas antes do jogo, soube que o presidente e seus companheiros seriam nossos adversários. A única notícia boa era a duração do jogo: apenas 2 tempos de 25 minutos.</p>
<p>Os agentes pediram para “aliviar” um pouco, já que era apenas uma “brincadeira”. Realmente, apesar de Gullit e Matthäus estarem no time adversário, não tinha a mínima condição de fazermos um jogo competitivo. Além do presidente, havia outros que nunca tinham sido atletas de futebol. Foi uma pelada de quintal, mas o público parecia vibrante.</p>
<p>Placar a parte, desta imbecilidade (assim que me senti) cometida, ficam duas grandes lições: acompanharei de perto o processo político na Rússia/Chechênia; e estarei muito mais alerta a esses possíveis deslizes de avaliação (mesmo já sendo e tendo uma equipe muito criteriosa). Posso dizer que essa experiência serviu, ao menos, como um importante aprendizado.</p>
<p>Escrevo, porque da mesma forma e com a mesma intensidade que queria me esconder após o evento, necessito me expor e expor minhas fraquezas.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">O desabafo acima é espetacular e que outros possam espelhar-se neste exemplo.</p>
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		<title>Pós-Neo-Colonialismo?</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Mar 2011 17:08:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[Iêmen]]></category>

		<category><![CDATA[kadafi]]></category>

		<category><![CDATA[líbia]]></category>

		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu penso que os rebeldes hoje gritam &#8216;Viva a França / Viva Sarkozy&#8217;, &#8216;Sarkozy é um Santo&#8217;, Obama um salvador, eu não posso deixar de associar essas frases ao colonialismo.
A França de Sarkozy arquitetou uma ação militar tão rápido, mas tão rápido, que se ele existisse na época pré-segunda guerra mundial, os Tchecoslovacos e poloneses poderiam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Quando eu penso que os rebeldes hoje gritam &#8216;Viva a França / Viva Sarkozy&#8217;, &#8216;Sarkozy é um Santo&#8217;, Obama um salvador, eu não posso deixar de associar essas frases ao colonialismo.</p>
<p style="text-align: justify;">A França de Sarkozy arquitetou uma ação militar tão rápido, mas tão rápido, que se ele existisse na época pré-segunda guerra mundial, os Tchecoslovacos e poloneses poderiam ficar tranquilos, Hitler jamais chegaria vivo até lá.</p>
<p style="text-align: justify;">Pois bem. A resolução da ONU prega que os civis precisam ser protegidos. A Comunidade internacional também. Os aliados no ataque da Operação Aurora da Odisséia (nome bem francês mesmo) também acham isso. Mas então porque chove foguetes em civis? Se rebeldes armados pelo ocidente enfrentam as milícias (proto-exército) de Kadafi, temos sim guerra civil.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a comunidade internacional vai intervir em guerras civis, ela vai automaticamente contra a autodeterminação dos povos que tanto defende. Ao invés de colocar boinas azuis da ONU com forças apenas de proteção / ocupação com acampamentos militares, como fez nos balcãs por exemplo, simplesmente está querendo arrancar a cabeça de Kadafi e decidir a guerra civil para o lado que considera correto.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;MAS KADAFI BOMBARDEOU O PRÓPRIO POVO !!&#8221; verdade. Kadafi é um lixo, excremento da pior espécie que nem para esterco serviria. Mas dai até o ocidente decidir quem deve governar, são passos muito distantes. Foge totalmente ao direito internacional construído. O absurdo é tanto, que Obama está sendo cobrado por republicanos e democratas ao mesmo tempo (os últimos pois sabem que isso irá impactar nas eleições que virão em breve) e os republicanos pois não acham diferença alguma entre Obama e Bush.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste ponto também concordo que Bush deveria ser julgado por crimes de guerra, mas acho que agora Obama entrou no mesmo barco (mas este com o agravante do Nobel da Paz, vejam que ironia). Prêmio nobel da paz apoiando os colonialismos doentios europeus. É tudo uma questão de tempo e oportunidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Afinal, o ocidente &#8220;esqueceu-se&#8221; de 2 coisas muito importantes:</p>
<p style="text-align: justify;">1) E se a Líbia não cair rápidamente?;<br />
2) E se os rebeldes que assumirem não tiverem condições de montar uma nação pós-kadafi unificada e cederem ao terrorismo islâmico?</p>
<p style="text-align: justify;">A chance de um atoleiro é real. Quem vai assumir a bucha? Acho que até Obama já percebeu que não fez um gesto muito inteligente.</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p>O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (21) que, depois que as defesas antiaéreas da Líbia forem anuladas, os EUA vão transferir o comando da operação militar no país para seus aliados.</p>
<p>&#8220;Nós prevemos que esta transição vai ocorrer em questão de dias e não em questão de semanas&#8221;, disse Obama. (<a href="http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/03/eua-vao-transferir-lideranca-da-acao-militar-na-libia-aliados-diz-obama.html" target="_blank">aqui</a>)</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Parece aquela história de criança que rabisca a parede, se arrepende e tenta culpar alguém que está perto. O que os &#8220;obamistas&#8221; da mudança vão dizer agora? Quando a mudança é feita na base do fórceps, vale? E agora no Iêmen, que também está quase derrubando seu governo e que sofre uma real ameaça da Al-Qaeda? Que é um santuário há anos? Vamos intervir também?</p>
<p style="text-align: justify;">O Iêmen é o país mais pobre do Oriente Médio, possui pouco petróleo e é basicamente uma economia rural. Será que haverá o mesmo interesse? NÃO, CLARO QUE NÃO. Eu odeio o argumento do petróleo, mas ele nunca pareceu tão convincente.</p>
<p style="text-align: justify;">A questão é que na Líbia, se os rebeldes não formarem um governo forte e com controle total, ele será facilmente derrubado por milícias e um ciclo de violência longo e complexo se formará. E o ocidente que colocou esses cidadãos lá? Vai ajudar a formar um governo novo? Vai lá colocar o dedo na formação de mais uma democracia? Não, teremos uma nova colônia. França de Sarkozy e Inglaterra de Cameron em suas melhores fezes fases.</p>
<p style="text-align: justify;">Complicou mais ainda, pois agora os rebeldes TEM QUE VENCER. Caso contrário, ninguém segura Kadafi.</p>
<p style="text-align: justify;">PS. Já tem avião americano caindo na Líbia. Enquanto vários rebeldes acusam Kadafi de continuar com massacres, a imprensa internacional lá presente não consegue imagens. E os coitados dos rebeldes aparentemente não matam ninguém. Ou seja, a desinformação caótica torna tudo muito pouco real.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para Saber mais:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: left;">G1 - EUA vão transferir liderança da ação militar na Líbia a aliados, diz Obama - http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2011/03/eua-vao-transferir-lideranca-da-acao-militar-na-libia-aliados-diz-obama.html</p>
<p style="text-align: left;">FOLHA - Avião militar dos EUA cai na Líbia; Gaddafi mantém ofensiva - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/892163-aviao-militar-dos-eua-cai-na-libia-gaddafi-mantem-ofensiva.shtml</p>
<p style="text-align: left;">FOLHA - Com sucesso de missão, EUA reduzirão escala de ataques na Líbia - http://www1.folha.uol.com.br/mundo/892252-com-sucesso-de-missao-eua-reduzirao-escala-de-ataques-na-libia.shtml</p>
<p style="text-align: left;">ESTADAO - Voto do Brasil irrita rebeldes em Benghazi - http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110322/not_imp695433,0.php</p>
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		<title>A Oportunidade e o Oportunismo</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Mar 2011 17:10:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[escudos humanos]]></category>

		<category><![CDATA[Hipocrisia]]></category>

		<category><![CDATA[líbia]]></category>

		<category><![CDATA[mudança]]></category>

		<category><![CDATA[Ocidente]]></category>

		<category><![CDATA[ONU]]></category>

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		<description><![CDATA[As &#8220;Potências Ocidentais&#8221; e a ONU tiveram a oportunidade de colocar seus valores, de efetuar ações que provariam que nossos pontos eram verdadeiros. Mas o oportunismo falou mais alto.
Quando Obama, Sarkozy e cia limitada condenaram Kadafi ao chão, muito no início das revoltas, assumiram um rumo que não permitia retorno. Kadafi no poder é a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As &#8220;Potências Ocidentais&#8221; e a ONU tiveram a oportunidade de colocar seus valores, de efetuar ações que provariam que nossos pontos eram verdadeiros. Mas o oportunismo falou mais alto.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando Obama, Sarkozy e cia limitada condenaram Kadafi ao chão, muito no início das revoltas, assumiram um rumo que não permitia retorno. Kadafi no poder é a desmoralização do ocidente.</p>
<p style="text-align: justify;">A ONU aprovou a zona de exclusão aérea. Mas o que significa isso de fato? Significa que nada levanta vôo na Líbia, especialmente aviões que bombardeavam o próprio povo líbio. Ok, perfeito, obedecia a um preceito humanístico e, ao mesmo tempo, agradava a Liga Árabe. Mas o oportunismo disse: &#8216;por que não aproveitar e bombardear instalações de Kadafi?&#8217; E ai foi a derrocada ética que Kadafi precisava.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual a maldita intenção de se bombardear um hospital? Um centro de pesquisas médicas? Um absurdo os detentores das maiores tecnologias não saberem diferenciar um hospital de um hangar. Afinal, a zona de exclusão aérea é formada a partir de bombardeios estratégicos e localizados, que mina a força estatal e não permite mais ataques aéreos contra o povo. Só isso.</p>
<p style="text-align: justify;">Os Russos se abstiveram da votação e da coalizão de ataque. Foram duros nas críticas aos EUA e Inglaterra principalmente. A resolução da ONU foi sim utilizada de forma irregular e tudo isso foi arquitetado para matar Kadafi, não para proteger os civis. Até agora fala-se em 90 civis mortos, deve ser então uns 300.</p>
<p style="text-align: justify;">Os rebeldes dizem que as forças de Kadafi utilizam escudos humanos para impedir os avanços dos rebeldes. Mas quando o ocidente arma os rebeldes em terra e diz &#8216;vai lá pegar o trono&#8217;, bombardeando pelo céu e sem colocar um mísero soldado no chão, eles não fazem o mesmo?</p>
<p style="text-align: justify;">É o fim da picada quando uma resolução da ONU é desvirtuada e serve para coalizão ocidental utilizar escudos humanos rebeldes que vão tomar o poder e instaurar o caos na Líbia. Quem lucra? os de sempre.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o ocidente não tem competência para atirar e matar Kadafi de uma vez, deveria dar meia volta e deixar o povo cuidar disso.</p>
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		<item>
		<title>The Moral Defeat Tastes SO BITTER&#8230;</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Mar 2011 15:33:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[defear]]></category>

		<category><![CDATA[kadafi]]></category>

		<category><![CDATA[koran]]></category>

		<category><![CDATA[libya]]></category>

		<category><![CDATA[moral]]></category>

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		<description><![CDATA[The West just suffered its biggest moral defeat in decades.
The truth is that a military response from France, Italy, U.S.A. and U.K. was necessary to defeat the tyranny of Kadafi. But the rebels waited too long, suffered in the hands of the military which were loyal to the tyrant. Almost all that were captured suffered [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">The West just suffered its biggest moral defeat in decades.</p>
<p style="text-align: justify;">The truth is that a military response from France, Italy, U.S.A. and U.K. was necessary to defeat the tyranny of Kadafi. But the rebels waited too long, suffered in the hands of the military which were loyal to the tyrant. Almost all that were captured suffered tortures, the women were raped, the children were killed.</p>
<p style="text-align: justify;">The prisons are way worse than we can ever imagine, and the psychological state of every fighter in Libya is destroyed for this lifetime.</p>
<p style="text-align: justify;">Anyway, the announcement of U.N. Security Council measures against the regime was celebrated in many places. Obama predicted the fall of Kadafi in days, U.K. sent its secret service (which proved not so secret as they were discovered and deported back), France and other States do not recognize the authority of Kadafi family to rule the Country. Pure amateurism. I have never seen such childish in foreign politics. And  despite all, the rebels won some fights.</p>
<p style="text-align: justify;">Now the West has already took a side, and it has to deal with the reality. Kadafi is wining, and will make his triumph to echo all around the globe. Triumph truly soaked in blood.</p>
<p style="text-align: justify;">While the Obama administration was facing one of its big challenges of the mandate (which was to make a military intervention  or not), the whole West was waiting for his decision. The same West that condemned Bush for the intervention in Afghanistan and Iraq, was pushing for the same. Paradox&#8230;</p>
<p style="text-align: justify;">The UN NEWS CENTRE published a page where it says:</p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Expressing grave concern at the deteriorating situation, the escalation of violence, and the heavy civilian casualties, the Council established a no-fly zone, banning all flights – except those for humanitarian purposes – in Libyan airspace in order to help protect civilians. It specifically calls on Arab League states to cooperate with other Member States in taking the necessary measures.&#8221; </em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>(&#8230;)</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>&#8220;Demanding an immediate ceasefire and a complete end to violence and all attacks against and abuse of civilians, and condemning the “gross and systematic violation of human rights, including arbitrary detentions, enforced disappearances and summary executions,” the Council noted that the attacks currently taking place may amount to crimes against humanity</em> [<span style="text-decoration: underline;">REALLY? For God’s sake, what the hell of a fast perception...</span>].&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">I believe in English there is an expression, &#8220;<em>too little, too late&#8221;</em>, but I am quite sure that it says the truth.</p>
<p style="text-align: justify;">Now that the dictator killed as many people as possible, the West is concerned. Not concerned with the people itself in Libya, but with the political implications of the maintenance of the actual status quo. Kadafi stays, shame of U.S.A., France, U.K., etc. Intervention is not an option anymore. If no intervention (military, soaked blood as well) happens, the credibility of the West goes to the ground. If Kadafi stays, he will be strengthen by the fear and his family will have more 50 years in power if the dark tranquility.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>U.N. CHARTER</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>CHAPTER VII: ACTION WITH RESPECT TO THREATS TO THE PEACE, BREACHES OF THE PEACE, AND ACTS OF AGGRESSION</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Article 39</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>The Security Council shall determine the existence of any threat to the peace, breach of the peace, or act of aggression and shall make recommendations, or decide what measures shall be taken in accordance with Articles 41 and 42, to maintain or restore international peace and security.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Article 41</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>The Security Council may decide what measures not involving the use of armed force are to be employed to give effect to its decisions, and it may call upon the Members of the United Nations to apply such measures. These may include complete or partial interruption of economic relations and of rail, sea, air, postal, telegraphic, radio, and other means of communication, and the severance of diplomatic relations.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Article 42</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Should the Security Council consider that measures provided for in Article 41 would be inadequate or have proved to be inadequate, it may take such action by air, sea, or land forces as may be necessary to maintain or restore international peace and security. Such action may include demonstrations, blockade, and other operations by air, sea, or land forces of Members of the United Nations</em></p>
<p style="text-align: justify;">Seems to me that these articles are very clear. But also seems that the part which says  as may be necessary to maintain or restore international peace and security. Is it really true that INTERNATIONAL peace and security are at stake here? NO. The West was arrogant when perceived Kadafi as Mubarak. U.S.A. act stupidly when they abandoned the Egypt ally and caused a very uncomfortable situation with Saudi Arabia and its royal family.</p>
<p style="text-align: justify;">What is at stake is the ability of the West to explore the others’ crisis.</p>
<p style="text-align: justify;">The problem with Obama is that his moto that we need the change, ignores that these changes often comes in blood. Who pays the price of hypocrisy?  Often as well, the people.</p>
<p style="text-align: justify;">When you tell Kadafi ‘hey you need some change here my friend’ he will throw a bomb in your direction so easily that will make you cry. This is his mind, not in our pattern of civilization, but his own’s. It is not a matter of who is right or wrong, the West always destroyed his own people when needed, by any direct or indirect means. Racial segregation, income distribution, slavery, you can name many strategies.</p>
<p style="text-align: justify;">What I’m curious about, is a simple relation:</p>
<p style="text-align: justify;">- Crisis in Egypt, fine; but you can now perceive that the military joint is not THAT nice;</p>
<p style="text-align: justify;">- Crisis in Tunisia, good; they don’t represent much anyway;</p>
<p style="text-align: justify;">- Crisis in Qatar, we don’t know, because Al-Jazeera won’t show a picture about. Also, they are too friend of the West;</p>
<p style="text-align: justify;">- Crisis in Bahrain, we don’t care, as long as the Formula1 race was canceled, the West didn’t make any other move so far;</p>
<p style="text-align: justify;">- Crisis in Saudi Arabia, we SO care about that we pretend not seeing the royal family abuses, killing its own people, torturing its people, killing by the Sharia law, and etc.</p>
<p style="text-align: justify;">Other fact: The Saudi Arabia sent military to operate around and protect the regimes they consider allied to their interests. U.S.A. clearly lost some influence and its credibility for letting his big ally Mubarak fall. Saudi Arabia wasn’t happy with this scenario and understood that they can expand little further their power.</p>
<p style="text-align: justify;">Do you know what’s happening inside Saudi Arabia? No, nobody knows. I can tell it is not good.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>References:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>UN News Centre</strong> - (http://www.un.org/apps/news/story.asp?NewsID=37808&amp;Cr=libya&amp;Cr1=)</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Charter of the U.N.</strong> - (http://www.un.org/en/documents/charter/chapter7.shtml)</p>
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		<title>Japão em Luto - 11/03/2011</title>
		<link>http://luismaluf.com.br/blog/?p=746</link>
		<comments>http://luismaluf.com.br/blog/?p=746#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Mar 2011 15:21:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Gustavo</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Análises]]></category>

		<category><![CDATA[BBC]]></category>

		<category><![CDATA[Japão]]></category>

		<category><![CDATA[Tsunami]]></category>

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		<description><![CDATA[Dispensa comentários.

Não há descrição p/ isso.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dispensa comentários.</p>
<p><object width="412" height="300" data="http://www.bbc.co.uk/emp/external/player.swf" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="FlashVars" value="config_settings_language=pt&amp;config_settings_showPopoutButton=true&amp;playlist=http%3A%2F%2Fwww%2Ebbc%2Eco%2Euk%2Fportuguese%2Fmeta%2Fdps%2F2011%2F03%2Femp%2F110311%5Fjapao%5Fatualiza%5Fpu%2Eemp%2Exml&amp;config_settings_showFooter=true&amp;" /><param name="src" value="http://www.bbc.co.uk/emp/external/player.swf" /><param name="flashvars" value="config_settings_language=pt&amp;config_settings_showPopoutButton=true&amp;playlist=http%3A%2F%2Fwww%2Ebbc%2Eco%2Euk%2Fportuguese%2Fmeta%2Fdps%2F2011%2F03%2Femp%2F110311%5Fjapao%5Fatualiza%5Fpu%2Eemp%2Exml&amp;config_settings_showFooter=true&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>Não há descrição p/ isso.</p>
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