4G e Nosso Atraso Intelectual
O Brasil possui sim uma síndrome que o afasta do desenvolvimento. A PREGUIÇA.
As redes de transmissão 4G (tecnologia de internet móvel) serão implantadas no país. ótimo, diminuímos o gap tecnológico entre o primeiro mundo e o nosso? Não. Por que? Porque obrigamos os vencedores da licitação à utilizar tecnologia nacional em boa parte das instalações.
Tecnologia nacional não significa algo ruim. Significa apenas algo obsoleto. Preferimos utilizar algo ultrapassado nacional à importar algo mais moderno, pois fere nosso ufanismo. Já diria o Itaú, #VamosJogarBola e tudo passa mesmo…
No entanto, a discussão é colocada de forma errada. Por que não investir em pesquisa e desenvolvimento de uma tecnologia melhor? Por que não agregar valor ao nosso produto e ai as empresas brasileiras participariam das licitações lá fora? Não seria melhor assim?
A verdade é que colocamos uma peneira para tapar a entrada de sol. Melhor temer as importações do que desenvolver nossos produtos. Não argumentem a falta de recursos, completamos hoje (02/05/2012) R$ 400.000.000.000,00 em impostos recolhidos. Será que uma fatiazinha não poderia ser destinada ao desenvolvimento tecnológico?
É essa mentalidade atrasada que nos coloca em posição de reféns. Somos reféns do nosso atraso, das nossas ambições atrasadas e de um ufanismo que deveria ter sido enterrado com a ditadura. Claro que os outros Estados vão protestar na OMC, eles não são contra o Brasil, mas precisam ser recompensados pelo valor de suas pesquisas e tecnologias. Eu prefiro ver o provedor 4G alemão ou americano do que um misto mal feito de peças brasileiras e chips alemães. O Brasil que concorra em um mercado aberto ou abstenha-se de participar.
Somos uma piada.
02/05/2012 12h59 - Atualizado em 02/05/2012 13h47
Edital do 4G vai manter exigência de conteúdo nacional, diz ministro
EUA e União Europeia ameaçam questionar edital do leilão na OMC.
Paulo Bernardo diz que exigência não fere tratados internacionais.
O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta quarta-feira (2) que não vai haver alteração na exigência de conteúdo nacional - equipamentos e tecnologias produzidos e desenvolvidos localmente - prevista no edital de leilão das faixas de frequência para a telefonia móvel de quarta geração, a chamada 4G.
De acordo com reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, Estados Unidos e União Europeia vão questionar essa exigência do edital na sexta-feira (4) na Organização Mundial do Comércio (OMC). Eles alegam que trata-se de uma barreira ilegal ao comércio no setor de telecomunicações.
“Não mudaremos as exigências de conteúdo nacional porque não vemos nada que fira os tratados de comércio internacional e porque queremos desenvolver a indústria de equipamentos em nosso país”, disse Bernardo.
A exigência é de 60% de conteúdo nacional mínimo, entre 2012 e 2014, válido para aquisição de bens, produtos, equipamentos, sistemas de telecomunicações e redes de dados, sendo 10% da tecnologia desenvolvida no país. A obrigação aumenta para 70% (20%) entre 2017 e 2022. O governo acredita que as medidas são necessárias para ajudar a incentivar a produção brasileira.
Bernardo afirmou que o ministério recebeu correspondências da comissaria europeia e da embaixada dos EUA com questões a respeito do edital, que serão respondidas nos próximos dias. “Já estamos elaborando as respostas”, disse Bernardo.
O edital do leilão da faixa de freqüência para o 4G – e também para a faixa que será usada na telefonia móvel rural – foi aprovado em abril pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O leilão está previsto para acontecer em 12 de junho e o preço mínimo de todos os lotes somados é de R$ 3,8 bilhões.









