Democracia? Circo?


Acho muito engraçado quando as propagandas eleitorais, o governo, os partidos, os cientistas políticos, etc, conclamam o voto popular e o comparecimento em massa chamando essa piada de democracia. Quando os militares governavam, havia eleições. No Irã, existe eleição, no Iraque, Afeganistão, China, etc., também.

Eleições NÃO significam DEMOCRACIA:
DEMO (grego) - Povo
KRATIA / KRATOS (grego) - poder

DEMO (latim) - diabo
KRATIA / KRATOS (grego) - poder

Ou seja, podemos manejar para significar poder do povo ou poder do diabo… acho que no caso brasileiro é mais diabo do que povo mandando em tudo, mas isso não cabe a mim julgar.

No entanto, até onde a liberdade acarreta a derrocada da ética? Enquanto não existe uma definição saudável e precisa de democracia, o uso das habilidades retóricas para torná-la mãe da razão e das falcatruas (e o filme O BEM AMADO veio bem a calhar) tornam vários políticos discípulos diretos de Odorico Paraguaçú.

Nas ditaduras ou nas democracias, o maior problema é quando a máquina do Estado só funciona para sugar a vida de seu povo. O problema é tão antigo que precede a constituição do Estado Moderno (Westphalia 1648) e já foi citado pelo poeta Juvenal no império romano “QUIS CUSTODIET IPSOS CUSTODES?” (Quem vigia os vigilantes?).

O coitado do Juvenal não tinha idéia do que estava por vir. Mas continua tão atual, que as manchetes no Brasil estão repletas de casos que poderiam ser julgados por esta frase.

Vai brasileiro, vai tentar mudar as coisas pelo seu voto ! Em Brasília, ilha corrupta de tranquilidade e sodomia popular, ninguém liga. Eles estão mais preocupados em escoar as verbas em corrupção para seus interesses e afiliados. Se existe gente boa em Brasília (e eu só me refiro a políticos, pois povo é povo em qualquer lugar) já perdeu a chance de destruir as mazelas.

Quando eu tenho que assistir um palhaço (literalmente) como tiririca tirando sarro da minha cara no horário eleitoral, sinto que ele deve ser eleito. Um cidadão que não comete crimes, paga 5 meses de impostos por ano (trabalhando de graça neste período), que precisa assistir famílias sucumbindo de fome, sede, frio e doenças diariamente na rua, que precisa acordar cedo e dormir tarde, que precisa agradecer a Deus por estar vivo e não a uma política pública séria, não passa de palhaço.

Isso mesmo, você caro leitor, é um palhaço. Eu sou um palhaço. Vivemos num CIRCO chamado Brasil.

Acompanhem:
- Quebra do sigilo fiscal da filha do candidato José Serra; Este último, absolutamente obsoleto.
- Marina Silva tendo como vice um empresário milionário que está sendo processado por danos ambientais (dentre outras coisas);
- Dilma Rousseff tornando-se uma paquita de tanta transformação visual e esvaziamento do cérebro. Somente uma marionete dos poderosos mandatários que vão ressucitar;

E Brasília segue em sua tranquilidade costumeira. Viva o país do futuro, do pré-sal, da copa de 2014 e das olimpíadas de 2016. Como eu pretendo viver um pouco mais do que 1 década, penso o que será de mim e dos meus caros leitores.

8 Anos de Afeganistão em 1 Imagem


Talvez a imagem que melhor resuma o Afeganistão nestes últimos anos:

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(crédito da foto: Photograph by Jodi Bieber / INSTITUTE for TIME) disponível em alta resolução (aqui).

Este é o olhar que penetra nossas mentes quando pensamos na barbárie desta guerra. Faz com que olhemos para toda a civilização e questionemos: A que ponto chegamos?

O resumo é:

The Taliban pounded on the door just before midnight, demanding that Aisha, 18, be punished for running away from her husband’s house. They dragged her to a mountain clearing near her village in the southern Afghan province of Uruzgan, ignoring her protests that her in-laws had been abusive, that she had no choice but to escape. Shivering in the cold air and blinded by the flashlights trained on her by her husband’s family, she faced her spouse and accuser. Her in-laws treated her like a slave, Aisha pleaded. They beat her. If she hadn’t run away, she would have died. Her judge, a local Taliban commander, was unmoved. Later, he would tell Aisha’s uncle that she had to be made an example of lest other girls in the village try to do the same thing. The commander gave his verdict, and men moved in to deliver the punishment. Aisha’s brother-in-law held her down while her husband pulled out a knife. First he sliced off her ears. Then he started on her nose. Aisha passed out from the pain but awoke soon after, choking on her own blood. The men had left her on the mountainside to die. (link).

Ou seja, a Aisha não teve somente (?!) seu nariz arrancado, mas também suas orelhas.

Marcos Guterman em seu blog no Estadao fez observações relevantes e trouxe um pouco da história (em português). Vale a pena dar uma olhada.

Eu nem vou entrar no mérito da TIME, de questionar a saída ou não das tropas americanas do Afeganistão. Afinal, com uma foto dessas, que diferença faz? A distância entre nossas teorias e um mundo melhor passa por esta imagem, ela significa toda impotência ocidental e toda falta de planejamento que conduziu o inferno a um pedaço da Terra.

Se não gostou da imagem, pense o que pode fazer para mudar a situação. Esse tipo de coisa não acontece só no Afeganistão e tãopouco está relacionado puramente ao islã. Temos torturas piores no Rio de Janeiro, Colômbia, e qualquer lugar do mundo.

Análises | ago 13

Lula - Realmente filho do Brasil atual…


A ânsia de Lula em eleger seu robozinho Dilma é tanta, que além da promoção à Jesus Cristo que recebeu no filme “Lula, o Filho do Brasil”, ele deseja agora espalhar seus poderes divinos por aí. Isso não poderia acontecer de forma legal (no sentido de legislação).

O plano então é espalhar exibições gratuitas do filme, conforme publico hoje na Folha de São Paulo (tudo abaixo retirado da edição impressa e, portanto, só com trechos publicados). Está disponível aos assinantes do UOL ou da Folha neste link.

“Venha assistir à saga da família Silva, uma saga igual a de tantas outras famílias do Brasil.” A frase está em um convite da Prefeitura de Morro Agudo (SP) para uma sessão pública, em maio, do filme “Lula, o Filho do Brasil” em uma escola da cidade.
Sete meses após o lançamento, a obra sobre a vida do presidente vem sendo exibida pelo país a populações sem condições de ir ao cinema em uma série de eventos, muitos deles bancados por administrações petistas.
A Folha localizou ao menos dez cidades que exibiram “Lula” nos últimos meses.
Em tendas montadas em praças ou em locais públicos, já houve até “pipoca distribuída gratuitamente”, como divulgado em Morro Agudo. (Prefeituras do PT exibem filme sobre a vida de Lula é o título da matéria de FELIPE BÄCHTOLD).

No entanto muito me chama a atenção que abaixo do título da reportagem, está escrito:

“Em ano eleitoral, biografia do presidente tem sessões em praças e escolas
Administrações negam caráter eleitoreiro da divulgação da obra e dizem que ideia é levar cinema a quem não tem

Cada vez mais eu sinto que somos idiotas em meio a um processo eleitoral. Com tantos clássicos e cineastas brasileiros excelentes que temos por aí, é LULA O FILHO DO BRASIL o clássico que eles vão exibir para quem não tem cinema? Se vai levar cinema de verdade para aqueles que não possuem oportunidade de assistir, existem ao menos três mil filmes que tem caráter cultural muito ampliado e suficiente para trazer toda magia às pessoas.

Na matéria seguinte, ainda dentro do assunto, a Folha conversou com Fábio Barreto, produtor do filme. Vale muito a pena ler o parágrafo:

O produtor Luiz Carlos Barreto, responsável por “Lula, o Filho do Brasil”, afirma que, se a obra for exibida por prefeituras, sindicatos e órgãos públicos, será sem o seu “conhecimento” e sem sua “autorização”.
“É possível que pessoas estejam utilizando cópias do DVD e promovendo exibições. Isso é ilegal, e pode ser caracterizado como pirataria”, escreveu Barreto à Folha, por e-mail. As exceções foram as exibições em Belford Roxo (RJ) e Alvorada (RS), em eventos de teste para um projeto chamado “Roda Brasil”. A produtora elabora um plano de projeções itinerantes de seus filmes, que deve ser iniciado em setembro.
Mas, segundo Barreto, o filme sobre Lula só será incluído na programação em novembro. A justificativa, segundo Barreto, é “evitar o período eleitoral”.

E então fica claro que o produtor do filme trouxe a clara informação de que o governo está utilizando-se de pirataria para propaganda eleitoral, e ainda fornecendo a pipoca de graça em alguns lugares. Todos os grifos, negritos, itálicos são meus para ilustrar os pontos que acho relevante. Acho muito mais do que justa a divulgação de cada fato e só podemos agradecer aos profissionais da Folha pela publicação das matérias hoje.

E então, quando imaginava que a coisa não poderia feder mais, me deparo com a reportagem de Daniela Lima (ainda na mesma Folha de hoje):

“Lula” e outros DVDs piratas são vendidos em evento do PT  (título)

Um DVD pirata do filme “Lula, o filho do Brasil” poderia ser comprado, ontem, dentro do comitê de campanha do senador Aloizio Mercadante ao governo de São Paulo, em Osasco, por R$ 10. Com credencial do PT pendurada no pescoço, Cloves de Castro montou, em evento de campanha do senador, uma banquinha com pelo menos 100 filmes piratas. Ele estava ao lado de militantes que vendiam bonés e bandeiras para a campanha.

Nunca antes na história desse país a inteligência do eleitor foi tão insultada. Se foi antes, só agora percebi, então desculpem.

Esses fatos acima corroboram o que já disse antes neste site. Em suma, estamos em AGOSTO e não podemos avaliar 1 mísero plano de governo, pois uns se ocupam de usar a máquina pública, enquanto outros se ocupam em atacá-la pela doutrina do medo (PSDB) e pouco constróem a respeito de propostas. Alguns fica a ver arbustos e declarando aos sete ventos que algo está errado (PV). Todos com estes argumentos pútridos bons e inéditos vão iludindo seus eleitores.

Esse blog não é partidário de nada ou de ideologia alguma. Quer que todos os partidos e candidatos se danem até que provem algum valor ao povo. Quer que construam educação, saúde, emprego, condições minimamente humanas de vida àqueles que não podem nem comer. Fazendo isso, não terão feito nada além da obrigação.

O Cabo de Guerra Colombiano e a Venezuela


Em diversas outras oportunidades, já escrevi sobre Colômbia x Venezuela. Uma história com trajetórias tensas e perigos constantes de conflitos. A situação pareceu ter piorado durante a última semana, quando Chávez rompeu relações de forma total com seu vizinho Uribe.

Apesar de esbravejar, é clara a postura de evitar qualquer conflito militar, e isso vale para os dois lados. Uribe entregará seu governo no dia 07/Agosto. Chávez não deseja perturbar sua política totalitária com um conflito que o tornaria extremamente impopular ao seu final e que poderia acender uma lâmpada na cabeça dos venezuelanos, que passariam a repensar toda a trajetória do Sr. Hugo nesta última década.

Juan Manuel Santos será o sucessor de Álvaro Uribe. Já não é segredo, desde a campanha presidencial de 2009, que Santos procura uma linha de política externa conciliadora com Chávez e que visa, em última instância, uma desmilitarização das relações bilaterais. Esta postura é uma guinada de 180 graus em relação ao posicionamento de Uribe e já gerou uma tensão entre os dois. Eis o caso de criatura que enfrentará e talvez superará seu criador.

Caracas apresentará durante esta última semana de julho/2010 uma proposta na UNASUL para que as relações diplomáticas sejam reestabelecidas. No entanto é, com absoluta certeza, condicionada à cessão de qualquer ameaça ou denúncia colombiana que possa levar a uma escalada da violência.  Enfim, ao alinhamento de Colômbia e EUA desde o Plano Colômbia.

Para o futuro presidente colombiano, Juan Santos precisará repensar a relação com os EUA e o combate ao narcotráfico. Será que as FARC possuem bases e abrigos em vizinhos? CLARO QUE SIM ! Mas será que isso só foi descoberto agora? CLARO QUE NÃO ! Então, sem dúvidas uma das formas de que Caracas pode fazer uso quando quiser atacar Bogotá é utilizar as FARC, ao invés de utilizar suas forças armadas e “dar a cara à tapas”. Ou seja, sem novidades, somente recursos de poder.

As relações Colômbia e Estados Unidos x Venezuela e Equador continuarão tensas, mas a esperança é de que Santos torne a convivência mais fácil e menos militarizada, mostrando à Chávez que o recurso de poder que as FARC representam para ele não é significativo suficiente para se sobrepor às relações diplomáticas. Talvez agora que o enfrentamento não funcionou e só serviu para fortalecer a ditadura de Chávez, não reste muita opção. Com isso, as relações entre Colômbia e Estados Unidos serão afetadas e enfraquecidas (dado também a dificuldade do legislativo americano em aprovar o livre-comércio entre EUA e Colombia).

É a chance de ouro para a diplomacia brasileira se reerguer das trevas em que se meteu nestes últimos anos e aproveitar a chance para ser um líder regional de fato.

Análises | jul 25

Iced Earth - Come What May…


No music could describe the human nature in a better way. This can be applied to history, to management, to anything we want, and even, on how to handle our life / problems.

The lyrics are inside the video and the images are the best somebody could possibly imagine. Awesome work.

Hope you can all think about the lyrics and the image, on this first-class production from Iced Earth. 

Eleições 2010 - Planos de Governo


Se os nossos queridos brasileiros alimentarem alguma expectativa razoável em relação as eleições para presidente da República Federativa do Brasil em 2010, quebrarão as faces.

São três os candidatos de maior expressão, sendo:

- José Serra (PSDB / DEM )
- Dilma Rouseff (PT / PMDB)
- Marina Silva (PV)
- Resto que só faz número (com todo respeito).

Por incrível que pareça, o campo “Resto” é onde reside as melhores e mais criativas propostas. Lá estão candidatos que, se não estão ideologicamente ligados a nada, também não devem nada a ninguém. Portanto, possuem maior liberdade de pensamento. Porém, são insignificantes na preferência nacional e só nos divertem durante o horário político com cenas e atuações inusitadas, com a criatividade de quem possui segundos de televisão e rádio.

Dentre os três primeiros, a verdade é: TANTO FAZ. Todos serão inúteis e engessados pela capacidade do Estado de andar sozinho. Em nossa democracia, a figura do presidente é estática e, ao contrário do que querem que pensemos, pouco efetiva na criação e manutenção de políticas públicas. O pote de ouro do poder e status, não vale nada quando a moeda circulante é o Real.

As promessas são sempre as mesmas, mais educação, mais saúde, mais qualidade de vida, menos corrupção, menos dano ambiental no embate com o progresso (como se um precisasse anular o outro), enfim, somente o que ninguém combateria. Quem é o idiota que contrariaria algum item destes? Não, quero que todos continuem morrendo nas filas de hospitais e que as crianças e adolescentes continuem analfabetos funcionais.  O fato é que na prática, a idiotice os elege. Não existe mais ideologia, o mercado, a moeda, a abertura financeira, a inflação, os juros, tudo isso ficará como está. Para uma mudança efetiva em qualquer destes fatores, uma reforma estrutural e planejamento seriam necessários.

Essa alternância no poder é um fator para mantermos no currículo do Brasil o carimbo de Democracia. Mas os aspectos fundamentais que dizem respeito à renda, distribuição da mesma, criação de empregos e infra-estrutura de forma planejada, mas sem essa face genérica, com os problemas localizados mesmo, não serão discutidos. Eles significam choques de interesses múltiplos de atores que podem agir de forma legal ou ilegal. A corrupção é um sintoma de doenças maiores, que levará o Estado brasileiro à manutenção do status atual. Podemos trocar o quanto quisermos de candidatos, governantes, partidos e todo o resto, mas as condições sociais serão exatamente as mesmas. As oscilações acontecerão por um efeito do capital e do movimento internacional que envolve essa “entidade”, mas dizer que o ‘mercado’ comanda o ‘Estado’ é passar a responsabilidade adiante de algo que ninguém define direito.

Ou seja, nossas eleições são a junção de vários João-sem-braço para divagarem sobre projetos iguais e discutirem em público. Talvez seja a maior falsificação da democracia idealizada, mas quando ninguém sabe definir o que é democracia (o modelo excludente de Atenas, o modelo federalista americano, etc) eu não acho que ela tenha valor em si. É uma entidade no vazio e uma força que se move por uma idéia abstrata. Algo que foi inserido no consciente popular para causar um certo amansamento. “Olhem, a ditadura foi embora e somos uma democracia. Viva!”. Mas eu não vejo muitas comparações de indicadores práticos, econômicos e sociais destas épocas, porque??

Se vamos separar política de economia e sociedade, vamos fazê-lo para tudo, e não para o que interessa somente.

Quanto o salário mínimo é pouco acima de R$ 500,00 mensais (na tese de que o cidadão crie e sustente sua família com isso) e cada bendito senador da República custa pouco acima de R$ 120.000,00 mensais (na tese de que ele faz algo que nos ajude), eu não preciso mais de argumentos para me imaginar trabalhando 5 meses por ano para pagar impostos vestido de palhaço, que sustenta um bando de salafrários e corruptos em Brasília. “Ah, mas não são todos” dirão, e eu respondo “Os que não são não dão a cara a tapa, não lutam como devem e, se não agem de forma incisiva, não acreditam na instituição que defendem”.

Nesta eleição, que ocorrerá em 3 meses e onde não temos nem idéia dos planos de governo das principais coligações, lembre-se de protestar de sua forma preferida. Ou tentando eleger o Garrincha, ou simplesmente votando em branco (a opção da urna, não o jogador). Talvez isso seja a melhor democracia que podemos produzir.

+ um Brasileiro

A definição perfeita do Brasileiro atual em High Definition.

Dependência de Quem?


A época de se revoltar contra o “imperialismo americano” já passou.

Havia uma época em que a retórica era simples, a economia também. Era uma época em que culpávamos todos pelos nossos problemas. Esse todos era denominad Estados Unidos da América. O Vilão, pai do dólar, diabo que visava dominar e derrubar os mercados a seu favor. O capeta que ajudou a criar e promover o neoliberalismo e o Consenso de Washington.

Bons tempos em que havia um só culpado. Em que éramos vaquinhas inocentes sendo levadas ao matdouro por um estreito cerco de madeira. Poderíamos quebrá-lo, mas para que? O correto só é alterar as coisas ao máximo apenas para mantê-las como estão (não me lembro quem disse a frase, mas não é invenção minha).

Eis que o gigante “comunista” chinês desponta no horizonte. Para muitos é uma alternativa ideológica que irá cuidar da queda americana sem deixar que a águia tombe com virulência. É a calma oriental e a força de sua ideologia x a ganância ocidental. Eis que há outra era, aquela em que a China dita, sem dó nem piedade, o destino de bilhões em apenas poucas ações. É uma época complexa de inúmeras variáveis.

Qualquer calafrio causa uma crise existencial e gera temores. Trata-se de uma era de terror psicológico e econômico. Antes, éramos dependentes pois precisávamos produzir muitas laranjas para comprar uma televisão. Hoje somos dependentes porque produzimos mais laranjas do que precisamos e os consumidores chineses podem apenas ficar enjoados de laranja e deixar de comprá-las, aumentando os preços, criando excedente e inflação. Mas ainda assim precisamos da televisão.

Mas a China as produz a um preço bem mais viável do que o diabo, então podemos ainda vender laranjas e comprar televisões. Até quando?
Com uma metáfora pouco mais séria, somos um grande fornecedor de commodities à China, uma máquina de consumo em progressão geométrica. Em uma realidade clara, a China talvez não consiga sustentar um nível de consumo tão elevado, uma hora este crescimento do dragão louco e sedento irá parar para tomar uma água. E então? O que faremos com nossas commodities?

Hoje os EUA estão baleados, mas se recuperando, a Europa está medrosa devido à percepção hipócrita “descoberta” de seus défcits fiscais e públicos grotescos. Sarkozy resolveu comprar um aero-carla para agradar sua bela esposa, gastou €1,5mi, mas cancelou uma festa de €700mil, pois seria muito cara, hoje é conhecido como o Luis XIV do século XXI. A Alemanha de Merkel arranca os cabelos todos os dias pensando em como financiar algo tão grande com mentes tão pequenas a seu redor.  O Japão, outrora ilha de desenvolvimento, hoje amarga crises sucessivas na economia e uma estagnação digna de pena. Sua população passou a conhecer o que significa ver pobres pela rua.

Enfim, nosso dragão ainda compra laranjas para nos vender televisores. Mas até agora, só falei do problema dos outros e das virtudes dos outros. E as nossas? Somos um país gigante, rico em minérios e energia, produtor agrícola e maior fornecedor de carne bovina do mundo. Mas ainda não descobrimos como escapar das garras das potências. Nos colocamos em segundo plano procurando cegamente um ponto de ajuste ao sistema atual, modelado por potências que pensam diferente de nós.

Acho terrível quando alguém admira o crescimento chinês, ele é baseado em mão de obra semi-escrava e, em breve, em uma contra-revolução. O PC continua cada vez mais rico e a riqueza sempre concentrada nas mãos de poucos. De comunismo, a China hoje é uma ditadura capitalista das mais cruéis, inclusive imperialista, aplicando dominação econômica e apoio a regimes cruéis. Afinal, parece que Marx não viu , ou não quis ver que, antes da crise do capitalismo, o socialismo, comunismo, chame do que quiser, tornaria as ditaduras de esquerda verdadeiros modelos de dar inveja a qualquer sanguinário.

Denominações e rótulos a parte, as bolsas de valores do mundo todo estão sendo derrubadas com “sinais de desaceleração da China”. Que sinais cara-pálida? Não tem sinal nenhum, não passa de manobra descarada para realização de lucros de investidores. A confiança do consumidor dos EUA também caiu hoje, e isso ajudou a corroborar o pessimismo. Com um mercado mal-humorado desses, quem ganha? Ganha aqueles que apostaram nisso e que brincam com nossas vidas como se fôssemos bonecos.

Não se iludam, a solução para o Brasil é simples: Boa aplicação energética, destinação correta do petróleo e de seus rendimentos, re-investimento das commodities por aqui com subsídios do governo, ao invés de comprarmos tv chinesa e carros coreanos, poderíamos pensar em um projeto estrutural de longo prazo para nossos próprios bens de capital, e, antes de tudo, a base: educação / saúde. Não sei como os políticos conseguem, mas eu não vejo como separar os dois itens.

Pronto! Os cães do mercado liberal e os tigres do comunismo berrarão (consegui tornar ambos descontentes), mas é verdade. Regras de mercado são legais quando nós estamos em cima de tudo (vide “chutando a escada” livro de um Sul Coreano que foi publicado pela UNESP) e ajudamos a criar regras que nos ajudem. Em condições desiguais, criar regras apenas favorecerá quem está mais forte. Da mesma forma, partir para o isolamento é suicídio e genocídio do próprio povo. Logo, os méritos de China, Índia, Rússia e outros está no fato de utilizarem os recursos que possuem em prol do próprio desenvolvimento. Depois os outros.

Ainda acho um absurdo o Brasil reclamar dos preços agrícolas externos, tendo mais da metade da população passando fome. Mas fazer o que, política e moral não caminham juntas à muitos séculos. Nossa dependência só muda de lugar e, tudo por nossa culpa. Nem direita, nem esquerda, somente interesses egoístas e burros. Eu teria vergonha de ser um político e saber que a cada minuto alguém morre de fome no meu país pela minha incompetência. E você?

Análises | jun 29

Patriotismo “My Ass” - EXTRA


Notícia retirada do Blog de Eduardo Reina do Estadão hoje (link).

O Extra, patrocinador oficial da seleção brasileira de futebol, não acreditava que o time de Dunga passaria pelo Chile ontem. Prova disso é o anúncio publicado hoje na página D11, caderno de Esportes da Folha de S.Paulo, agradecendo a participação nesse mundial e falando “nos vemos em 2014?, diz o texto da publicidade: “A Iqembu le sizwe sai do Mundial. Não do coração da gente. Na África, no idioma Zulu, I qembi le sizwe é SELEÇÃO. Valeu, Brasil. Nos vemos em 2014.” Alguém errou.

extrademerda

Eduardo ainda foi simpático, deixou no ar um “alguém errou”. Será? Acho que trata-se simplesmente do maior relaxo da história do esporte no Brasil. Simplesmente ridículo.

Conselho aos publicitários incompetentes: Se vai errar, erra a favor. Assim ao menos demonstra esperança. Errar contra é um absurdo.

Acabei de entrar no site do Extra e não há nenhuma menção ao anúncio, mas quer saber, nem adianta justificar, já ficou horrível mesmo. Muitos dizem que trata-se de erro, e até concordo, mas que patrocínio é esse? Muitos reclamam da Nike e de outros, mas ao menos não passam esse tipo de vergonha.

Inutilidades | jun 29

‘DiaSemGloblo’ - Viva o Dunga


Dunga é nosso anão mais querido, e mais carrancudo do que o zangado. Deve ter lá seus motivos e devemos apoiá-lo agora que lidera a pátria de chuteiras. Recebi o e-mail abaixo e dou todo apoio a iniciativa, mesmo que toda história seja mentirosa, .

#DiaSemGloblo

O técnico da seleção brasileira abriu fogo contra a Rede Globo. Dunga deu na canela do comentarista Alex Escobar, da Globo. Poucas horas depois, um dos apresentadores do programa Fantástico, Tadeu Schmidt, da África leu um editorial da emissora detonando Dunga.

Tudo tem um porque, antes do ataque ao Dunga no Fantástico, o Jornal O Globo já havia descido  a lenha na seleção e principalmente no seu treinador.

Qual a razão dessa súbita mudança de comportamento?

Vamos aos fatos:

Segunda feira, véspera do jogo de estréia da seleção brasileira contra a Coréia do Norte, por volta de 11 horas da manhã, hora local na África do Sul.

Eis que de repente, aportam na entrada da concentração do Brasil, dona Fátima Bernardes, toda-poderosa Primeira Dama do jornalismo televisivo, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc.

Indagada pelo chefe de segurança do que se tratava, a esposa do poderoso William Bonner sentenciou: “Estamos aqui para fazer uma REPORTAGEM EXCLUSIVA para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores…”.

Comunicado do fato, o técnico Dunga, PESSOALMENTE dirigiu-se ao portão e após ouvir da Sra. Fátima o mesmo blá-blá-blá, foi incisivo, curto e grosso, como convém a uma pessoa da sua formação: “Me desculpe, minha senhora, mas aqui não tem essa de “REPORTAGEM EXCLUSIVA” para a rede Globo. Ou a gente fala pra todas as emissoras de TV ou não fala pra nenhuma…”.

Brilhante!!!

Pela vez primeira em mais de 40 anos, um brasileiro peitava publicamente a Vênus Platinada!!!

“Mas… - prosseguiu dona Fátima - esse acordo foi feito ontem entre o Renato (Maurício Prado, chefe de redação de esportes de O Globo) e o Presidente Ricardo Teixeira. Tenho autorização para realizar a matéria”.

Dunga: - “Não tem autorização nem meia autorização, aqui nesse espaço eu é que resolvo o que é melhor para a minha equipe. E com licença que eu tenho mais o que fazer. E pode mandar dizer pro Ricardo (Teixeira) que se ele quer insistir com isso, eu entrego o cargo agora mesmo!”.

O treinador então virou as costas para a supra sumo do pedantismo e saiu sem ao menos se despedir.

Dunga pode até perder a classificação, a Copa, seu time pode até tomar uma goleada, qualquer fiasqueira na África, mas sua atitude passa à história como um exemplo de coragem e independência frente a uma das instituições privadas mais poderosas no País e que tem por hábito impor suas vontades, eis que é líder de audiência e por isso se acha acima do bem e do mal.

Em linguagem popular, o Dunga simplesmente mijou na Vênus Platinada! Sugiro uma estátua para ele!!!

Após, a poderosa Globo, a mesma que levou o Collorido ao poder e depois o detonou por seus interesses, agora difama o Dunga, tá certo que o cara é meio Ogro, mas não teve o direito de se defender dos ataques em momento algum.

Falar mal do cara é liberdade de imprensa. Ouvir o cara não pode?

A reação do povo foi imediata. O editorial lido no programa “Fantástico”, da Rede Globo, deu repercussão no mundo virtual. E pela primeira vez na história o Brasil inteiro apóia o técnico da Seleção. Só a Globo para conseguir isso…

Dentre os assuntos mais comentados no Twitter nesta segunda-feira (21), a frase “Cala boca, Tadeu Schmidt” era líder absoluta, superou até a antecessora “Cala Boca, Galvão”, que liderou por dias seguidos os Trending Topics.

E não parou por ai. Em apoio ao técnico da seleção brasileira, os twiteiros lançaram o “DiaSemGlobo”, que será nessa sexta-feira, quando o Brasil vai jogar  com a seleção de Portugal, no encerramento da primeira fase da copa.
Todo mundo na Band, ou em outra emissora, não vamos sintonizar a Globo na sexta-feira, temos que começar a deixar de ser gado manso, mostrar que não somos trouxas manipuláveis.

VAMOS FAZER O BRASIL INTEIRO PENSAR !!!!!

Creio que é um movimento legítimo dentro do país. já que o Dunga ganhou tudo o que disputou (Copa América, Eliminatórias) e com um aproveitamento excelente nos jogos disputados. Nós precisamos de uma apresentação honrosa na Copa, e se todos lembram do Parreira gente boa de 1994 que era retranqueiro mas dava entrevistas a Globo de forma indiscriminada, em 2006 ficamos putos pois os jogadores apareciam de madrugada na televisão para dar entrevistas ridículas e acabaram perdendo a copa.

Dunga ainda vive um problema pessoal delicado. Seu pai sofre de Alzheimer há quase uma década e quem quiser pesquisar um pouco vai descobrir que é muito, mas MUITO complicado o quadro para uma familia. Quando alguém falar em guerreiro, pense na história fora dos campos. Antes de criticar, imagine um ser humano e o dia a dia que ele enfrenta.

A disciplina ficará conhecida como Método Dunga se ele for campeão, mas mesmo que não ganhe nada, será sempre alguém que remou contra maré para colocar uma ordem no galinheiro. Viva nosso Anão!!!

 

dunga

 

Inutilidades | jun 24

Avantasia - The Wicked Symphony & Angel of Babylon


Avantasia é de longe um dos melhores projetos musicais. Consolidou-se com 3 cd´s de boa qualidade (The Metal Opera Pt.01 e 02 e The Scarecrow), sendo os dois primeiros muito mais rápidos e pesados. Tobias Sammet (vocal do Edguy e idealizador do projeto) já havia previsto que os dois álbuns seguintes seriam os melhores da série. E estava correto.

Albuns do Avantasia até agora:

The Metal Opera:
Part I: The Metal Opera - 2001
Part II: The Metal Opera Part II - 2002

The Wicked Trilogy:
Part I: The Scarecrow - 2008
Part II: The Wicked Symphony - 2010
Part III: Angel of Babylon - 2010

EPs
Lost in Space Part I - 2007
Lost in Space Part II - 2007

Singles
Avantasia - 2000
Lost in Space (Promo Single) - 2007
Carry me Over (Promo Single) - 2007

Coletâneas
The Metal Opera: Pt 1 & 2 – Gold Edition - 2008
Lost in Space Part I & II - 2008

Muitos “xiitas” questionam estes dois cds que avaliarei abaixo, mas trata-se sim de excelente composição e realização, com os melhores vocalistas disponívels no metal (power / speed / melódico e afins) na atualidade:

Vocalistas Em “Wicked Symphony” e “Angel of Babylon”
- Tobias Sammet - velho conhecido, na minha opinião foi ofuscado pela qualidade extremamente alta que os outros vocalistas trouxeram.
- Michael Kiske - Sem comentários, é uma lenda
- Ralf Zdiarstek - Amigo de Tobias e participou dos três primeiros cds.
- Oliver Hartmann - Uma das melhores vozes e mais técnicos músicos. Participa muitos dos projetos como guitarrista também;
- Andre Matos - Já nos acostumamos
- Bob Catley - É um veterano, ex-vocal do Magnum e Hard Rain. É também um veterano em projetos, participou de vários.
- Jorn Lande - “O” cara, o melhor vocal da atualidade, disparado.
- Russell Allen - Elevou algumas músicas a outro patamar técnico (Down in the Dark - faixa de Angel of Babylon é um exemplo)
- Jon Oliva - Fez algo parecido com o que Alice Cooper fez em The Scarecrow, mas claramente possui um diferencial que encaixou melhor ao projeto, que é a tonalidade mutante da voz.
- Klaus Meine - Causou uma boa nostalgia a quem ouve e ouviu Scorpions e começou a se interessar mais por rock no passado
- Tim “Ripper” Owens - A única música em que participa é uma das mais marcantes do Wicked Symphony. Magistral e único.
- Cloudy Yang - Sua participação em Angel of Babylon (faixa Symphony of Light) não foi uma inovação, mas é a voz que fez a diferença e que não poderia ser substituída.

Enfim, com vocais deste nível, se os CDs ficassem ruim, seria pura incompetência. Uma análise faixa a faixa:

ANGEL OF BABYLON

O Cd mais “leve” dos dois últimos, mas acho também um dos mais elaborados em questão de harmonia.

ababylon-2010

Stargazers” - 9:33 - É para começar arregaçando. Para mim, uma das melhores faixas de todo o Avantasia.
Angel of Babylon” - 5:29  - Uma continuidade boa.
Your Love is Evil” - 3:53  - Faixa apenas regular, é uma música feita já para uma apresentação ao vivo e para envolver a galera.
Death is Just a Feeling” - 5:21 - Jon Oliva manda nesta faixa e impõe seu ritmo, conferindo um ótimo resultado.
Rat Race” - 4:07  - Rápida. Uma clara referência à Avantasia.
Down in the Dark” - 4:23  - Muito boa. Jorn detona.
Blowing Out the Flame” - 4:51 - Uma baladinha, suave. Muitos a consideram a melhor dentre as baladas do Avantasia, mas eu discordo.
Symphony of Life” - 4:30  - A participação de Cloudy Yang fez toda a diferença na música, e em certo ponto inova o que o Avantasia fez até agora.
Alone I Remember” - 4:48
Promised Land” - 4:47
Journey to Arcadia” - 7:12
As últimas três músicas do álbum formam um conjunto excepcional de riffs técnicos, vocais impecáveis e quesitos musicais muito conhecidos (clichês melódicos para alguns). São três músicas que definem o album, até porque possuem letras muito boas também.

WICKED SYMPHONY

É o melhor.

wsymphony-2010

The Wicked Symphony” - 9:28 - Ao estilo de Stargazers, abre o álbum destruindo.
Wastelands” - 4:44 - A mais rápida e melódica, onde Kiske traz à todos a nostalgia do Helloween comandado por ele.
Scales of Justice” - 5:04 - Tim “Ripper” Owens cantou com tanta empolgação esta música, que arrepia até aqueles que não gostam do estilo.
Dying for an Angel” - 4:32 - Klaus Meine deu um toque de classe e hard rock a esta faixa, que penso já ter sido composta para ele.
Blizzard On a Broken Mirror” - 6:07 - Destacaria a participação de Andre Matos como uma peça fundamental na harmonização da música, e também as belas passagens de guitarra.
Runaway Train” - 8:42 - Jorn Lande e Michael Kiske somados à uma excelente  harmonia e presença de solos, fazem uma das melhores faixas do álbum.
Crestfallen” - 4:02 - O tecladinho do começo engana aqueles que imaginavam uma faixa leve, mas ai vem o Sr Sascha Paeth e coloca tudo no chão com uma guitarra que fala por si só. Os vocais ficaram em segundo plano.
Forever is a Long Time” - 5:05 - Eu particularmente gosto muito da letra e da harmonia utilizada. Novamente Lande acaba com a concorrência.
Black Wings” - 4:37 - Não vi nada demais nesta faixa e a considero muito abaixo do nível das outras. 
States of Matter” - 3:57 - Uma aula de metal com as devidas variações necessárias para se fazer uma faixa impecável. Desta vez Russel Allen transformou os vocais em um verdadeiro instrumento que ditou a música, espetacular.
The Edge” - 4:12 - Encerrando com chave de ouro um melódico muito bem elaborado.

Enfim, minha preferência pelo segundo álbum é evidente. Wicked Symphony eu já considero o melhor CD do projeto Avantasia e não só pode como deve ser adquirido por quem gosta de boa música. Não fique fazendo downloads, ajude quem produz música de qualidade.

Nota 9,0 brincando e um quase 10 pela escolha dos vocalistas.

Link para as letras dos CDs. (Avantasia Lyrics)

Music Review | jun 4

My Reply to “The Israel Project”


First, pls go check the website of “The Israel Project” (link)

You will see that it is a clear blind defence of Israel’s atittude. No matter what it is.

Than, I received an e-mail from their newsletter to justify the Slaughtering “incident” with the Humanitarian Aid “terrorist” flotilla yesterday. The content was in portuguese, so I won’t paste here. If anybody wants, please send me a message and I will forward. I couldn’t read that hypocrisy whitout a reply to the press section of the Israel Project. Follows below:

Good day.

Let’s check what is said abroad:

International Crisis Group (Flotilla Attack the Deadly Symptom of a Failed Policy (crisisgroup.org)

‘” Brussels/Washington/Jerusalem, 31 May 2010: The International Crisis Group condemns Israel’s assault on a flotilla of humanitarian aid bound for Gaza, which resulted in a tragic loss of life.
At the same time, the incident is an indictment of a much broader policy toward Gaza for which Israel does not bear sole responsibility.

For years, many in the international community have been complicit in a policy that aimed at isolating Gaza in the hope of weakening Hamas. This policy is morally appalling and politically self-defeating. It has harmed the people of Gaza without loosening Hamas’s control. Yet it has persisted regardless of evident failure.

“The flotilla assault is but a symptom of an approach that has been implicitly endorsed by many”, says Robert Malley, Director of Crisis Group’s Middle East Program. “It is yet another stark illustration of the belated need for a comprehensive change in policy toward Gaza.”
International condemnation and calls for an inquiry will come easily, but many who will issue them must acknowledge their own role in the deplorable treatment of Gaza that formed the backdrop to today’s events. The policy of isolating Gaza, seeking to turn its population against Hamas, and endorsing a “West Bank first” approach was not an exclusively Israeli one. To focus on this recent tragedy alone is to miss the much wider and more important political lessons.”

Now, my opinion:

I myself believe that Israel should remember the terror of the Holocaust and the damage that confination and isolation can cause. You seek for the promised land for such a long time and after a big bloody struggle you finally got. Suffered in the hand of the nazi’s and suffered a hell on earth. Now it is the chance for Israel to promote a better time and peace, and I’m sure Israel is not following the real Jew knowledge. The people is just a puppet for government’s dirty politics.

Inside Israel there’s already a big movement going on, made by good and humanitarian Jews, the same who idealized the brilliand idea of the Kibutz, the same who promoted Mr Shimon Perez, the same who are willing to build a better time. They are not interested in Politics, or fame, or fortune, they are just remembering what the sacred books of the Tora explained and the ancient tradition that kept the Jews resisting from temptations like the easy wealth and slaughtering others.
 
Jews are amazing people, but Politics are dirty, no matter where.

I can’t believe that soldiers, fully armed, couldn’t handle a dozen of angry people with iron bars. It is pure incompetence of the army / navy, whatever involved. It is easy to pull the trigger, hard will be the truth to come out of the shadows. You have 1 version, the whole world has another. Do you believe the world wants to destroy Israel? I don’t, but the same people who suffered the Holocaust is imposing another Holocaust on others. Good luck to explain that for your future generations.

One of the woman inside the flotilla was an american movie director (Iara Lee). Is she a terrorist? All americans are? All the Turkish are terrorists? And the Greeks? And how about the dead ? And the nobel prize winner?

This hatred flotilla was on open sea, not Israel’s property, not invading nowhere. Preemptive strikes are medieval and always results on unecessary deaths, that are more than “casualities”. More than numbers, they were trying to help a whole nation, that doesn’t have any ground or State recongnized, or borders. They are stucked in a small peace of land, speaking a different language. This story is very similar to the Jews’ one. So what? Let’s forget the Egypt slavery, the Roman Empire, the Warsaw gueto, the Holocaust.

To finish: Hypocrisy is the new President of Israel. But not the president of the Jews.

Sds,
Luis Maluf

To make it clear, I have nothing against the Jews. I’m against dirty slaughtering politics that needs to justify itself by pure rethoric and demonization of others. I’m against Ahmadinejad, as well as against a state who uses its weapons against innocents.

When (if) I receive any reply of the message, I will paste below.

luto

Análises | jun 1

South Korea x North Korea - Again and again…


The world really looks like it is prone to war these months. South Korea is accusing North Korea for the bombing of a war vessel of their Navy, on March of 2010. An investigation pointed out that the vessel was attacked  by a torpedo, and the death of 46 marines can cause a big diplomatic problem (one more) on the peninsula.

It seems that the timing is perfect. South Korea’s prime minister Lee Myung-Bak will take the accusation to the U.N. for sanctions. Funny (?) Interesting fact is that Ban Ki-Moon is former chanceler of South Korea and already said on informal meetings at NY that he can’t wait to punish North Korea. I believe all his power of judgement is corrupted by his south korean citizenship. Facing this situation, is the U.N. reliable to judge this case? If not, who will be?

Unfortunately the International System is prone to war (still). The decades fade away and the smell of conflict is still on the air. The Korean War never ended and from time to time, it looks that will never. Also, no upcomming solution is appearing on the horizon. Obama and Moon were hopes for Change and for improvements, but they really have their hands tied. Good will is not enough on this system.

I’m starting to doubt the intentions behind U.N. and Obama now. It is sad to say, but on politics, 46 marines are really enough to open hell’s door? I imagined Obama’s term as prone to peace, and on many circunstances, prone to conversations and talkings. Instead of peace talkings he is conducting a hard position with Iran and North Korea, pushing them for war, as an excuse for his own failure in U.S.A. It is a movie I’m tired to watch, governments that can’t handle their own country trying to expose the failure of others thru war.

North Korea can produce 100 nukes. South Korea can receive 200 nukes from U.S.A. tomorrow. Than what? They will break the world on two? Could a strike lead by U.N. and U.S.A. destroy all the nukes on North korea? When we use a little logical approach, it is easy to see that North Korea isn’t an immediate danger, it is just a country that needs assistance. If Nye’s Soft Power is used, and freedom starts to invade the people, I’m sure they will drop the dictator to the ground and find the way out.

The West needs to assume and take the responsability of its role, using all the ways available to avoid conflict. Any useless government with a high military budget can create a war. Only few can build a strong peace agreement, and this is what we need from the most powerfull country.

Análises | mai 25

God’s Punishment? Israel Tried to Sell Nukes to the Apartheid


Today the british newspaper “THE GUARDIAN” published that Israel tried to sell nuclear weapons (Jericho Missiles) to the apartheid government of South Africa in 1975. (CNN) / (G1 - portuguese)

And the newspaper claimed that they had access to the classified documents and memo’s which took place at that time. After all it is not really amazing when something like this happens, what is really amazing for everybody is the cinic political position that took Mr Shimon Perez (today he is President of Israel, on 1975 he was the Defense Minister). He denies with all his soul, but papers are papers, and now I believe that South African democracy will do whatever it takes to burn the apartheid’s past government  to the ground. So I imagine that no little effort was made to prevent the information to be published.

While this happens, we are still thinking about how politics and policies are constructed. Millions of people beign arrested and tortured in South Africa, while two white ”democratic guys” were negotiating a weapon that has no effect of building, just brings destruction and more despair. After all, polititians act in a higher level, they are used to ignore the reality and the practical daily life around them.

Today it is almost impossible to prevent the spread the nuclear proliferation. Thousands of weapons were lost in Ukraine, Kazakistan and others (former USSR) and other hundreds are with Israel, probably South Africa, Pakistan, India and North Korea. Countries that have no effect ways of protecting / preventing the misuse of the nuclear power, in a reality that can’t end well. Also, I called Israel and Shimon Perez as cinic, because now the main reason of Israel’s complainment on the International System is Iran’s possibility of having a nuclear weapon.

The same technology that in 1975 could be sold around. But only for the DEMOCRATIC REGIMES AS THE APARTHEID. It couldn’t be more evil. Israeli’s carry the burden of the suffering Holocaust, why selling the atomic holocaust to others? I still have the opinion that true Jews, classical Hebrews from the Bible, have no political ways and carries the peace, living with other cultures and progressing, instead of revenge seeking. 

But Monday, President Shimon Peres’ office issued a statement saying, “There exists no basis in reality for the claims published this morning by the Guardian that in 1975 Israel negotiated with South Africa the exchange of nuclear weapons.

“Unfortunately, The Guardian elected to write its piece based on the selective interpretation of South African documents and not on concrete facts,” the statement said. (link)

Israel sold itself to the politics. OK Mr Peres, but than, what happened ? If those are not concrete facts, please explain to the world, why Israel supported so much a killing and slaughtering regime like the Apartheid.

Now, Israel complains over Iran possible acquisition of the nuke. In the future we might discover that the U.S.A. is selling nukes around, they have so many available.

You can call it destiny, or God’s punishment, or simply: Politics.

Análises | mai 24

Política e Democracia no Brasil


Duas palavras que demandaram estudos de vidas inteiras à filósofos e pensadores: Política e Democracia. Eu não vou precisar de tanto tempo, pois conhecendo a prática atual destas duas coisas, qualquer teoria é dispensável.

Pensar em democracia como representação geral é inútil e inválido, especialmente no Brasil. Vai lá, vota, exerça seu “direito democrático”. “Eleitores, façam escolhas, elejam políticos”. A questão é, o quanto isso realmente representa progresso? Se todos os indicadores matemáticos, financeiros e burocráticos mostram que em períodos considerados não-democráticos houve muito mais progresso, qual o princípio que me levaria a considerar a democracia razoável?

Por outro lado, os políticos que eu ajudo a eleger fazem realmente pouco para melhorar as coisas. Não preciso comentar os níveis atuais de corrupção, qualquer um entende que é uma realidade triste e constane desde o império. Mas o cinismo sim, é coisa atual.

“Este projeto Ficha Limpa não é um projeto do Governo; é da sociedade…” frase do SENADOR Romero Jucá - PMDB-RR (e-mail romero.juca@senador.gov.br). Esta pérola política representa o que é a atividade parlamentar hoje, um desrespeito absurdo pelo ser humano em si, não só pelo cidadão. Este projetinho ficha limpa teve UM MILHÃO E OITOCENTAS MIL assinaturas (1.800.000). O estado de Roraima que este senhor digno representa em nosso senado, não possui nem 500.000 pessoas. Será que ele se deu conta disso? Talvez o país seja maior do que os interesses mesquinhos desse devedor político de espírito amputado pela ambição, corrupção e interesses tortos.

Mas este é só um exemplo. Cândido Vaccarezza (dep.candidovaccarezza@camara.gov.br), Deputado Federal pelo PT-SP é o líder do partido na câmara. Este foi o gênio que informou a intenção de parar os trabalhos parlamentares durante a copa do mundo. Claro, futebol é mais importante do que a nação. Essa história da Pátria de Chuteiras e musiquinhas e vinhetas para comover a população, juntamente com a Copa seriam o circo; o pão já foi cortado no tempo da inflação. Mas a diferença é que em roma os legisladores trabalhavam para promover o circo. Quando participavam dele, era o fim do império. Só uma observação, este é o cidadão que queria votar o Ficha Limpa em 2012. Que os leões do coliseu atormetem o sono deste nosso digno e nobre representante.

Estes estão longe de ser os únicos exemplos ruins no Brasil, são uma maioria representada por séculos de dominação, e não vou falar em elites na concepção marxista de classes e esquerda, mas sim de uma forma diferente. Nossa democracia é um curral feita para manter o rebanho na linha. Nossa chance de re-democratização não trouxe os resultados prometidos. Nós cedemos terreno aos descendentes da ARENA. Sarney, Collor, todos filhos da ditadura que levaram o país adiante. Itamar, FHC e Lula, só governaram quando se comprometeram a alterar tudo o que fosse possível sem alterar ordem alguma.

O salário real da população decresce a cada mês, até o miserável ponto onde são obrigados a dar uma educação de ínfima qualidade à seus filhos, comer uma alimentação que não serve para ração de porcos nas fazendaS destes líderes, comprar itens de baixa qualidade imaginando pertencerem à uma “nova classe média”, quando os coitados estão apenas inflando uma bolha de endividamento que não pode terminar bem. Essa alienação prática é o pior resultado da Democracia de Curral em que vivemos.

A única forma da população começar a resolver o problema na prática é agir por si. Não mudar o regime, nem assassinar a todos, nem explodir Brasília, mas sim agir na clandestinidade combatendo. Iniciando grupos de estudos para instruír aqueles que não podem ser instruídos, alimentar através de doações, usar os meios legais para conseguir recursos em ONGs e aplicá-los nas lacunas da sociedade. Enfim, o governo entenderá que a maior e mais básica regra da política é:

- Um governo é passageiro. Um governo sem apoio popular é transitório. Um Estado é eterno. Esse é o maior sentido de democracia. E a política é um mero instrumento subordinado ao povo. Nosso curral inverteu a ordem das coisas. É hora de devolver.

Fusão Nuclear - Coréia do Norte


A Coréia do Norte anunciou hoje um fato incrível. Ela alcançou a fusão nuclear.

Para quem não tem a mínima idéia do que é isso, segue breves explicações:

Fusão Nuclear - é o processo no qual dois ou mais núcleos atómicos se juntam e formam um outro núcleo de maior número atômico. A fusão nuclear requer muita energia para acontecer, e geralmente liberta muito mais energia que consome. Quando ocorre com elementos mais leves que o ferro e o níquel (que possuem as maiores forças de coesão nuclear de todos os átomos, sendo portanto mais estáveis) ela geralmente liberta energia, e com elementos mais pesados ela consome. Até hoje início do século XXI, o homem ainda não conseguiu encontrar uma forma de controlar a fusão nuclear como acontece com a fissão. (link)

Fissão Nuclear - a energia é liberada pela divisão do núcleo normalmente em dois pedaços menores e de massas comparáveis – para núcleos pesados, existe a fissão em mais de dois pedaços, mas é muito rara, uma em 1 milhão para urânio. Pela lei de conservação de energia, a soma das energias dos novos núcleos mais a energia liberada para o ambiente em forma de energia cinética dos produtos de fissão e dos nêutrons liberados deve ser igual à energia total do núcleo original. (link)

A Fissão é o que se usa na bomba atômica e é a única dominada. A Fusão é o sonho de consumo de qualquer país e cientista atômico até hoje. Muitos boatos sobre sucesso aconteceram no meio científico, mas nenhum provou-se prático e factível. Gráficos e números provam os benefícios, mas na prática foi impossível, até então, aplicá-los.

A Coreia do Norte não possui energia suficiente para manter-se acesa durante uma noite. Essa informação me leva a raciocinar em alguns pontos:
- A falta da energia deve-se a destinação à pesquisa de todos os recursos disponíveis;
- Incapacidade de sustentação do país;

Ou seja, o cidadão pode ficar sem luz em sua residência porque o governo está utilizando tudo na pesquisa da fusão, ou então a Coréia do Norte é o que todos pensamos, um Estado sem condições de viver, somente sobrevive. No entanto, a primeira opção não pode ser totalmente descartada, já que Pyongyang domina a tecnologia atômica há algum tempo. Conseguindo o material necessário vindo da China ou Rússia, seria possível manter a energia do país em grande escala e por muito tempo. Se tudo isso for somado ao quadro de isolamento onde a “presunção” de que o Estado se afunda causa grande distração em todos.

O desespero leva a maravilhas (?!), no caso, a Fusão Nuclear.

Agora, os fatos:
- Engraçado (?!) Estranho o anúncio ter sido feito no mesmo dia de nascimento de Kim Il-Sung, fundador  do Estado. Geralmente é nesta época que este tipo de “coincidência” acontece.
- Caso a fusão fosse tentada, ninguém saberia ao certo, o controle científico da operação. A chance de explosões em série e incontroláveis acontecerem é alta. A segurança regional iria para o buraco.
- Aplicabilidade: em tese, geraria energia eterna e em enorme quantidade. Mas na prática, será que é tão simples?
- Caso comprovada, poderia causar também a derrocada do regime. A população deverá entender que, apesar dos benefícios e resultados, a pesquisa custou vidas e um longo período de fome e desabastecimento.

A chance dessa informação ser verdadeira é muito pequena, e também talvez eles consigam criar algum tipo novo de tecnologia no aniversário do atual ditador. Propaganda é tudo, especulação é tudo e atenção também.

Análises | mai 12

A “Cadeia Negra”


Afeganistão, novembro de 2009. Data de sua prisão.

Você é encaminhado como um terrorista prisioneiro de guerra  que pode conter informações importantes sobre os movimentos de milícias e aliados do Talebã e Al-Qaeda. Já é ruim suficiente em sua mente ir para prisão de Bagram, numa base aérea dos EUA. Ainda pior é constatar que ao invés de ser encaminhado à prisão comum (Centro de Detenção de Parwan), você é colocado no anexo, um lugar menor, chamado de prisão “TOR” - cadeia negra - na língua afegã.

Neste anexo você não consegue dormir, as luzes ficam acesas durante todo o tempo, com um relógio de parede demonstrando que cada segundo demora uma eternidade. Quando o cansaço vence as luzes e Morfeu começa a te carregar, o barulho ensurdecedor da música americana (rap / rock) tão estranho à sua mente afegã inicia o tormento psicológico que o acorda e coloca em estado de choque. Quando até a música começa a diminuir em sua mente e a ilusão do mundo ficando distante traz Morfeu de volta, é hora de um banho em água fria e forte.

Em alguns dias de tormento você assume qualquer culpa ou inventa qualquer informação até que tirem-no de lá. Esse é o tipo de tortura que é improdutivo e decepa o espírito das pessoas. Suas mentes não funcionam e seus corpos estão contaminados pela friagem, umidade, cansaço, humilhações dentre outras coisas que não vale a pena citar.

Os americanos negam. Mas eu creio que ninguém duvide da existência de tal instalação. Depois de Abu Graib e tantos outros escândalos, não me surpreenderia os americanos possuírem um grande campo de concentração em território afegão. Esse é apenas um indicativo de que os EUA perdem a guerra, corações e mentes.

Poder é muito mais do que metralhadoras. E depois Obama ainda quer saber o porque do crescente anti-americanismo. Como comandante em chefe das forças armadas americanas, ele deve e sabe o que acontece. Se não sabe, não é capacitado para exercer a função de chefe do maior poder bélico do mundo.

Não faltam recursos, falta sabedoria. Daquela mais básica. Clausewitz, Sun Tzu e outros teóricos poderiam ensiná-lo.

Análises | mai 11

Brasil com a Bomba Atômica?


Antes de iniciar qualquer comentário, peço que vejam o (link). Ele levará até o blog de Reinaldo Azevedo que fez uma tradução de um artigo do Der Spiegel, que insinua uma vontade brasileira e uma facilidade de obter armas nucleares.

Uma especulação que até cabe no atual momento diplomático brasileiro, quando nosso Itamaraty não só decide  apoiar o Irã (algo que não vejo como absurdo) como resolve distribuir pauladas no TNP e denunciar a falta de capacidade multilateral na esfera internacional de conter ameaças e corridas armamentistas. O argumento de que o TNP é injusto pode ser validado, mas pedir justiça neste assunto levaria ao que? Todos nuclearizados ou nenhum?

O que significa uma bomba atômica em um Estado democrático com controles institucionais e procedimentos em relação a um Estado pessoal ou uma ditadura que comande de acordo com seu humor os assuntos de política externa? Chávez em um dia ruim poderia jogar uma bombinha de leve na Colômbia, mas os EUA precisam de aprovação do Congresso, consenso popular e outras medidas para jogar um artefato por aí.

Isso não diz respeito ao Oriente Médio, já que processos democráticos em Israel são ignorados nos conflitos, quando estão com “a faca nos dentes” - e eles têm a bomba, só para constar - e também a teocracia iraniana não faria uma consulta popular para utilizar a arma atômica.

É muito improvável um Brasil nuclear. Nosso congresso pode ser corrupto, salafrário e mercenário, mas ainda não é de todo louco. Os mecanismos de controle constitucionais travariam qualquer proposta neste sentido. Além do mais, nosso período democrático iniciou-se em 1985, completando 25 anos. Ficamos 21 em ditadura militar. Pesando em termos históricos, foi ontem. O que seria do Brasil se os militares atômicos resolvessem novamente derrubar a democracia? O que seria do mundo se um gênio presidente - comandante em-chefe das forças armadas - resolvesse ser engraçadinho?

O que seria da América Latina, belicista como é atualmente, com uma corrida armamentista atômica? A Argentina tem boas condições, o Chile e a Venezuela também. A Colômbia receberia um artefato nuclear dos EUA via Fedex se preciso fosse, mas estaríamos mergulhados no caos.

Defender nossas fronteiras com esse tipo de “dissuasão” barata do passado é uma bravata difícil de engolir. Brasil x Argentina, Venezuela x Colômbia, Chile x Bolívia (que receberia um artefato via Correio Bolivariano), Chile x Argentina, Brasil x Venezuela, Brasil x Bolívia e o frágil equilíbrio atual estaria jogado no lixo. A injustiça de meia dúzia de Estados possuírem a bomba não pode ser justificativa para que todos corram atrás da primeira pedra brilhante que puderem.

Então alguns esclarecimentos:
- O Irã é um candidato real;
- O Brasil não. Temos uma diplomacia que anda invigilante, mas que não é tola como nossos líderes;
- Venezuela não. Apesar do Mr Chávez Bolívar (Mr. pois continua vendendo petróleo aos EUA) desejá-la, seu exército ainda possui uma resistência poderosa. Não permitiria este avanço.

A questão dos armamentos nucleares é muito mais complexa. Não adianta um Estado adquirir uma bomba suja como a Coréia do Norte e esperar entrar para um clube da Dissuasão. Os EUA possuem artefatos atômicos de diversas classes, desde propulsão e alcance, ao uso muito controlado ou subterrâneo. São tecnologias claramente caras e desenvolvidas demais para qualquer um acompanhar. Enfim, os Estados que possuem a bomba atômica estão ainda em Hiroshima, enquanto os EUA estão no futuro.

Portanto, concluímos que a questão nuclear é mera desculpa política para uma hipocrisia internacional enorme. O Irã com a bomba atômica, não é pior do que o Irã armado até os dentes e sem ela. Uma bomba convencional bem armada pode causar mais estrago (mesmo sem radiação). Vide napalm e os danos que causa até hoje nos vietnamitas.

Enfim, bomba atômica é a ponta do iceberg. Uma mera desculpa política para ficar utilizando uma retórica antiga em prol da desestabilização internacional (considerando a discutível idéia de que um dia o mundo foi estável).

Em tempo: Comentários denegrindo o blog do Reinaldo Azevedo, como já aconteceu antes, não serão publicados. A favor ou contra. Ele tem blog, comentem lá.

Análises | mai 10

Um Balanço de Poder Estranho no Mundo


O panorama mundial está cada vez mais estranho.

A imprensa internacional achou estranho o Hezbollah não confirmar se possui mísseis SCUD ou não. Israel também achou. Mas o que esperavam? Uma planilha em excel com armamentos / quantidades / capacidades de lançamento por hora e alcançe máximo? Vejam bem a hipocrisia. É um fato que o crescimento do Hezbollah incomoda Israel, e incomoda também muitos outros Estados. É um grupo terrorista com poder de fogo enorme. No último conflito atingiu Haifa e desta vez poderia atingir Tel Aviv. É um novo problema para Israel.

A China decidiu construir no Paquistão 2 reatores nucleares para geração de energia. Criou um novo impasse geral com o Irã. Essa relação nuclear China x Paquistão é uma clara resposta ao acordo firmado em 2005 entre EUA e Índia com o mesmo propósito. Nenhum país é maior rival para Índia do que o Paquistão. China ainda possui uma “Guerra não-tão-fria” com a Índia, que envolve a supremacia regional, territórios de fronteiras e a estabilidade da Ásia. O Irã ainda visualiza uma situação em que é extremamente coagido pelo seu desenvolvimento atômico (que até alguém provar o contrário, visa a geração de energia apenas), enquanto Índia e Paquistão que fugiram do TNP recebem regalias.

Na época do acordo entre EUA e Índia, ficou claro, novamente, que interesses econômicos se colocam em maior patamar em relação à ética. O TNP foi ignorado e pisado por EUA, Brasil, África do Sul, Rússia, dentre outros, que não protestaram e lavaram as mãos.

Eu não sei porque, é cada vez mais claro, que o mundo deseja um Irã rebelde apenas para atacá-lo e criar algum tipo de “ordem” no Oriente Médio, mesmo que seja o caos. Exemplos hipócritas de falta de ética sobram, enquanto trabalhos sérios de dissuasão são colocados de lado. Ninguém pensa em como compensar a energia que o Irã geraria pelas suas usinas, e fornecer outra forma que valha o mesmo, inserindo e atraindo a teocracia persa à comunidade internacional. Ao invés disso, comem uma barra de chocolate frente à uma criança faminta. Isso não pode acabar bem.

Enquanto isso, Putin volta a campanha política na Rússia, praticando boas ações e ajudando ursinhos polares. A UE está desgastada e preocupada com uma quebradeira geral. Ao invés de um novo modelo, recorreu ao velho de bengalas e manco conhecido como “neoliberalismo”. FMI, Banco Mundial, todos dão pitaco, mas a Standard & Poors é quem rebaixa ou classifica um Estado. Obama enfrenta uma tentativa fracassada de explosão na Times Square, uma mancha enorme de petróleo em suas águas, uma reforma contestada na saúde, protestos cada vez maiores da Comunidade Internacional por suas promessas de campanha não cumpridas e aparentemente, uma crise conjugal. Os ingleses colocarão a ultra-direita nazista em seu parlamento nas próximas eleições, não com muitas cadeiras, mas com um ganho significativo.

Os japoneses começam a conhecer a pobreza, situação inédita desde a segunda guerra mundial. Na África sub-saariana são um bilhão de famintos em guerra civil. Piratas somalis continuam atacando. Na Tailândia uma crise incrível de semanas em protesto político dos ‘camisas-vermelhas’ conseguiu convocar novas eleições em meio ao caos. O período pré-eleitoral nas Filipinas pode estabelecer ou não a continuidade dos clãs oligárquicos, que aniquilaram opositores (57) para todo mundo ver em novembro passado.

O Brasil mudará seu governo para alguém menos carismático do que Lula. A conjuntura latino-americana é uma bagunça de esquerda ou de proto-esquerda que se perdeu em seu próprio egoísmo e em nada lembra os ideais básicos propostos no passado. A cada discurso de Chávez e Moralez, Lênin e Rosa de Luxemburgo se debatem em seus túmulos. O velho Marx já teria ingressado em alguma academia militar para defender um capitalismo rumo ao caos, estágio que prenuncia as mudanças.

Talvez a questão ainda debatida nos meios acadêmicos, se o mundo é uni ou multipolar não importe tanto. A questão é: como o mundo se manterá em uma ética respeitável, se a cura para fome africana custaria 1/3 do que foi gasto em semanas para salvar bancos na crise? Se as exigências ao Irã são permissões à Índia, China e Paquistão? Se o que vale para alguns não vale para todos?

É assim que as ditaduras e as políticas que exterminam almas livres se promovem. Viva o governo chinês, o controle de natalidade que mata pequenas crianças na sarjeta, a extrema direita nazista que se promove na inglaterra, a saudosa lembraça do velho Duce que Berlusconi tanto louva, Pol Pot, Mao, Stálin, e outras figuras que surgem num quadro obscuro onde a força assume o lugar da razão e da liberdade.

Se acostume com esses personagens, pois caminhamos novamente nesta direção. Graças a ganância.

FARC / EPP / BRASIL?


As FARC são o grupo mais perigoso da Colômbia. Fato. O EPP é hoje a maior ameaça ao governo Paraguaio (mais ou menos, talvez o próprio Lugo o seja). Mas qual a relação disso com o Brasil? Segue abaixo reportagem do Estadão:

Rebeldes do EPP e Farc teriam se reunido em território brasileiro

Informação estaria nos arquivos do computador de Raúl Reyes, um dos líderes da guerrilha
28 de abril de 2010 | 12h 03

Rodrigo Rangel, de O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA - Arquivos do computador de Raúl Reyes, um dos líderes máximos das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) morto em 2008 num ataque militar do Exército colombiano no Equador, indicam que a guerrilha colombiana e o Exército do Povo Paraguaio (EPP) usaram o território brasileiro para reuniões e para esconder dinheiro proveniente de sequestros promovidos em território paraguaio.

Os arquivos fazem menção a supostos pagamentos do EPP para as Farc, no Brasil, como contrapartida pelos serviços prestados pelos colombianos à guerrilha paraguaia. Autoridades do Paraguai e da Colômbia afirmam que as Farc deram treinamento militar e ensinaram táticas de sequestro aos membros do EPP.

O conjunto de papéis a que o Estado teve acesso é o fato novo com o qual o governo de Assunção espera convencer o Brasil a rever o refúgio político concedido aos militantes de esquerda J.F.A., A.M.M. e V.A.C.O.

Acusados pelo Paraguai de liderar as ações do EPP, os três ganharam do governo brasileiro o status de refugiados políticos. O Paraguai contesta a decisão, tomada em 2003 pelo Comitê Nacional para Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

Brasileiro envolvido

Os arquivos do computador de Reyes foram enviados às autoridades paraguaias pelo governo da Colômbia a partir de um acordo de cooperação judicial firmado em 2009. Em e-mails trocados com representantes da guerrilha dentro e fora da Colômbia, brasileiros aparecem como intermediários da relação entre as Farc e o EPP. Um deles é o ex-vereador de Guarulhos Edson Antônio Albertão, do Psol, a quem o documento colombiano se refere como integrante do “Comitê das Farc no Brasil”.

Uma das mensagens anexadas ao relatório de 51 páginas, com timbre da Polícia Judiciária da Colômbia, diz que Albertão foi “designado” pelas Farc para guardar em sua casa, em Guarulhos, uma remessa de dinheiro feita pelo EPP para a guerrilha colombiana. O dinheiro, de acordo com o documento, seria produto de “sequestros no Paraguai”.

A mesma mensagem faz referência a outro personagem que ganhou refúgio político do governo brasileiro e causou problemas diplomáticos com um país vizinho. Diz o texto que parte do dinheiro supostamente guardado na casa de Albertão era destinada a financiar atividades, no Brasil, do padre colombiano Olivério Medina. Medina, ou “Cura Camilo”, atuou como representante das Farc no Brasil durante anos. Condenado na Colômbia por homicídio, sequestro e terrorismo, ele ganhou status de refugiado em 2006.

Nos e-mails, alguns enviados a Rodrigo Granda, tido como “embaixador das Farc”, Raúl Reyes se referia à guerrilha paraguaia como “Los Cuenta Chistes” (Os Contadores de Piada, em espanhol). Numa das mensagens atribuídas pela Colômbia a Reyes e enviada num momento em que o EPP enfrentava uma cisão em seu comando, o então líder das Farc diz: “Espero que (a briga) não afete nossas relações e nossos negócios com eles.”

Venezuela

Sem mais detalhes, o documento oficial colombiano diz que outra parcela da quantia enviada a Albertão pelo EPP deveria ser remetida a um destinatário indicado pelas Farc na Venezuela. No novo recurso em que pede ao Conare a revisão do refúgio concedido aos três paraguaios, o governo de Assunção afirma que, como fundadores do EPP, eles são os encarregados de intermediar as relações da guerrilha paraguaia com as Farc a partir do Brasil.

Os papéis fazem menção, ainda, a encontros entre representantes das Farc e do EPP no Brasil. As reuniões teriam ocorrido em Brasília e em Foz do Iguaçu. As informações criam embaraços para o Brasil, que, ao defender a concessão do refúgio aos paraguaios, têm sustentado que o trio não realiza atividade política no Brasil.
(Link para Reportagem do Estadão)

Para quem não se lembra, o notebook the Raúl Reyes foi apreendido quando o exército colombiano o matou em território equatoriano. Agora temos uma idéia do tamanho dos tentáculos do crime organizado na América Latina. O Paraguai e o Brasil, além da Colômbia, são reconhecidos internacionalmente por abrigar grupos como estes. E então pensaremos: COMO  É QUE TUDO ISSO FOI PLANEJADO EM TANTOS TERRITÓRIOS? E eu tenho a resposta: O FORO DE SÃO PAULO.

Qual a justificativa para receber partidos políticos armados? Partidos políticos banidos? Partidos polítcos ilegais? Independente de esquerda ou direita, é totalmente ilegítimo que um “partido político” possua armas e tenha por objetivo a derrubada de um governo. Lamentável que um encontro político seja formado também por terroristas. E se a discussão for o conceito de terrorismo, a retórica não substiui a prática, de sequestros, remessas financeiras, armas, tráfico, etc.

Talvez o mais grave seja  a incoerência do PT. Eles patrocinaram o projeto desde o início, 1990, imaginando que trazer grupos “de esquerda” ao diálogo era uma forma benéfica de promover uma “ideologia” na região. Todas as palavras entre aspas significam um uso burro de conceitos complexos. Tenho dúvidas também se “esquerda” não é hoje um rótulo que fundamenta e traz legitimidade a qualquer ação burra e desonesta.

Essa conversa mole de ficar dando asilo político para criminosos já está no limite. Não damos conta nem dos nossos “marcolas” porque devemos cuidar dos problemas dos outros? Eles devem ser julgados e condenados em seus países e, se são perseguidos, algum motivo deve realmente existir.

CONCLUSÃO:
Não somos nada além de uma “Ponte Estaiada do Terrorismo na Região”. Ligamos grupos armados, ajudamos em combinações e remessas e, quando os governos percebem, trazemos os “coitados” para um asilo político pago pelos nossos impostos.

ponteestaiada

 

 

Análises | abr 28

Norman Finkelstein’s Opinion on Gaza


I’m a big fan of Finkelstein’s point of view. First of all, he is a Jew. He knows how Israel works, he knows what happened at the Holocaust (his family was there). He met all the demons the other Jew met. He struggled against many political words to stabilish his point of view. After all, he was banished for 10 years from Israel for speaking the truth.

His oppinions are composed by life experience and political inteliggence. Not defending the Palestinian’s rights, but the justice. That’s why he is so respected around the Globe. Belor an arcticle that I read and copied in its integrity from the Electronic Intifada (link).

Gaza’s calm determination
Norman Finkelstein, The Electronic Intifada, 26 April 2010

To preserve my sense of purpose, and keep the Palestine struggle from becoming a lifeless abstraction, I need periodically to recharge my moral batteries by reconnecting with the actual people living under occupation and by witnessing firsthand the unfolding tragedy. From each trip I invariably carry away a handful of stark images that I fix in my mind’s eye to dispel the occasional hesitations about staying the course. When the memories begin to fade I know it is time to return.

And so, in June 2009, six months after Israel’s invasion, I joined a delegation that journeyed to Gaza for a brief visit. Though I had been to Gaza before, most of my time during previous trips to the region was spent with friends in the West Bank. Israel has prohibited me from entering the country for ten years, thereby making it impossible for me to visit the West Bank, allegedly because I am a “security” risk. An editorial in the Israeli daily Haaretz titled “Who’s Afraid of Finkelstein?” cast doubt on the decision’s premise — “Considering his unusual and extremely critical views, one cannot avoid the suspicion that refusing to allow him to enter Israel was a punishment rather than a precaution” — and went on to argue against banning me. Nonetheless it is unclear if or when I will be able to see my Palestinian friends again. In the meantime, going to Gaza via Egypt at least enabled me to get some feeling for developments on the ground.

Having just spent several months perusing Mahatma Gandhi’s collected works, and deeply inspired by his commitment to living the life of the impoverished masses, I had resolved to rough it in Gaza. But this was easier said than done. Along with several other delegates I volunteered to stay at a Palestinian family’s home rather than a hotel. Dressed to the nines, hair gelled, and reeking of cologne, several Palestinian youths met our group to select their home-stays. They departed first with one young female member of our delegation, then another, then another. The only candidates left hanging at the end of the evening were middle-aged men. We checked into the hotel.

It would be untrue to say that I was terribly jolted by the devastation that I encountered everywhere in Gaza. During the first intifada I had passed time with families in the West Bank living in tents beside the rubble of their former dwellings. Israel would routinely detonate the family residence of an alleged activist in the dead of night after giving the occupants just minutes to evacuate. Soon after the 2006 war I toured Lebanon. Many of the villages in the south had been flattened. The Dahiyeh district of Beirut resembled photographs from bombed-out cities during World War II: large craters where apartment houses and offices once stood, the occasional shell of a building in the distance. So by now I have become somewhat inured to Israel’s calling card to its Arab neighbors.

Nonetheless a few memories from that trip to Gaza remain etched in my mind with particular sharpness. I remember an 11-year-old girl peering out of thick-lensed glasses while she lingered beside the American International School that had been demolished. Speaking in perfect English (her father was a physician and her friends ranked her the top student in the class) the girl wistfully remembered that it had been the best school in Gaza. I also recall the evening we met with government officials in a tent beside what had previously been the Palestinian parliamentary building and was now just a pile of smoldering rubble. Although the devastation was apparently designed not just to subdue Hamas but also to humiliate it, the representatives seemed oblivious to any slight to their dignity from having to convene in such reduced circumstances. And I can still see the huge rectangular depression in the heart of the Islamic University campus where the science and technology building once stood. An administrator recalled with pride tinged by melancholy that, just prior to the attack, the university had installed cutting-edge equipment for biological research in the building.

No Palestinian I met evinced anger or sorrow at what happened. People appeared calmly determined to resume life, such as it was, before the invasion, although the continuing blockade plainly weighed heavily on them. A young hijab-clad guide sitting next to me on a bus one night casually mentioned that her fiance had been killed on the last day of the invasion, and then punctuated her statement by staring, dry-eyed, into my pupils. It was neither an accusation nor an appeal for pity. It was as if Israel’s periodic depredations were now experienced as a natural disaster to which people had grown accustomed; as if Gaza were situated in the path of tornadoes, except that in Gaza every season is tornado season. Some demented mind in an air-conditioned Tel Aviv office conjures up poetic names for its numberless “operations.” Why not a little truth in advertising just this once and call them “Operation Attila the Hun,” “Operation Genghis Khan,” or “Operation Army of Vandals?”

The female head administrator of a children’s library housed in a magnificent edifice that would be the envy of any major city in the United States offered some painful reflections. (Watching the children hard at work in the library, I secretly breathed a sigh of relief that whether wittingly or by miracle Israel had not inflicted on it the same fate as the American International School’s.) She was one of seven siblings all of whom had obtained advanced degrees, and, apart from her, had left for greener pastures abroad. She had studied in Great Britain but against her parents’ recommendation decided to return to her home. She recalled questioning her decision when, on her way to work one day, Israeli soldiers forced her to wade waist-deep in mud to get past a checkpoint.

Our delegation consisted mostly of Americans. Originally I assumed that I was the only Jew on the delegation, but after making several discreet inquiries I began to wonder whether anyone on the delegation was not Jewish. So far as I could tell Gazans did not care much about our pedigrees, although, to my mortification, the rector at the Islamic University introduced me as a “Holocaust survivor.” I politely corrected him: “tenure-battle survivor.” Did I really look 90 years old?!

Hamas has a fearsome reputation, but it met its match with the feisty feminists leading our delegation. Among their complaints, forthrightly expressed, was that Hamas did not allow the delegation sufficient freedom of movement at night. Although Hamas eventually gave ground my sympathies went out to them, and not just because in these verbal bouts they appeared the underdogs. It is not as if Gaza had a lively nightlife. Furthermore, Israeli ships still fired on Gaza every night, and Hamas feared that Israel (or its Palestinian underlings) might create an incident to discredit it. It is also not as if Hamas’s security concerns lacked plausibility: after all we were Americans, and US intelligence agencies have been complicit in the repression of Hamas.

I had several meetings with Hamas officials and cadre. It was later conveyed to me that those I met were mostly from Hamas’s “moderate” wing, although I cannot say exactly what distinguished them from members of the “hard-line” wing, and a lot of the speculation on this matter appears poorly informed. In his dispatch from Gaza The New Yorker’s Lawrence Wright knowingly told readers that Gaza-based Hamas leader and Prime Minister Ismail Haniyeh is a “moderate” who has “spoken of negotiating a long-term truce with Israel,” whereas Damascus-based head of the Hamas politburo Khaled Meshal is a “hard-liner” who is “more likely to initiate radical, destabilizing actions.” But Meshal, the “hard-liner,” has repeatedly called for a diplomatic settlement with Israel.

At each of the parleys with Hamas members I repeated the same message: the current diplomatic posture of Hamas seemed in alignment with representative political organizations, respected juridical institutions, and major human rights groups. Many Hamas members appeared genuinely surprised when I rattled off the “pro-Palestinian” positions espoused by these mainstream bodies. If I was correct, then Hamas should couch its political platform in their language because the chink in Israel’s armor is its diplomatic isolation. Hamas must hammer away the critical point that Israel is the real outlier in the international community and obstacle to peace: not “Hamas says,” but “the UN General Assembly resolution supported by 160 nations says”; not “Hamas says, but “the International Court of Justice says”; not “Hamas says” but “Human Rights Watch and Amnesty International say.”

My interlocutors seemed earnest and willing to listen. (They even heard out in good humor the head of the delegation when she implored them to shave their “scary beards” to improve Hamas’s image in the West.) Although Hamas sought to emulate Hizballah’s victory in 2006, after the massacre it perhaps sunk in that Israel cannot be defeated by shooting firecrackers and Roman candles at it. When I was leaving Gaza, US President Barack Obama had just arrived in Cairo to deliver his landmark address. Hamas sent a letter to him partly informed by our conversations.

For most of the time in Gaza, our delegation was guarded by young Hamas militants. As we parted ways at the end of the visit I felt moved and obliged to state publicly that in my opinion none of them was deserving of the death Israel has attempted to inflict on them. I am aware that according to the “laws of war” they are “legitimate” military targets. But in a rational world the locution “laws of war” would make as much sense as “etiquette of cannibals.” It is probably true that violent conflicts would be more lethal and destructive in the absence of these laws, but it is also true that, in their pretense of neutrality, they obscure fundamental truths. Whether from conviction, frustration, or torment, these young men have chosen to defend their homeland from foreign marauders with weapon in hand. Were I living in Gaza, still in my prime and able to muster the courage, I could easily be one of them.

This essay is the fifth chapter (”Inside Gaza”) of Norman Finkelstein’s latest book, This time we went too far, available from OR Books.

Norman G. Finkelstein’s books include Beyond Chutzpah, The Holocaust Industry, A Nation on Trial and Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict.

link to the article at Eletronic Intifada Webpage

I think it speaks for itself. I can’t add or delete anything, it would be unfair with Mr Finkelstein. Hope you enjoy the reading and find out this is a proof that Jews and Arabs are fine to live together. The political arm is bloody armed to act otherwise.

Análises | abr 27